Este estudo é resultado do trabalho de conclusão de curso intitulado "Memórias de um prisioneiro de guerra: Uma análise histórica da participação do joseense Eliseu de Oliveira na Segunda Guerra Mundial", orientado pela Profª Drª Valeria Zanetti, defendido no dia 1° de julho de 2011 no curso de História da Universidade do Vale do Paraíba/SP.
Eliseu de Oliveira, nascido na cidade de São José dos Campos - SP atuou como pracinha da FEB na Itália de junho de 1944 a junho de 1945. Foi aprisionado em 31 de outubro permanecendo prisioneiro na Alemanha até abril de 1945 ao ser libertado pelo VII exército norte-americano. Ao retornar ao Brasil, Eliseu sente-se desiludido e revoltado diante da população civil que duvidava do sacrifício e esforço dos pracinhas nas terras europeias, bem como da falta de políticas publicas em auxilio aos ex-combatentes. Para Eliseu a guerra foi em vão (Silva,2011).
A crise de identidade é um conceito utilizado por Alessandro Portelli ao estudar as memórias dos veteranos da guerra do Vietnam em sua busca por respeito e cidadania (Portelli,2010). Diante de sua própria crise de identidade, Eliseu concede uma série de entrevistas ao jornalista Altino Bondesan, divulgando-a em crônicas semanais no Jornal de São Paulo. Em 1947 suas memórias são publicadas no livro: Um pracinha paulista no inferno de Hitler. Toda sua narrativa é marcada pela frase constante: "escrevi para dizer a verdade", seguindo este princípio pessoal, Eliseu não se omite diante dos acontecimentos de prazer e de dor que marcam sua experiência pessoal. Sua ânsia em dizer a "verdade" é resultado da crise de identidade que o obriga a revisitar seu passado traumático recente.
PORTELLI, Alessandro. Ensaios de História Oral. São Paulo: Letra e Voz, 2010.
SILVA, Douglas de Almeida. Memórias de um prisioneiro de guerra. Trabalho de Conclusão de Curso/História, Univap, 2011.
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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