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Reportagem denuncia de Roberto Cabrini, na Rede Bandeirante, foi ao ar no Dia da Consciencia Negra - 20/nov/2006 -

Classificação: 4/5 estrelas
Tags: hitler, nazismo, negacionismo, neo-nazismo
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Carlos Sousa de Sá Comentário de Carlos Sousa de Sá em 9 dezembro 2009 às 9:25
Sou objetivo: Vamos levar na brincadeira esses tipos de acontecimentos?
Não faz muito tempo e a Europa inteira virou as costas para Alemanha nazista, dizendo que não estavam fazendo na de mais. Realmente não fizeram nada de mais além de matar 6 milhoes de humanos...
Então deixa a história se repetir e depois não me venham com lagrimas e sentimentos mentirosos, é preciso fazer algo agora, por que depois será passado que só será possivel contar e não mudar.
Bruno Leal Comentário de Bruno Leal em 16 outubro 2009 às 20:54
"Marc", eu posso entender totalmente sua antipatia pelo Cabrini. Posso e vejo que em alguns casos, parte da imprensa (brasileira ou estrangeira) tem uma abordagem sensacionalista, estejamos falando de neonazismo ou sobre uma temporada de tornados. Alguns veículos, de fato, são sensacionalistas e vivem desse sensacionalismo. No entanto, o que você chama de “imprensa brasileira” não existe de forma concreta ou abstrata. Na minha opinião, é uma generalização que emperra a compreensão do fenômeno social. O mesmo vale para expressões como “imaginário”, algo extremamente problemático dentro das ciências sociais. Como se pode comprovar seguramente um imaginário coletivo?

Discordo ainda sobre a suposta falta de senso crítico de crianças, adolescentes e alguns adultos. Isso me parece muito frankfurtiano. Penso que temos que falar de pessoas reais e não em suposições baseadas em intuições. As pessoas não são tabulas rasas, não é mesmo?

Mas sobre essas questões nem me alongo muito, pois penso que seria tirar o foco de nossa questão. Estamos discutindo o fenômeno neonazista. E nisso, não tenho dúvidas: trata-se de um fenômeno importante e extremamente delicado. Já apontei referências e ocorrências de casos, no Brasil e no mundo. Custo a crer que tudo isso não passa de uma criação midiática. Seria o mesmo absurdo, por exemplo, que dizer que a morte de palestinos é um alarmismo da imprensa de esquerda.

Por fim, sou bastante rigoroso com as comparações que hoje são feitas com o holocausto. Se por um lado, a comparação com o holocausto pode ser positiva, ao chamar a atenção do mundo para atrocidades que dificilmente seriam visíveis sem essa memória, por outro, quase sempre a comparação é uma forma de banalização do holocausto. E isso vem acontecendo muito hoje em dia: nos livros didáticos, na imprensa, na literatura, enfim, em boa parte da esfera pública. Nesses meios, a morte dos judeus geralmente aparece como “apenas uma” dentre a morte de americanos, franceses, russos ou alemães. Ou ainda: o assassinato em massa de judeus foi apenas um na história, assim como os assassinatos em massa na Guerra do Paraguai, nas bombas de Hiroshima ou na Armênia. Essas comparações são extremamente problemáticas, pois mascaram o principal elemento do holocausto, que o distingue de qualquer outro, o grande alerta que parecemos ignorar: foi a primeira vez na história que o Estado empregou todos os meios, conhecimentos e força a seu alcance para a eliminação de todo um povo. E fez isso de acordo com uma lógica industrial, banal e, sobretudo, moderna e dentro do contexto de civilização que conhecemos. Não estou aqui dizendo que o holocausto foi a mais terrível das tragédias ou que a morte dos judeus é mais importante que qualquer outra morte. O que estou dizendo é que o holocausto não é idêntico a outros assassinatos em massa. Existem componentes – algo que certamente Marc Bloch testemunhou antes de ser torturado e assassinado pela Gestapo – nesse evento que devem ser considerados e não banalizado através de comparações.

Abs!
Marc Bloch Comentário de Marc Bloch em 16 outubro 2009 às 17:56
risos... Eu morri em meio ao que chamam de holocausto caro Bruno. Brincadeiras a parte gostei de sua resposta. Eu quis dizer criar imaginários na cabeça de crianças e adolescentes, acho isso possível sim. Pensa comigo, a imprensa brasileira ela é sensacionalista, deve concordar e o Cabrini não precisa de comentários. Mas quando você cria alternaivas de culturas políticas (ver Berstein, 1992) , e isso pode ser criado pela imprensa como memórias nacionais, é nesse evento que se forma o fenomeno da evolução das culturas políticas. Eu disse que o Cabrini foi quase um transmissor de uma política cultural (quanto a este conceito ver de Xan Bouzada Fernandéz (2007), Phillipe Urfalino (1998); (2004), entre outros) independente veiculada enquanto reportagem. E isso sim agrega à mentalidades e imaginários sociais. E as crianças, os adolescentes e mesmo adultos que ainda não tem um senso crítico formado, desconhece a história ou ainda está tentando entender o fenomeno do totalitarismo estão passíveis a uma interpretação advinda de uma veiculação irresponsável. Não sou totalmente a favor disso, mas acredito que as vezes é interessante a mídia de massa passar por uma triagem mais abrangente. Não desacredito que exista grupos que hoje se denominem neonazistas não Bruno, acredito sim que existam, mas são pífios, pequenos grupos que dado por aquilo que Michael Pollack (1992) chama de memórias envergonhadas não entram em cena hoje, estão sempre abafados e numa sociedade multicultural como a brasileira só aparecem por veiculações irreponsáveis da mídia de massa. Só entram neste tipo de reportagem que o Cabrini veicula, entende minha perseguição com ele? Acho que só se tem uma grande preocupação com estes grupos devido ao que chamam de holocausto (termo hoje mais usado políticamente do que historicamente) e ao nazismo.Se você remeter a história sabemos que poderíamos chamar a guerra do Paraguai como holocausto. As cruzadas. E até eventos recentes, como da Argélia e de Ruanda. Prefiro ficar com o termo nazismo, massacre de inúmeras pessoas que não só judeus - mas que foram grande parte - do que holocausto, mas tudo bem, nada do que uma rede social de história para sucitar debates deste tipo.
Quanto a bibliografia que passaste lhe agradeço, já anotei todas e vou buscar informações. Não sou muito conhecedor sobre este recorte que estamos debatendo.
Fui um historiador só de ocidente por muito tempo sabe Bruno e comecei a olhar para problemas do oriente também, depois de Said, Wallerstein, entre tantos. Deixei o orientalismo que acredito ainda estar muito arraigado nas ciências humanas e sociais. Mas, confeço que ainda é difícil me desvencilhar.
Sidnei de Medeiros Vicente Comentário de Sidnei de Medeiros Vicente em 16 outubro 2009 às 14:25
Concordo plenamente!
Raça humana!

Namaste
Bruno Leal Comentário de Bruno Leal em 16 outubro 2009 às 1:09
Apenas uma observação: não é correto falar em raça para classificar os judeus ou qualquer outro grupos social/étnico. Só podemos falar em raça humana.
Sidnei de Medeiros Vicente Comentário de Sidnei de Medeiros Vicente em 15 outubro 2009 às 18:40
Não é que eles não sejam inteligentes, muito, mas muito pelo contrário! Porém, de um ponto-de-vista importantíssimo, imprescindível, como o humanístico, não me parece que eles tenham feito coisas muito inteligentes de 1964 em diante, na Palestina e com os palestinos.

Namaste
Bruno Leal Comentário de Bruno Leal em 15 outubro 2009 às 18:37
ADD: Os links, quis dizer, mostram a atuação de neonazistas no Brasil e na Europa.
Bruno Leal Comentário de Bruno Leal em 15 outubro 2009 às 18:36
Pessoalmente, também não gosto do Cabrini. Tirando isso, discordo totalmente do que o colega "Marc Bloch" disse. Em primeiro lugar, não vejo como esta reportagem pode "criar na cabeça dos indivíduos, crianças e adolescentes imaginários e alternativas como o racismo e defender os antigos regimes totalitários." Para dizer a verdade, nem sei se compreendi bem essa frase.

Em segundo lugar, quero questionar o que é um "número considerável de pessoas". Acho isso extremamente subjetivo. Isso me leva a um terceiro ponto: independente do número de neonazistas, no Brasil ou no exterior, trata-se de um fenômeno político, social e ideológico altamente relevante. Na Europa, os adeptos vêm crescendo cada vez mais. A Espanha é um caso emblemático, onde os neonazistas são chefes de torcidas organizadas de grandes clubes de futebol. Esses grupos xenófobos possuem estreita ligação com os Clubes (como é o caso do Ultrasur e do Real Madrid) e com partidos políticos de extrema-direita. Indico a sugestão do livro "Diário de um Skinhead", do jornalista "Antonio Salas", primeiro jornalista a se infiltrar totalmente em um grupo neonazista na Europa. Indico também o livro "Neonazismo, negacionismo e Extremismo político", editado por professores da UFRGS. Nessas duas indicações, podemos ver como se trata de um fenômeno extremamente atual e perigoso. Toda forma de discriminação deve ser combatida e acompanhada de perto.

Abaixo, seguem links para a atuação de neonazistas no Brasil.

Polícia Civil investigará neonazistas em Teutônia

Neonazistas querem tirar da Alemanha políticos de origem estrangeira

Polícia prende seis pessoas acusadas de prática de neonazismo no Paraná

Polícia faz operação contra neonazistas em cinco cidades gaúchas

PF apreende 4 em operação contra neonazistas em MG

Suíça admite descaso com a violência de neonazistas no país

Não me parece nem um pouco que a atividade neonazistas seja uma invenção sensacionalista.

Por último, o quarto ponto "Este tipo de assunto dá ibope e interesse, pois especula-se muito sobre o tema, devido ao que chamam de holocausto e a Guerra de 1939". Não entendi o sentido exposto, especialmente no que se refere ao holocausto. Por acaso, há dúvidas por sua parte, "Marc Bloch", de que o holocausto é também uma invenção?
Gabriel Mateus de Carvalho Comentário de Gabriel Mateus de Carvalho em 15 outubro 2009 às 17:43
E mais uma coisa... Os Judeus não são minoria. Esta raça incrível está espalhada por todo o mundo. Eu, por exemplo, tenho uma linha de Descendência de Judeus.
Gabriel Mateus de Carvalho Comentário de Gabriel Mateus de Carvalho em 15 outubro 2009 às 17:41
Que Horrível. NeoNazismo não deveria existir. São uma praga. Porque tanto ódio contra os Judeus? Porque eles são inteligentes e fizeram coisas super importantes para todo o mundo?

Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

Membros

  • Tathiana Cristina
  • Viviane Almeida
  • Dayane Chagas
  • Jorge Luiz A Carreiro
  • Bruno Scartozzoni
  • Denise Oliveira
  • Orides Eleutério Maurer Junior
  • Marco Aurélio Duque Lourenço
  • Viviane
  • Bruno Leal
  • Osvaldo Johnson Takahara
  • antonia aparecida santiago
  • Mural dos Escritores
  • Marcia Generoso
  • Lérida Povoleri

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