Niède Guidon, arqueóloga franco-brasileira é uma batalhadora e verdadeira guardiã dos tesouros do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Seu trabalho científico é reconhecido internacionalmente. Niède defende a chegada dos primeiros homens á América há 58 mil anos,recuando a ocupação da América em 30 milênios.Por muitos anos a cientista foi ridicularizada por sua teoria.No entanto Niède tinha razão:Ferramentas de pedra encontradas no Boqueirão da Pedra Furada, em São Raimundo Nonato, Piauí, indicam que humanos habitavam o local há, pelo menos, 58 mil anos..

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Comentário de Sandro Henrique Verginelli em 27 fevereiro 2012 às 2:23
Comentário de Jane Rosana Cassol em 18 janeiro 2011 às 19:55

A resistência dos estadonidenses em aceitar a revolução das teorias da chegada do hm nas Américas não é só acadêmica, deve  ter tbm outros interesses. Sem contar com o umbigocentrismo deles em abrir mão da velha Teoria da tradição Clóvis.Com seus estudos, Niéle  não só encontrou a oposição da comunidade científica internacional, mas como uma Dom Quixote de saias, luta contra as dificuldades para preservar patrimônios nacionais inestimáveis.Ela foi  assistente de Annette Laming-Emperaire que nos anos 70 deu a pré-história brasileira  um ícone próprio, tão improtante quanto o Neandertal na Alemanha, o homem de Cro-Magnon na França e Lucy na Etiópia:

Luzia..

Comentário de Jane Rosana Cassol em 18 janeiro 2011 às 19:54
....era uma mulher solitária, tristonha e medrosa...que viva numa região plana com alguma montanhas nas cercanias , muitos esconderijos e vegetação abundante.O clima era tropical o que facilitava sua vida. Luzia não conhecia a vaidade, contentava-se em agasalhar seu corpo magro e baixo com alguma pele de animal. Tinha uns 20 e poucos anos, possuía traços que lembram os atuais aborígines da Austrália e negros da África, seu queixo era proeminente, as faces estreitas, o crânio longo, nariz largo e os olhos arredondados. Perambulava atrás de alimentos com seu grupo familiar. Eram caçador-coletores e não tinham paradeiro fixo. Geralmente alimentava-se de frutos que colhia apressada nas árvores baixas e retorcidas, alguns tubérculos e aprendera a comer e folhagens. Seus companheiros de existência às vezes dividiam com ela um pedaço de carne de pequenos animais, que eles caçavam. Nunca recebera um gesto de carinho, no máximo nas noites frias era convidada a aconchegar-se aos seus parentes e eles tiravam parasitas de sua longa cabeleira. Sempre muito suja e arredia, era desconfiada, tinha receio dos homens e dos grandes animais que espreitavam sua gente. Eram tempos muito difíceis, ela não sabia como sua gente chegara ali e nem se preocupava com isso. Ela temia animais que como ela já não existem como a preguiça gigante e o tigre dente de sabre, pois eles só possuíam pedras de quartzo que usavam como pontas de flecha e raspadeiras.Naquele dia chuvoso ela não se sentia bem, procurou um abrigo numa caverna e lá repousou por aproximadamente 11 mil anos. Encontrada na década de 70 por uma equipe franco-brasileira de cientistas,foi levada para o Rio de Janeiro numa viagem que jamais imaginara e lá no Museu da Quinta permaneceu esquecida. Walter, um moderno príncipe da Antropologia, e sua equipe retiraram-a de seu sono milenar e do anonimato; batizando-a com o nome Luzia em homenagem a Lucy; esse fato revolucionou toda a trajetória humana nas Américas com a teoria que diz que o povoamento aqui teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores e coletores, ambas vindas da Ásia, provavelmente pelo estreito de Bering, mas cada uma delas composta por grupos biológicos distintos. A primeira teria ocorrido 14 mil anos atrás e seus membros teriam aparência semelhante à de Luzia. O segundo grupo teria sido o dos povos mongolóides, há uns 11 mil anos, dos quais descendem atualmente todas as tribos nativas das Américas.
Essa descoberta mostra que uma outra leva, bem mais antiga, chegou à América. Luzia seria descendente desse grupo. Aparentados dos atuais aborígines australianos, esses primeiros colonizadores teriam saído do sul da China atual e atingido o continente americano cerca de 15.000 anos atrás – três milênios antes da segunda leva migratória. Como nessa época a Idade do Gelo ainda não havia chegado ao fim, teriam usado canoas para fazer a navegação costeira e contornar os enormes maciços glaciais que bloqueavam a passagem entre a Ásia e a América do Norte. Viveram aqui muitas eras, alheios ao restante da humanidade, até desaparecer na disputa por caça e território com a leva migratória seguinte, provável ancestral dos nativos modernos.
Luzia, o fóssil do ser humano mais antigo das américas,é provavelmente o elo comum de toda a civilização americana. Não sabemos se seu DNA ainda sobrevive nesse continente.
Estudos nas áreas de genética, antropologia, biologia e arqueologia buscam comprovações se ainda resta algo dela entre nós.

 

jane Cassol

Comentário de Ricardo Menezes em 17 janeiro 2011 às 1:28

Caros e caras,

Conheci no ano passado tanto o trabalho de Niède Guidon, quanto a incrível descoberta arqueológica na qual sua participação foi de primeira grandeza. As repercussões históricas do que se pesquisou no Parque Nacional da Serra da Capivara são muitíssimo surpreendentes: para o Brasil e, por consequência, para as Américas.

Não é de se estranhar a resistência dos "gringos" em abandonar sua teoria de ocupação das Américas, que foi posta em questão pelo trabalho da equipe de Niède Guidon.

Ricardo Menezes   

Comentário de ana lucia granja de souza em 14 janeiro 2011 às 20:04

 

Um depoimento verdadeiramente cheio de conhecimento e enriquecedor para todos nós que buscamos a cada dia descobrir novos conhecimentos, porque como podemos observar ainda há muito que se descobrir, muito que se estudar, pois a história não é estática , ela é dinâmica e como tal, nos trás muitas alegrias em saber que tem muita coisa  a exemplo desta nossa terra chamada Brasil, de que não sabemos de tudo, e tudo temos que aprender e descobrir.

 

 

Comentário de Joanderson Mendes em 14 janeiro 2011 às 17:17

Estive na serra da capivara em setembro de 2010 é realmente é maravilhoso o parque, não tive a oportunidade de converçar com a Niéde, mais converçei com algums guias, pessoas itimas delas, e na conveçar eles disse que realmente tem ela com exemplo, luta todo os dias em prol da serra da arquiologia e principalmente da serra da capivara, relaram que estão preocupados com ela, por já esta com uma idade avançada, e já pensam como será depois que ela falecer, pois ela é a cabeça do projeto é a que tá na frente em tudo.

Por isso tornou uma pessoa, conhecida nacionalmente pelo sua luta,determinação,força,coragem, e sendo amada por muitos.

 

Comentário de Marcia Conceição Carrinho Muniz em 12 janeiro 2011 às 21:16
Maravilha, como é bom escutar a musa da arqueologia brasileira e seu amor por este pedaço de terra que a tantos estudos tem se dedicado, gostei muito. Ficou um gostinho de queria mais... Parabéns.
Comentário de Heloisa A. Ferreira em 8 janeiro 2011 às 16:06
Ótimo. O trabalho desenvolvido pela Niède é uma demostração de coragem.
Comentário de Joana Darc em 1 janeiro 2011 às 17:37

 

Niède é uma verdadeira Joana D´arc, Ela é está sempre alertando para a importância da arqueologia, e sua preservação. Em 2004 vi um fragmento na revista Época que alertava para o abandono da Serra da Capivara, que seriam demitidos 79 funcionários que cuidavam da manutenção do parque, creio, por falta de verbas. Gasta-se fortunas nesse país com projetos de caráter duvidosos...  Daí para algo de tão grande relevância como a preservação desse patrimônio. NÃO HÁ VERBAS, Ah meu Brasil, eu te amo, mas, não te entendo. Visitei recentemente as Itacoatiaras de Ingá na Paraíba. Outro tesouro arqueológico brasileiro. Já estive em são Raimundo, vou voltar para bater um papo com essa mulher incrível!

Comentário de Natalia Souza em 7 julho 2009 às 20:36
Sou apaixonada por arqueologia, adorei o video, muito bom.
Guidón é a mulher que me inspira todos os dias.

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A Oeste do fim do mundo

Está em cartaz nos cinemas brasileiros a co-produção Brasil-Aregentina, "A Oeste do fim do fo mundo", de Paulo Nascimento.

Sinopse: Leon (César Troncoso) é um homem introspectivo que vive em um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental entre a Argentina e o Chile. Seu único amigo é Silas (Nelson Diniz), um brasileiro que volta e meia o visita para trazer peças para consertar a moto dele. Um dia, a paz de Leon é abalada com a chegada de Ana (Fernanda Moro), uma mulher que escapou da tentativa de abuso sexual de um caminhoneiro com quem tinha pego carona. Sem ter para onde ir e no meio do deserto, Ana recebe abrigo de Leon inicialmente para apenas um dia. Só que o tempo passa e ela não consegue sair do local.

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Felipe II: confira na íntegra a tese de doutorado do historiador José Carlos Vilardaga: "São Paulo na órbita do Império dos Felipes: conexões castelhanas de uma vila da América Portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)". O trabalho foi defendido em 2011 na Universidade de São Paulo.

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