Durante a República Velha(1889-1930) a mão de obra escrava foi substituída pelos imigrantes europeus que vieram para o Brasil, uma vez que, com os esgotamento das terras na na Europa e as constantes tensões entre trabalhadores e proprietários de terras, crises agrícolas, opressão fiscal, desemprego, deficiências no sistema econômico entre outros fatores determinaram o fluxo migratório para o Brasil.
Chegando aqui nas fazendas a vida destes imigrantes eram objeto de uma série de normas, que restringiam os próprios movimentos. A obediência a essas normas era sob pena de multa, que muitas fazendas faziam reverter para uma caixa em benefício dos colonos que cumprissem todas essas normas.
Um dos regimes de trabalho que mais se propagou, num certo período, entre os imigrantes nas fazendas de café foi o contrato de parceria.Ou seja, implicava num tipo de acerto, pelo qual o fazendeiro cedia ao colono determinada área de sua propriedade, para ser cultivada, colhida e beneficiada, na qual os resultados eram repartidos entre ambos, na proporção que fosse estipulada pelo contrato. Na realidade essa forma de trabalho era uma intermediação entre a escravidão e o trabalho livre. Mal protegidos pela legislação que não garantia ao colono liberdade, segurança e acesso à propriedade, o sistema mostrou-se vulnerável, com deficiências que comprometiam o seu funcionamento.
* Quanto ao voto de cabresto todos que trabalhavam nas fazendas eram submetidos a este abuso por parte dos coronéis.
Mas é claro que existiram coronéis no RS! Os estancieiros e charqueadores eram estes coronéis. Te passo o maior exemplo o da Guerra dos Farrapos: Bento Gonçalves e companhia receberam títulos militares por fazerem parte da Guarda Nacional. Nenhum deles fez treinamento ou carreira militar. Ganharam estes títulos pq suas propriedades estavam em zonas de fronteira e defenderam elas em guerras ou disputas internas; fizeram fortuna com o comércio do charque e dispunham de uma certa força armada (uns jagunços a grosso modo).
Assim, foi viável para o Império nomear estes estancieiros como militares e assegurar as fronteiras do Império.
penso eu que, esses camponeses são os escravos recém libertos,pois os mesmos não tinham para onde ir,por que como escravos eram sujeitos aos desmandos dos coronéis (seus senhores).Então nesse caso teriam que permanecer nessas fazendas em troca de comida e moradia que no momento era sua única opção de sobreviver.
sendo os mesmos vitimas do voto do cabresto, que era uma forma de sistema de poder dos coronéis, através do uso de autoridade, com ameaças pelos seus jagunços(homens de confiança dos coronéis) se caso não votassem no candidato apoiado ou escolhidos pelos coronéis,que se uniam para escolher o Governador,seriam punidos. E além de manipular o voto eles também fraudavam os documentos para que menores, analfabetos e pessoas que já haviam morridos pudessem votar e assim garantir a vitória nas eleições.
Bom vou tentar explicar um pouquinho o que acontecia nessa virada de século e de governo. Essa abertura do cenário brasileiro com a chegada dos novos imigrantes terá como preferência à sua imigração pelos imigrantes europeus, pois precisavam instaurar tempos melhores neste final de século XIX, devido aos diversos problemas sociais e econômicos que enfrentavam a nossa sociedade nas diversas províncias ainda do Império, por isso tal resolução, em algumas de nossas províncias, foi também a opção de um branqueamento na sociedade, devido à quantidade de negros que circulavam nas diversas províncias brasileiras. O imigrante europeu será o ideal para o imaginário destes que pretendiam fazer tais mudanças em nosso país, por estes apresentarem melhores disposições ao trabalho e trazendo consigo em sua bagagem, a moralidade, que era essencial para o bom andamento dos bons costumes, da qual os escravos eram incapazes de oferecer com o seu comportamento.
Assim nem todos os imigrantes que chegam ao Brasil, foram para as áreas rurais, uma boa parte desses ficaram nas áreas urbanas, então desses imigrantes que partiram para área rural tiverem o incentivo do governo na atribuição de pequenas propriedades. Vc poderá ver todo esse processo em “Onda Negra, Medo Branco: O negro no Imaginário das elites do século XIX livro de Célia Maria Marinho Azevedo”.
Na nova República que floresce no Brasil também apresenta problemas “com crises econômicas, que é marcada pela inflação desemprego e superprodução de café” Mary Del Priore p. 269 O livro de ouro da História do Brasil, vc observará uma manutenção desses ex-escravos e libertos pelo novo período intitulado, pois teremos no inicio do século XX uma maior força na industrialização, na área comercial e a nova urbanização das capitais, que será precisa e promovida por seus governantes. Estas ideias que foram importadas da Europa configuram-se com o periodo conhecido como “Belle Èpoque” ou bela época que virá uma obsessão das políticas públicas em todas as capitais brasileiras, lembremo-nos que os negros daqui estavam “livres” mais essas pessoas não tinham terras e nem educação, e por tais motivos étnicos foram largadas as margens da sociedade vivendo num completo abandono, a “Belle Époque” irá limpar os grandes centro urbanos expulsando-os os negros libertos e ex-escravos, índios e demais da “raça inferiores”, para as periferias, foi assim que começaram as favelas do Rio de Janeiro e as demais favelas de todo o Brasil, hoje pagamos um preço caro, pois a violência veem dessas partes periféricas mal estruturadas.
Algumas dessas pessoas que ganharam a liberdade retornaram ao campo por não conseguir trabalho nos grandes centros urbanos, assim através desse retorno continuará a dominação por seu senhor ainda com mentalidade escravocrata, e por ainda estarem ligados ao poder nas diversas regiões e serem donos da maior parte da terra, denominados como latifundiários, assim o livres do país, trabalhavam e produziam para sua subsistência, e a do proprietário da terra, dividindo a sua produção com o mesmo, e obedecendo à todas as suas ordens, pois senão o fizessem dessa forma, seriam expulsos dessas propriedades e novamente iriam ficar sem um rumo para a sua sobrevivência.
O forte preconceito que havia pelo negro e por sua etnia Afro-brasileira, implicava este negro e ex-escravo ainda numa proporção de ser um ser submisso a essa Oligarquia montada pelos tais coronéis, ou seja, conforme os políticos do século XIX diziam que essa “raça era inferior”, ainda era mantida a forma de exploração do trabalho para essa classe de livres no país, agora junto ao imigrante, o negro e ex-escravo, passam a formar esse campesinato brasileiro.
Assim tentando responder o seu questionamento esses camponeses “livres” da fazenda serão ainda os ex-escravos e libertos, devido ainda ao grande preconceito de uma sociedade no inicio de século XX, e ainda por serem dependentes dos antigos senhores,
se a finalidade era a mesma ...punir então são semelhantes, mas se o pelourinho era para punir não só escravos rebeldes e sim todos os criminosos e ainda servia como simbolo do poder público, já começa a apontar as diferenças enquanto o tronco legitimava o poder do "senhor", agora te pergunto ..... quantos brancos forma punidos no pelourinho, uma vez que é para todos os criminosos ??? a minha resposta e que são iguais, ambos serviram para legitimar o poder .. abraços
olha a pergunta que me fazes merece uma resposta que contemple todas as questões levantadas, porém como o tempo é pouco, farei apenas algumas considerações.
1º a partir do momento que se aboliu a escravidão deixou de existir o escravo legal, ou seja, aquele acobertado pela lei, porém não deixou de existir o escravo na prática, coisa que ainda hoje é noticia de fazendeiros mantendo trabalhadores em regime de escravidão.
2º com a abolição da escravidão o estado não deu condições socioeconômica dos mesmos mudarem de vida, sendo que muitos permaneceram nas fazendas realizando os mesmos trabalhos mesmo em troca de comida.
3º quanto aos migrantes, os migrantes, temos que analisar a proibição do trafico de escravo, que proporcionou uma falta de mão de obra, assim sendo incentivado a vinda de migrantes, mas os mesmos passam a conviver lado a lado com os escravos, vivendo os mesmos problemas sociais que os mesmos. para se ter uma noção de como os migrantes sofriam na primeira republica basta analisarmos a história da construção da estrada férrea madeira mármore.
assim, com o coronelismo, muitas praticas autoritárias não podem ser tidas como idênticas ao do senhor de escravo, ambas tem suas peculiaridades condicionadas com o período histórico vivido.
então os colonos podiam viver um regime similar ao de escravidão quando passavam a vender sua força de trabalho apenas pela alimentação, porém não podemos esquecer que os questionamentos feitos, além de interessantes merecem um reflexão mais apurada e aberta aos demais membros do café historia.
espero que tenha respondido a sua salutar curiosidade, continue assim, sempre fazendo perguntas.
Ola Sergio. A questão é complexa. De modo conceitual não se pode afirmar que existiram e existam coronéis no Rio Grande do Sul. Fora a serra gaúcha onde ocorreu a imigração européia e em um primeiro momento a formação de minifúndios, a questão aqui do estado, de modo geral, se assemelha ao restante do Brasil, o problema histórico do latifúndio. No que concerne a influência social, econômica e política dessas forças conservadoras, é bastante elucidativo compara-las ao caudilhismo latino-americano. Existe uma corrente que reconhece a forte influência do Castilhismo na sociedade brasileira atualmente, graças as heranças deixadas Getulismo, pois Vargas era um castilhista. Não sei se minha resposta satisfez a tua dúvida, espero que sim, nos falamos. Abraços.
Bem, Sérgio, a príncípio, sua 3ª opção se encaixa perfeitamente na resposta. Mas, podemos acrescentar outras dúvidas, se considerarmos que alguns escravos que não sabiam bem o que fazer com aquela "tal liberdade" e permaneceram nas fazendas (ainda que os senhores estivessem desobrigados de fornecimento da alimentação), ao invés de ir para os quilombos ou viver às custas de pequenos furtos. Quanto aos estrangeiros, o art.69 da Constituição de 1891, trata "das qualidades do cidadão brazileiros" (grafia original) e o art.70, das condições dos eleitores. Olhando por esse viés, básicamente todos estavam sujeitos à dominação dos coronéis. No livro "O Coronelismo: uma política de compromissos", Maria de Lourdes M. Janotti traz uma boa definição para o 'coronel'. Segundo ela "estes eram potentados locais, ligados à grande propriedade açucareira, onde (...) tinha autoridade máxima sobre os moradores da unidade produtiva (p. 16). Às suas conclusões.
Olá, Sérgio. Sua pergunta é muito interessante por demonstrar sua preocupação com um aspecto fundamental da história que é a formação da força de trabalho da sociedade.
Se a questão se referir à região sudeste do pais, a maioria dos trabalhadores eram imigrantes europeus, que aliás já eram a principal força de trabalho nas fazendas de café do oeste paulista desde os anos de 1870. A introdução da força de trabalho assalariada nessa região, entre outros fatores, se deu porque as novas técnicas de cultivo eram incompatíveis com a escravidão, mas as condições de exploração do trabalho dos imigrantes não eram muito difereentes das condições dos escravos.
Já aqui no Nordeste, a mão de obra utilizada nas fazendas dos "coronéis" era constituída principalmente de escravos e camponeses pobres sem terra, que já eram bastante numerosos nos primeiros anos da República. Essa farta e barata mão de obra além de brutalmente explorada pelo latifundiários, era submetida a toda sorte de opressão e violência, o que muitas vezes provocaram revoltas como é o caso da Guerra de Canudos.
Enquanto a Comissão da Verdade é instalada em Brasília, um herói desconhecido de nossa história inspirou o livro que está servindo de guia para quem quer saber tudo sobre as ações guerrilheiras que atazanaram os militares durante os Anos de Chumbo.
Caro Sérgio, não se "apoquente" com meu comentário. Escreva, ajuda a me distrair da minha obsseção para meu doutorado. Acabei agorinha mesmo de responder a Emannuel...
Oi, Sérgio. demorei a responder, e acredito que nosso colega José D'Assunção já tenha elucidado sua dúvida. A diferença básica é essa: um era público e o outro privado. Apenas gostaria de complementar que como o pelourinho era fincado na frente da Câmara dos Vereadores e debaixo dela as Cadeias, muitas vezes criminosos que fossem muito perigosos ou pudessem tentar fugir, eram presos temporariamente nele.
Como o pelourinho representava o Poder público, também era lá que o povo tomava conhecimento dos atos oficiais do governo. Era um espécie de "Diário Oficial".
O pelourinho era na verdade um monumento público. Quando era usado com essa finalidade de supliciar escravos (ou criminosos) ou para expor um cidadão que cometeu uma infração grave à execração social, na verdade estava sendo usado como instrumento público de justiça ou punição. Não era um instrumento exclusivo para punir escravos, e por outro lado era público - seu uso dizia respeito ao município.
O tronco era um instrumento provado para supiciar escravos. Por isso mesmo, situava-se na fazenda (em cada fazenda). O senhor de escravos utilizava-o para exercer a sua justiça privada, a sua autoridade, ou o seu direito de dispor do escravo, de puni-lo.
Deste modo, o uso de um instrumento ou de outro refere-se a dois tipos distintos de justiça, a dois âmbitos diferenciados (o público e o privado), e a duas finalidades (a execração pública, no caso do pelourinho, que atendia a determinadas finalidades de controle social e de exposição exemplar, e o simples exercício de uma punição a cargo do proprietário de um escravo, no caso do tronco localizado em uma fazenda). Ao mesmo tempo, como disse, o pelourinho também se dirigia a uma faixa mais ampla de supliciados ou execrados, pois podia ser aplicado a diversos tipos de criminosos, e não apenas ao escravo que incorreu em alguma infração grave que a justiça local, em acordo com o senhor, conduzisse para este tipo de punição. Mas claro que, em certos momentos, o público e o privado podiam se interpenetrar e o senhor podia recorrer à punição exemplar e pública. Mas é sempre bom ter em vista que o exercício de punições no pelourinho estava sempre sujeito à intervenção e fiscalização da justiça local (municipal), o que obviamente não ocorria no interior das fazendas.
Queria parabeniza-lo por suas ótimas intervenções em fóruns, blogs e grupos do Café História. É muito bom contar com a presença de colegas interessados no bom debate. Sinta-se em casa aqui na rede. Um grande abraço,
Vargas era um conciliador. Conhecedor de Saint-Simon, socialista utópico que teve Augusto Comt como secretário, tinha uma visão do socialismo enquanto conciliação de classe.
Estou citando de memória. É uma conversa. E a memória é traiçoeira. Nas primeiras horas da Revolução de 30, em pleno Palácio Piratini, em Porto Alegre, se não me falha a memória, a esposa de Osvaldo Aranha, ao entrar no gabinete do "presidente" do Estado encontrou um revólver sobre a mesa, na frente de Vargas. E teria dito algo como: "O que é isso?" Ao que Vargas teria respondido mais ou menos isto: "Desta revolução ou se sai vitorioso ou com honra". Seria uma antecipação do 24 de agosto de 54?
Há outra passagem dos primeiros tempos da Revolução de 30. Um dos capitães nordestinos, veteranos tenentes daquele período, discutiu com um ministro gaúcho (parece que o mesmo Osvaldo Aranha). O gaúcho disse para Getúlio que não aguentava mais aqueles tenentes nordestinos, etc. e tal, e que ia enfiar uma bala na cabeça dele. Getúlio ouviu, ouviu, deu-lhe razão, e pediu calma. Pouco depois entrou o outro e os discursos foram parecidos. Quando saiu a esposa de Vargas disse-lhe: "Getúlio você deu razão pros dois, etc e etc.". Getúlio ouviu, ouviu e lhe disse: "Calma, Darci, Você também tem razão"...
Pois foi mais ou meno isso que getúlio fez com o coronelismo (ele mesmo era um "caudilho", nome que se dá aos coronéis gaúchos...). Promoveu as mudanças sociais, o desenvolvimento da indústria pesada nacional, uma "revolução democrático-burguesa". Isso, a alteração das bases econômicas é que contribuiu para o "declínio" do coronelismo clássico. Agora, é evidente que a cultura, ou melhor: os maus hábitos do coronelismo, não se acaba por decreto...
"Getúlio" (o governo Vargas) mandou comunistas e integralistas para o "paredão", mas não mandou os coronéis.
Sergio você fez um bom questionamento. Pois quando nos remetemos ao trabalhador rural durante a república velha de imediato vem ao censo da escravidão.
Os negros que receberam alforria em sua grande maioria, continuaram a trabalhar com seus "patrões".
Porém estes mesmos não eram mais escravos no censo comum. Censo comum quando eu falo é no papel, pois os negros continuavam ainda a sofrerem as perseguições e maus tratos.
Mas durante este mesmo período, se iniciou uma onda de imigrações para o Brasil. Principalmente de europeus. Aproveitando da situação os poderosos da terra passaram a explorar a mão de obra destes.
Resumindo, na minha perspectiva visionária, os negros e os europeus foram explorados durante todo esse período.
Ambos negros e imigrantes trabalharam e de certa maneira escravizados pelos coronéis.
O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil
Links Patrocinados
Cine História
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
Enquete História
Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).
Comentários de SERGIO ROBERTO
Caixa de Recados (65 comentários)
Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!
Entrar em Cafe Historia
Olá Sérgio Roberto!
Durante a República Velha(1889-1930) a mão de obra escrava foi substituída pelos imigrantes europeus que vieram para o Brasil, uma vez que, com os esgotamento das terras na na Europa e as constantes tensões entre trabalhadores e proprietários de terras, crises agrícolas, opressão fiscal, desemprego, deficiências no sistema econômico entre outros fatores determinaram o fluxo migratório para o Brasil.
Chegando aqui nas fazendas a vida destes imigrantes eram objeto de uma série de normas, que restringiam os próprios movimentos. A obediência a essas normas era sob pena de multa, que muitas fazendas faziam reverter para uma caixa em benefício dos colonos que cumprissem todas essas normas.
Um dos regimes de trabalho que mais se propagou, num certo período, entre os imigrantes nas fazendas de café foi o contrato de parceria.Ou seja, implicava num tipo de acerto, pelo qual o fazendeiro cedia ao colono determinada área de sua propriedade, para ser cultivada, colhida e beneficiada, na qual os resultados eram repartidos entre ambos, na proporção que fosse estipulada pelo contrato. Na realidade essa forma de trabalho era uma intermediação entre a escravidão e o trabalho livre. Mal protegidos pela legislação que não garantia ao colono liberdade, segurança e acesso à propriedade, o sistema mostrou-se vulnerável, com deficiências que comprometiam o seu funcionamento.
* Quanto ao voto de cabresto todos que trabalhavam nas fazendas eram submetidos a este abuso por parte dos coronéis.
amanhã nos falaremos em um curso sobre a Primavera Árabe e não esquecerei!
Abraço!
Olá, Sérgio.
Mas é claro que existiram coronéis no RS! Os estancieiros e charqueadores eram estes coronéis. Te passo o maior exemplo o da Guerra dos Farrapos: Bento Gonçalves e companhia receberam títulos militares por fazerem parte da Guarda Nacional. Nenhum deles fez treinamento ou carreira militar. Ganharam estes títulos pq suas propriedades estavam em zonas de fronteira e defenderam elas em guerras ou disputas internas; fizeram fortuna com o comércio do charque e dispunham de uma certa força armada (uns jagunços a grosso modo).
Assim, foi viável para o Império nomear estes estancieiros como militares e assegurar as fronteiras do Império.
Abraços
Já foi!
penso eu que, esses camponeses são os escravos recém libertos,pois os mesmos não tinham para onde ir,por que como escravos eram sujeitos aos desmandos dos coronéis (seus senhores).Então nesse caso teriam que permanecer nessas fazendas em troca de comida e moradia que no momento era sua única opção de sobreviver.
sendo os mesmos vitimas do voto do cabresto, que era uma forma de sistema de poder dos coronéis, através do uso de autoridade, com ameaças pelos seus jagunços(homens de confiança dos coronéis) se caso não votassem no candidato apoiado ou escolhidos pelos coronéis,que se uniam para escolher o Governador,seriam punidos. E além de manipular o voto eles também fraudavam os documentos para que menores, analfabetos e pessoas que já haviam morridos pudessem votar e assim garantir a vitória nas eleições.
isso aqui no nordeste.
abraço
Bom vou tentar explicar um pouquinho o que acontecia nessa virada de século e de governo. Essa abertura do cenário brasileiro com a chegada dos novos imigrantes terá como preferência à sua imigração pelos imigrantes europeus, pois precisavam instaurar tempos melhores neste final de século XIX, devido aos diversos problemas sociais e econômicos que enfrentavam a nossa sociedade nas diversas províncias ainda do Império, por isso tal resolução, em algumas de nossas províncias, foi também a opção de um branqueamento na sociedade, devido à quantidade de negros que circulavam nas diversas províncias brasileiras. O imigrante europeu será o ideal para o imaginário destes que pretendiam fazer tais mudanças em nosso país, por estes apresentarem melhores disposições ao trabalho e trazendo consigo em sua bagagem, a moralidade, que era essencial para o bom andamento dos bons costumes, da qual os escravos eram incapazes de oferecer com o seu comportamento.
Assim nem todos os imigrantes que chegam ao Brasil, foram para as áreas rurais, uma boa parte desses ficaram nas áreas urbanas, então desses imigrantes que partiram para área rural tiverem o incentivo do governo na atribuição de pequenas propriedades. Vc poderá ver todo esse processo em “Onda Negra, Medo Branco: O negro no Imaginário das elites do século XIX livro de Célia Maria Marinho Azevedo”.
Na nova República que floresce no Brasil também apresenta problemas “com crises econômicas, que é marcada pela inflação desemprego e superprodução de café” Mary Del Priore p. 269 O livro de ouro da História do Brasil, vc observará uma manutenção desses ex-escravos e libertos pelo novo período intitulado, pois teremos no inicio do século XX uma maior força na industrialização, na área comercial e a nova urbanização das capitais, que será precisa e promovida por seus governantes. Estas ideias que foram importadas da Europa configuram-se com o periodo conhecido como “Belle Èpoque” ou bela época que virá uma obsessão das políticas públicas em todas as capitais brasileiras, lembremo-nos que os negros daqui estavam “livres” mais essas pessoas não tinham terras e nem educação, e por tais motivos étnicos foram largadas as margens da sociedade vivendo num completo abandono, a “Belle Époque” irá limpar os grandes centro urbanos expulsando-os os negros libertos e ex-escravos, índios e demais da “raça inferiores”, para as periferias, foi assim que começaram as favelas do Rio de Janeiro e as demais favelas de todo o Brasil, hoje pagamos um preço caro, pois a violência veem dessas partes periféricas mal estruturadas.
Algumas dessas pessoas que ganharam a liberdade retornaram ao campo por não conseguir trabalho nos grandes centros urbanos, assim através desse retorno continuará a dominação por seu senhor ainda com mentalidade escravocrata, e por ainda estarem ligados ao poder nas diversas regiões e serem donos da maior parte da terra, denominados como latifundiários, assim o livres do país, trabalhavam e produziam para sua subsistência, e a do proprietário da terra, dividindo a sua produção com o mesmo, e obedecendo à todas as suas ordens, pois senão o fizessem dessa forma, seriam expulsos dessas propriedades e novamente iriam ficar sem um rumo para a sua sobrevivência.
O forte preconceito que havia pelo negro e por sua etnia Afro-brasileira, implicava este negro e ex-escravo ainda numa proporção de ser um ser submisso a essa Oligarquia montada pelos tais coronéis, ou seja, conforme os políticos do século XIX diziam que essa “raça era inferior”, ainda era mantida a forma de exploração do trabalho para essa classe de livres no país, agora junto ao imigrante, o negro e ex-escravo, passam a formar esse campesinato brasileiro.
Assim tentando responder o seu questionamento esses camponeses “livres” da fazenda serão ainda os ex-escravos e libertos, devido ainda ao grande preconceito de uma sociedade no inicio de século XX, e ainda por serem dependentes dos antigos senhores,
Olá Sérgio, só agora vi a sua mensagem no bate papo, desculpe-me, eu estava longe do computador.
se a finalidade era a mesma ...punir então são semelhantes, mas se o pelourinho era para punir não só escravos rebeldes e sim todos os criminosos e ainda servia como simbolo do poder público, já começa a apontar as diferenças enquanto o tronco legitimava o poder do "senhor", agora te pergunto ..... quantos brancos forma punidos no pelourinho, uma vez que é para todos os criminosos ??? a minha resposta e que são iguais, ambos serviram para legitimar o poder .. abraços
Obrigada pelas dicas dos livros, Sérgio!
olha a pergunta que me fazes merece uma resposta que contemple todas as questões levantadas, porém como o tempo é pouco, farei apenas algumas considerações.
1º a partir do momento que se aboliu a escravidão deixou de existir o escravo legal, ou seja, aquele acobertado pela lei, porém não deixou de existir o escravo na prática, coisa que ainda hoje é noticia de fazendeiros mantendo trabalhadores em regime de escravidão.
2º com a abolição da escravidão o estado não deu condições socioeconômica dos mesmos mudarem de vida, sendo que muitos permaneceram nas fazendas realizando os mesmos trabalhos mesmo em troca de comida.
3º quanto aos migrantes, os migrantes, temos que analisar a proibição do trafico de escravo, que proporcionou uma falta de mão de obra, assim sendo incentivado a vinda de migrantes, mas os mesmos passam a conviver lado a lado com os escravos, vivendo os mesmos problemas sociais que os mesmos. para se ter uma noção de como os migrantes sofriam na primeira republica basta analisarmos a história da construção da estrada férrea madeira mármore.
assim, com o coronelismo, muitas praticas autoritárias não podem ser tidas como idênticas ao do senhor de escravo, ambas tem suas peculiaridades condicionadas com o período histórico vivido.
então os colonos podiam viver um regime similar ao de escravidão quando passavam a vender sua força de trabalho apenas pela alimentação, porém não podemos esquecer que os questionamentos feitos, além de interessantes merecem um reflexão mais apurada e aberta aos demais membros do café historia.
espero que tenha respondido a sua salutar curiosidade, continue assim, sempre fazendo perguntas.
Ola Sergio. A questão é complexa. De modo conceitual não se pode afirmar que existiram e existam coronéis no Rio Grande do Sul. Fora a serra gaúcha onde ocorreu a imigração européia e em um primeiro momento a formação de minifúndios, a questão aqui do estado, de modo geral, se assemelha ao restante do Brasil, o problema histórico do latifúndio. No que concerne a influência social, econômica e política dessas forças conservadoras, é bastante elucidativo compara-las ao caudilhismo latino-americano. Existe uma corrente que reconhece a forte influência do Castilhismo na sociedade brasileira atualmente, graças as heranças deixadas Getulismo, pois Vargas era um castilhista. Não sei se minha resposta satisfez a tua dúvida, espero que sim, nos falamos. Abraços.
Bem, Sérgio, a príncípio, sua 3ª opção se encaixa perfeitamente na resposta. Mas, podemos acrescentar outras dúvidas, se considerarmos que alguns escravos que não sabiam bem o que fazer com aquela "tal liberdade" e permaneceram nas fazendas (ainda que os senhores estivessem desobrigados de fornecimento da alimentação), ao invés de ir para os quilombos ou viver às custas de pequenos furtos. Quanto aos estrangeiros, o art.69 da Constituição de 1891, trata "das qualidades do cidadão brazileiros" (grafia original) e o art.70, das condições dos eleitores. Olhando por esse viés, básicamente todos estavam sujeitos à dominação dos coronéis. No livro "O Coronelismo: uma política de compromissos", Maria de Lourdes M. Janotti traz uma boa definição para o 'coronel'. Segundo ela "estes eram potentados locais, ligados à grande propriedade açucareira, onde (...) tinha autoridade máxima sobre os moradores da unidade produtiva (p. 16). Às suas conclusões.
Olá, Sérgio. Sua pergunta é muito interessante por demonstrar sua preocupação com um aspecto fundamental da história que é a formação da força de trabalho da sociedade.
Se a questão se referir à região sudeste do pais, a maioria dos trabalhadores eram imigrantes europeus, que aliás já eram a principal força de trabalho nas fazendas de café do oeste paulista desde os anos de 1870. A introdução da força de trabalho assalariada nessa região, entre outros fatores, se deu porque as novas técnicas de cultivo eram incompatíveis com a escravidão, mas as condições de exploração do trabalho dos imigrantes não eram muito difereentes das condições dos escravos.
Já aqui no Nordeste, a mão de obra utilizada nas fazendas dos "coronéis" era constituída principalmente de escravos e camponeses pobres sem terra, que já eram bastante numerosos nos primeiros anos da República. Essa farta e barata mão de obra além de brutalmente explorada pelo latifundiários, era submetida a toda sorte de opressão e violência, o que muitas vezes provocaram revoltas como é o caso da Guerra de Canudos.
Sérgio:
Enquanto a Comissão da Verdade é instalada em Brasília, um herói desconhecido de nossa história inspirou o livro que está servindo de guia para quem quer saber tudo sobre as ações guerrilheiras que atazanaram os militares durante os Anos de Chumbo.
Dê uma olhada na obra em guerrilhanobrasil.blogspot.com.br/
Caro Sérgio, não se "apoquente" com meu comentário. Escreva, ajuda a me distrair da minha obsseção para meu doutorado. Acabei agorinha mesmo de responder a Emannuel...
Oi, Sérgio. demorei a responder, e acredito que nosso colega José D'Assunção já tenha elucidado sua dúvida. A diferença básica é essa: um era público e o outro privado. Apenas gostaria de complementar que como o pelourinho era fincado na frente da Câmara dos Vereadores e debaixo dela as Cadeias, muitas vezes criminosos que fossem muito perigosos ou pudessem tentar fugir, eram presos temporariamente nele.
Como o pelourinho representava o Poder público, também era lá que o povo tomava conhecimento dos atos oficiais do governo. Era um espécie de "Diário Oficial".
Sérgio,
O pelourinho era na verdade um monumento público. Quando era usado com essa finalidade de supliciar escravos (ou criminosos) ou para expor um cidadão que cometeu uma infração grave à execração social, na verdade estava sendo usado como instrumento público de justiça ou punição. Não era um instrumento exclusivo para punir escravos, e por outro lado era público - seu uso dizia respeito ao município.
O tronco era um instrumento provado para supiciar escravos. Por isso mesmo, situava-se na fazenda (em cada fazenda). O senhor de escravos utilizava-o para exercer a sua justiça privada, a sua autoridade, ou o seu direito de dispor do escravo, de puni-lo.
Deste modo, o uso de um instrumento ou de outro refere-se a dois tipos distintos de justiça, a dois âmbitos diferenciados (o público e o privado), e a duas finalidades (a execração pública, no caso do pelourinho, que atendia a determinadas finalidades de controle social e de exposição exemplar, e o simples exercício de uma punição a cargo do proprietário de um escravo, no caso do tronco localizado em uma fazenda). Ao mesmo tempo, como disse, o pelourinho também se dirigia a uma faixa mais ampla de supliciados ou execrados, pois podia ser aplicado a diversos tipos de criminosos, e não apenas ao escravo que incorreu em alguma infração grave que a justiça local, em acordo com o senhor, conduzisse para este tipo de punição. Mas claro que, em certos momentos, o público e o privado podiam se interpenetrar e o senhor podia recorrer à punição exemplar e pública. Mas é sempre bom ter em vista que o exercício de punições no pelourinho estava sempre sujeito à intervenção e fiscalização da justiça local (municipal), o que obviamente não ocorria no interior das fazendas.
Salve, Sergio! Bom dia!
Queria parabeniza-lo por suas ótimas intervenções em fóruns, blogs e grupos do Café História. É muito bom contar com a presença de colegas interessados no bom debate. Sinta-se em casa aqui na rede. Um grande abraço,
Prezado Sérgio:
Vargas era um conciliador. Conhecedor de Saint-Simon, socialista utópico que teve Augusto Comt como secretário, tinha uma visão do socialismo enquanto conciliação de classe.
Estou citando de memória. É uma conversa. E a memória é traiçoeira. Nas primeiras horas da Revolução de 30, em pleno Palácio Piratini, em Porto Alegre, se não me falha a memória, a esposa de Osvaldo Aranha, ao entrar no gabinete do "presidente" do Estado encontrou um revólver sobre a mesa, na frente de Vargas. E teria dito algo como: "O que é isso?" Ao que Vargas teria respondido mais ou menos isto: "Desta revolução ou se sai vitorioso ou com honra". Seria uma antecipação do 24 de agosto de 54?
Há outra passagem dos primeiros tempos da Revolução de 30. Um dos capitães nordestinos, veteranos tenentes daquele período, discutiu com um ministro gaúcho (parece que o mesmo Osvaldo Aranha). O gaúcho disse para Getúlio que não aguentava mais aqueles tenentes nordestinos, etc. e tal, e que ia enfiar uma bala na cabeça dele. Getúlio ouviu, ouviu, deu-lhe razão, e pediu calma. Pouco depois entrou o outro e os discursos foram parecidos. Quando saiu a esposa de Vargas disse-lhe: "Getúlio você deu razão pros dois, etc e etc.". Getúlio ouviu, ouviu e lhe disse: "Calma, Darci, Você também tem razão"...
Pois foi mais ou meno isso que getúlio fez com o coronelismo (ele mesmo era um "caudilho", nome que se dá aos coronéis gaúchos...). Promoveu as mudanças sociais, o desenvolvimento da indústria pesada nacional, uma "revolução democrático-burguesa". Isso, a alteração das bases econômicas é que contribuiu para o "declínio" do coronelismo clássico. Agora, é evidente que a cultura, ou melhor: os maus hábitos do coronelismo, não se acaba por decreto...
"Getúlio" (o governo Vargas) mandou comunistas e integralistas para o "paredão", mas não mandou os coronéis.
Nesse sentido, o coronelismo continua vivo.
Sergio você fez um bom questionamento. Pois quando nos remetemos ao trabalhador rural durante a república velha de imediato vem ao censo da escravidão.
Os negros que receberam alforria em sua grande maioria, continuaram a trabalhar com seus "patrões".
Porém estes mesmos não eram mais escravos no censo comum. Censo comum quando eu falo é no papel, pois os negros continuavam ainda a sofrerem as perseguições e maus tratos.
Mas durante este mesmo período, se iniciou uma onda de imigrações para o Brasil. Principalmente de europeus. Aproveitando da situação os poderosos da terra passaram a explorar a mão de obra destes.
Resumindo, na minha perspectiva visionária, os negros e os europeus foram explorados durante todo esse período.
Ambos negros e imigrantes trabalharam e de certa maneira escravizados pelos coronéis.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Torne-se membro!
ou faça o seu login
Importante
Leia antes de usar o Café História
LINKS PATROCINADOS
Conteúdo da Semana
O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil
Links Patrocinados
Cine História
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Enquete História
Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).
Parceiros
Top 3 Fóruns da Semana
Guantánamo é a Alcratraz moderna?
Religião é fundamental na vida do ser humano?
Anacronismo
"Negro", por que as pessoas de pele escura em geral, negam este conceito referente a cor da pele?
Por quê Portugal esta dificultando o Brasil na troca da Linguagem?
NOSSOS OUTROS PROJETOS
Grupos
Historiografias
436 membros
19 Comentários 9 Curtiram istoHistória das Religiões A…
256 membros
67 Comentários 26 Curtiram istoDarcy Ribeiro
47 membros
2 Comentários 9 Curtiram istoBrasil Republicano
146 membros
10 Comentários 8 Curtiram istoGalileu Galilei
40 membros
14 Comentários 7 Curtiram istoHistória das religiões
1100 membros
453 Comentários 86 Curtiram istoEra Vargas
340 membros
45 Comentários 16 Curtiram istoCinema & História
155 membros
35 Comentários 32 Curtiram istoHistória do Sindicalismo…
4 membros
6 Comentários 1 Curtiu istoProjeto e Pesquisa em Hi…
1106 membros
223 Comentários 78 Curtiram istoHistoriografia
5 membros
3 Comentários 2 Curtiram istoA MARINHA DO BRASIL NA P…
2 membros
0 Comentários 0 Curtiram istoWilliam Shakespeare
111 membros
9 Comentários 3 Curtiram istoDitadura Militar na Amér…
496 membros
39 Comentários 40 Curtiram istoHistória do Nazismo/Fasc…
318 membros
217 Comentários 18 Curtiram istoPolítica de Privacidade