SABEMOS QUE QUASE SEM EXCESSÃO, TODO POLÍTICO É TENDENCIOSO E QUE TRABALHA POR SEUS INTERESSES PRÓPRIOS. ESSES FATOS SÃO VISTOS NA MÍDIA QUASE QUE DIÁRIAMENTE. BRASÍLIA É TAXADA DE PIZZARIA, OU SEJA, ONDE TUDO ACABA EM PIZZA. POR OUTRO LADO TEMOS QUE ACREDITAR, MESMO QUE SEJA COM UM PÉ ATRÁS, NÃO TEMOS ALTERNATIVAS MESMO. MAS, SE VAMOS ESTAR POSITIVAMENTE NA TORCIDA, ENTÃO VAMOS EM CONJUNTO ELEBORAR ALGUMAS QUESTÕES QUE NÃO PODEM FICAR DE FORA DA LEI, PARA DEPOIS NÃO LAMENTÁRMOS O LEITE DERRAMADO. POR EXEMPLO: A HISTÓRIA É ESCRITA A PARTIR DA VISÃO DO HISTORIADOR,TEMOS QUE VERIFICAR COM CUIDADO O QUE VAI SER AMARRADO NA LEI QUE POSSA MAIS TARDE NOS IMPEDIR DE EXERCITAR A NOSSA CRITICIDADE E CRIATIVIDADE.
A regulamentação da Profissão de Historiador, é muito importante, faz com que se valorize o nosso Diploma e não faça com que muitas pessoas que não têm formação acadêmica; se dizerem Historiadores o que não são.
Um forte abraço!
`´E obvio que uma regulamentação profissional só traria benefícios. O fato é que muitos temem perder a boquinha de fazer qualquer pesquisa na área sem ao menos ter formação previa e ser considerado um historiador...Estou de acordo com regulamentação, mas só peço que todos tenhamos uma maior participação no processo.
Na minha opinião a regulamentação da profissão é uma vitória da nossa área sim! Ora colegas, nosso metier esta apoiado na criticidade, então vamos fazer uma auto critica: nós não temos a nossa regulamentação porque a nossa classe não consegue chegar a um consenso, somos desunidos, tentamos construir e defender apenas a nossa visão de mundo e nos fechamos dentro do nosso discurso em detrimento da solidariedade de classe. A quem mais pode beneficiar uma regulamentação de classe, que conquista um espaço dentro das instituições fazendo com que estas tenham um compromisso com a História e a história, se não as pessoas que passaram anos estudando para se formarem e que tem sim o direito a exercer a profissão. É fato que estamos em um sistema capitalista, e de que maneira nós podemos sobreviver nele? E de que maneira faremos a nossa missão que é fazer a sociedade refletir sobre a nossa história para transformar a realidade,se tivermos que trabalhar em outra area sem reconhecimento?
Isso é muito sério! Colegas se formam sem ter o seu ganha pão garantido.
Eu apoio a regulamentação! Parabens aos senadores pelo empenho, e obrigado.
A banalidade e superficialidade das respostas do senador dá mostras da qualidade da reflexão em torno do assunto. O que queremos mesmo com a regulamentação é garantir uma reserva de mercado, embalados pela doce ilusão de que aumentaremos chances de trabalho e o próprio salário.
Acredito que tenha que ter um diploma ssim, por que bem ou mal vai tirando o lugar de pessoas altamente capacitada que dadico uma boa parte de sua vida para a sua capacitação no que gosta, sendo obrigado a passar por muitos trabalhos e até humilhação para exercer sua profissão.
Trata-se de uma questão realmente complexa que precisa de muito mais debate.
Tenho formação em História, há 10 anos, exerço o magistério público e ainda não consegui formar opinião sobre o assunto. Os pontos positivos e negativos precisam ser colocados com mais clareza. Quais as questões políticas e visões de mundo que esse debate oculta? Defendo a existência de um Estado presente (e forte!), mas tenho receio da burocratização e que meia dúzia de "iluminados" comecem a dizer o que tenho que fazer e que eu (inclusive) tenha que pagar (e sustentar) esses "caras".
Definitivamente não existe consenso sobre o tema e me preocupa que o mesmo seja colocado, a partir do projeto do Senador Paulo Paim, como uma "vitória" da área... Vitória de quem cara pálida?
Desculpe Bernardo, mas não é forçar a barra. Como disse, José Murilo não é formado em história. De acordo com o texto da lei ele não pode chefiar uma equipe de pesquisa em assuntos de história. Não vejo como considerá-lo desqualificado pela ausência de um diploma.
Aliás, o que é um "tema de história"? Quando a lei usa esse termo posso entender qualquer assunto que seja em tempo passado? Uma pesquisa sobre as remoções em favelas no Rio de Janeiro durante a década de 60, produzida por um geógrafo, seria permitida?
Até agora, tudo que vi foi garantia de benefícios à um grupo de profissionais, não ao conhecimento sobre o passado.
Caso vocês ainda não tenham lido o texto da lei, segue o link http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getPDF.asp?t=74739
Sobre os médicos, bom, leiam alguma coisa sobre a discussão acerca da "lei de Ato médico".
acredito que a regulamentação é necessária. alguns pontos devem ser discutidos? sim, claro. mas a regulamentação é primordial para o nosso trabalho. Sou formada em história e durante o curso fiz diversos estágios em arquivos, centro de documentação e até no atendimento ao público do Congresso Nacional, aqui em Brasília. Mas poucos dos lugares que trabalhei como estagiária contratam profissionais da história. Contratam, ao contrário, bibliotecários, arquivistas e etc. O que acaba acontecendo é a criação de uma ilusão de mercado de trabalho para historiadores, pois os estágios não são garantias de áreas de atuação para os historiadores. De todas, sobra a boa e velha sala de aula - na qual atuo - mas ainda aí existem profissionais que não são formados em história mas são professores de história. Eu mesma tive aula com advogados e jornalistas em minha educação básica. E, além disso, o acesso à sala de aula não é fácil. Em escolas particulares, você precisa do QI, em escolas públicas só por concurso - o que não consegue absorver todos os licenciados à procura da sala de aula.
O resultado de tudo isso é o que eu vi acontecer com minha turma de formandos em história na Universidade de Brasília: de 25 formandos, só EU estou atuando na área.
Portanto, sou totalmente a favor da regulamentação da profissão. Não só por essa garantir um nicho no mercado de trabalho, como também pode ajudar a melhorar os currículos dos cursos de história em todo Brasil.
Todo historiador sabe que nossa formação nos deu certas ferramentas para exercer o ofício que por mais debruçado na história que um leigo seja, ele não as possui.
Para os que ainda tem dúvidas sobre os pró e os contra acerca da regulamentação, leia a carta aberta do presidente da ANPUH. Assino em baixo de tudo. E saliento, não precisamos de conselhos ou outros orgãos fiscalizadores, além do ministério do trabalho para o registro de cada profissional. E aí provoco: seria um problema para alguém ter carteira assinada como qualquer outro trabalhador?
Parabéns ao Senadores, Paulo Paim e Cristovam Buarque pela iniciativa. É de politicos assim que nós brasileiros, Professores e Historiadores precisamos, pessoas que valorizem nosso trabalho, ao contrario daqueles que muitas vezes colocamos no poder para defender nossos direitos, fazendo jus a uma cidadania, que mal sabemos por quanto tempo ainda a teremos.
Concordo plenamente com Giseli: quem se arrisca a consultar com um médico que atende por opção, sem diploma? Não entendi bem a pergunta que polariza ética e compromisso crítico na pesquisa histórica e as regras da profissão. Não são pontos que se excluem. Acredito que seja necessário reconhecermo-nos como um grupo social específico dentro do mercado de trabalho, para trazer mais força às nossas fileiras e perspectivas. Sim à regulamentação! E quem exerce a profissão por hobbe, só lamento... Matricule-se num curso superior, rale quatro anos e ai sim entenderá os anseios da classe. Afinal, se não há médicos por hobbe, por que com a pesquisa e ensino de História (e demais ciências, sobretudo humanas) seria diferente?
É óbvio que não dá pra prever todos os efeitos de uma regulamentação profissional, mas é preciso considerar, na hora de cada um de nós formar um juízo sobre o assunto, o fato de a ANPUH levantar esta bandeira.
Como historiador e secretário parlamentar, portanto conhecedor de um pouco da dinâmica do Legislativo, afirmo que sem mobilização não haverá aprovação final do Projeto de Lei. Infelizmente, o meio acadêmico tem se tornado politicamente inerte nas últimas décadas, assim como o movimento estudantil viciado e sem referencial teórico-político.
Sugiro que um bom meio de mobilização seria iniciar uma luta conjunta com outros profissinais em situação semelhante, como os Arqueólogos, por exemplo. E, já que os historiadores não tem condições de fazer manifestações em Brasília, pode-se fazer uso da internet, sobretudo dos portais do Congresso Nacional, enviando extensas listas de abaixo-assinado.
Gostaria que alguém fosse mais explícito em enunciar os benefícios na prática se realmente regulamentar a nossa profissão, assim como também enumerar os pontos negativos, mas de forma prática. Fica a dica.
A regulamentação é importante pelo fato de que o mercado de trabalho para profissionais de História ainda é muito restrito. Ao se regulamentar, dar normas, estabelecer direitos e deveres, poderemos expandir nossa área de atuação. Infelizmente hoje o profissional de História é visto apenas como professor ou pesquisador, não podendo ir além disso. Em compensação, outros profissionais de Comunicação Social tem uma área de atuação maior que a nossa, tendo talvez um preparo menor para lidar com determinados assuntos.
Agora, afirmar que algumas produções sobre o passado não existiriam caso a regulamentação já valesse é forçar um pouco a barra. A regulamentação não surge para censurar as obras, apenas para dar parâmetros ao exercício da profissão
Podemos fazer uma lista de boas produções sobre o passado que não existiriam, caso a regulamentação já existisse. Começo com "Os bestializados", de José Murilo de Carvalho.
O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil
Links Patrocinados
Cine História
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
Enquete História
Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).
Comentários de Conversa Cappuccino
Caixa de Recados (158 comentários)
Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!
Entrar em Cafe Historia
Um forte abraço!
Isso é muito sério! Colegas se formam sem ter o seu ganha pão garantido.
Eu apoio a regulamentação! Parabens aos senadores pelo empenho, e obrigado.
Tenho formação em História, há 10 anos, exerço o magistério público e ainda não consegui formar opinião sobre o assunto. Os pontos positivos e negativos precisam ser colocados com mais clareza. Quais as questões políticas e visões de mundo que esse debate oculta? Defendo a existência de um Estado presente (e forte!), mas tenho receio da burocratização e que meia dúzia de "iluminados" comecem a dizer o que tenho que fazer e que eu (inclusive) tenha que pagar (e sustentar) esses "caras".
Definitivamente não existe consenso sobre o tema e me preocupa que o mesmo seja colocado, a partir do projeto do Senador Paulo Paim, como uma "vitória" da área... Vitória de quem cara pálida?
Aliás, o que é um "tema de história"? Quando a lei usa esse termo posso entender qualquer assunto que seja em tempo passado? Uma pesquisa sobre as remoções em favelas no Rio de Janeiro durante a década de 60, produzida por um geógrafo, seria permitida?
Até agora, tudo que vi foi garantia de benefícios à um grupo de profissionais, não ao conhecimento sobre o passado.
Caso vocês ainda não tenham lido o texto da lei, segue o link http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getPDF.asp?t=74739
Sobre os médicos, bom, leiam alguma coisa sobre a discussão acerca da "lei de Ato médico".
O resultado de tudo isso é o que eu vi acontecer com minha turma de formandos em história na Universidade de Brasília: de 25 formandos, só EU estou atuando na área.
Portanto, sou totalmente a favor da regulamentação da profissão. Não só por essa garantir um nicho no mercado de trabalho, como também pode ajudar a melhorar os currículos dos cursos de história em todo Brasil.
Todo historiador sabe que nossa formação nos deu certas ferramentas para exercer o ofício que por mais debruçado na história que um leigo seja, ele não as possui.
Como historiador e secretário parlamentar, portanto conhecedor de um pouco da dinâmica do Legislativo, afirmo que sem mobilização não haverá aprovação final do Projeto de Lei. Infelizmente, o meio acadêmico tem se tornado politicamente inerte nas últimas décadas, assim como o movimento estudantil viciado e sem referencial teórico-político.
Sugiro que um bom meio de mobilização seria iniciar uma luta conjunta com outros profissinais em situação semelhante, como os Arqueólogos, por exemplo. E, já que os historiadores não tem condições de fazer manifestações em Brasília, pode-se fazer uso da internet, sobretudo dos portais do Congresso Nacional, enviando extensas listas de abaixo-assinado.
Agora, afirmar que algumas produções sobre o passado não existiriam caso a regulamentação já valesse é forçar um pouco a barra. A regulamentação não surge para censurar as obras, apenas para dar parâmetros ao exercício da profissão
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Torne-se membro!
ou faça o seu login
Importante
Leia antes de usar o Café História
LINKS PATROCINADOS
Conteúdo da Semana
O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil
Links Patrocinados
Cine História
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Enquete História
Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).
Parceiros
Top 3 Fóruns da Semana
Religião é fundamental na vida do ser humano?
Guantánamo é a Alcratraz moderna?
Existe alguma relação entre Socialismo e pensamento Cristão ?
Por que Eva e Pandora que são símbolos femininos são tratadas como traiçoeiras?
Absolutismo - quem ou quais instituições auxiliavam os reis nas tomadas de decisão?
NOSSOS OUTROS PROJETOS
Grupos
Brasil Republicano
147 membros
10 Comentários 8 Curtiram istoHistoria do Anarquismo
219 membros
35 Comentários 15 Curtiram istoHistoriografias
436 membros
19 Comentários 9 Curtiram istoHistória das Religiões A…
256 membros
67 Comentários 26 Curtiram istoDarcy Ribeiro
47 membros
2 Comentários 9 Curtiram istoGalileu Galilei
40 membros
14 Comentários 7 Curtiram istoHistória das religiões
1100 membros
453 Comentários 86 Curtiram istoEra Vargas
340 membros
45 Comentários 16 Curtiram istoCinema & História
155 membros
35 Comentários 32 Curtiram istoHistória do Sindicalismo…
4 membros
6 Comentários 1 Curtiu istoProjeto e Pesquisa em Hi…
1106 membros
223 Comentários 78 Curtiram istoHistoriografia
5 membros
3 Comentários 2 Curtiram istoA MARINHA DO BRASIL NA P…
2 membros
0 Comentários 0 Curtiram istoWilliam Shakespeare
111 membros
9 Comentários 3 Curtiram istoDitadura Militar na Amér…
496 membros
39 Comentários 40 Curtiram istoPolítica de Privacidade