Uma mente dessa não é criada às pressas. Isso é fruto de anos, anos e anos da mistura de lavagem cerebral, fracasso pessoal, rejeição social e amor ao ódio, à destruição e a si próprio. Os ícones dessas crenças são pessoas como Silas Malafaia, o pastor que prega a santidade, a excelência de caráter e pede o dízimo - e até mesmo o trízimo - de qualquer maneira e promete prosperidade a seus seguidores que na maioria vivem em condições miseráveis, se encontram desempregados e mesmo sem residência própria, pois vivem de aluguel. Ou então Edir Macedo e Valdemiro Santiago, o pastor e o apóstolo ambos ricos que respectivamente pregam a prosperidade e a cura por intermédio da fé e do aprimoramento dos conhecimentos "bíblicos" e preparam seus seguidores para o dia do "arrebatamento" mas estranhamente não deixam de acumular fortunas (Edir Macedo possui uma fortuna avaliada em cerca de US $ Bilhões e Valdemiro que nunca usa um de seus "dons" para curar um de seus parentes quando estes adoecem, sempre opta por um bom médico servidor da rede privada, é claro - pago com o dinheiro das ofertas, dízimos, trízimos e contribuições de sua obra ).Pensadores anônimos já perceberam essa coisa: "É estranha, a esquizofrenia desses líderes: admiram a pobreza, e a humildade pregadas pelo cristianismo e odeiam o "mundo", mas ambicionam a riqueza, quando podem dão aulas de soberba e sempre estão a criticar e se meterem nos acontecimentos mais banais de todas as esferas da vida, seja uma pequena briga de casais, a constatação de um usuário de drogas até mesmo uma ação militar na Ásia - sempre estão a se meter e a criar explicações sobre tudo e todos do "mundo".São livres e anseiam pela censura e redução dos movimentos da vida alheia.
Não poucas pessoas que em momentos de suas vidas estiveram carentes de um sentido de destino e não suportaram o vazio e a confusão existenciais - normais em qualquer ser humano em processo de reconhecimento pessoal no universo no qual existe - ou mesmo sofreram experiências negativas, aderiram e aderem a uma solução fácil, rápida e prática que é o preenchimento externo para os seus problemas. São presas fáceis de homens frios, calculistas, preguiçosos, ambiciosos e cênicos que estão distribuídos em praticamente todas as esquinas e ruas deste País travestidos de missionários, apóstolos, pastores, evangelistas e outras infinidades de alcunhas, prontos para deturpar mentes já perturbadas e manipular culposos e invejosos inconfessáveis e torná-los instrumentos de seus interesses pessoais. O que o Wellington tem a ver com isso? Muita coisa. Decerto, Wellington deve ter sido só mais uma vítima dupla: do passado e do presente. Do passado, pois logo cedo teve que constatar e aceitar a realidade de ser abandonado por sua mãe biológica - que tinha problemas mentais - e ser adotado por uma mulher, que nada deve em matéria de problemas à mãe legítima do nosso astro, exceto o fato de ter se infiltrado em uma organização eclesiástica para escamotear os seus problemas e fingir ser normal e feliz. Como se já não bastassem essas coisas, Wellington sofreu bulling na escola e sequer conseguiu desenvolver um bom desempenho intelectual durante os estudos. Acuado, torturado pelo passado e pelo presente e ciente de um futuro sem perspectivas, buscou refúgio na bíblia - e encontrou. E terminou a sua existência de forma pessoal, coletiva e letal.
Afirmar que o senhor Wellinton Menezes de Oliveira tinha problemas de traumas e era um fundamentalista religioso cristão não é nenhuma mentira. Assim como também não é mentira que posse de um trauma, nem sempre dificulta o processo de aprendizagem. Ao contrário, uma pessoa traumatizada busca autossuficiência, segregação e defesa: logo, não se interessa pelo aprendizado comum, que geralmente é o mesmo aprendizado de seus algozes e busca absorver, assimilar e aperfeiçoar tudo o que for oposto aos hábitos e gostos de seu agressor. Daí, a militarização silenciosa de Wellington: enquanto seus agressores se divertiam, praticavam esportes, e seguiam a vida como se nada tivesse acontecido; Wellington se aprofundava nos conhecimentos religioso e militar. Ao mesmo tempo em que afiava a sua moral eclesiástica, e o tempo levava as únicas pessoas que o amavam; Wellington aprendia teorias de mira, remuniciamento prático e anatomia humana seus pontos letais. E o resultado desse triste caso ainda é de se pensar...
Mas deixo aqui algumas sugestões de perguntas para se refletir:
A falta de empatia, o excesso de cabotinismo e gaiatismo é mesmo normal?
O pedido de desculpas é mesmo desnecessário?
O remorso e a mágoa são estranhos entre si ou se interdependem?
A luz de deus, nos guia ou nos cega?
O amor é restritivo ou incondicional?
O que é melhor: a humildade ou a soberba?
É pra refletir....








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