Vejam a pequena comparação qe fiz! Será que a História realmente se repete?

Coisas de pai pra filho

 

No fim dos anos oitenta os E.U.A elegeram para a cadeira presidencial o republicano George Bush, o mundo atravessava um período de instabilidade pois o esgotamento dos governos socialistas não significaram o estabelecimento da ordem política e  muito menos social, tão propalada pelos capitalistas.

Na verdade o que se estabeleceu foi um novo tipo de conflito a guerra do terror, esse tipo de tática vem se intensificando nos dias atuais, mas suas origens remontam ao início da grande guerra no século XX.

Empreendida muita das vezes por minorias (grupos extremistas, religiosos, nacionalista e etc.) contra a população civil, como também patrocinada pelo Estado, seja no combate as ideologias beligerantes de esquerda, quanto a países sob o domínio de líderes religiosos e extremistas.

Com a chegada do ditador Sadan Hussein ao poder no Iraque que ao lado do Kuwait, Irã e Arábia Saudita compõe um grande eixo exportador de petróleo para as potências ocidentais, o “Tio San” assustado com as pretensões iraquianas reforçou os serviços de investigação na fronteira como Iraque.

As medidas tomadas pelo governo iraquiano no fim dos anos 80 e início dos anos 90 prejudicaram as potências ocidentais, dificultando o abastecimento de petróleo do ocidente, principalmente da nação americana. O aumento no preço do barril, quebra de monopólios de empreses estadunidenses, violações de contratos internacionais e corte das relações diplomáticas, colocaram Hussein no topo da lista dos inimigos da “liberdade”.

A medida que o governo de Sadan Hussein investia em tropas e instituía a violência como repressão aos opositores de seu governo, os americanos endureciam os discursos  nas assembléias e investiam pesado para gravitar os votos do conselho de segurança da ONU em seu pleito de libertar o petró... Desculpe! “libertar o povo iraquiano”.

Sob o governo de George Bush (pai) os EUA declararam guerra em 1991 contra o governo de Sadan Hussein, que havia invadido o Kuwait. Esse episódio marcou o fim da guerra do golfo. Americanos e aliados retomaram o Kuwait e restabeleceram o abastecimento, porém a tentativa terrorista norte americana de destronar Hussein foi frustrada, e ele continuava a frente de uma nação poderosa e estratégica no oriente médio. 

Os dividendos desse embate levaram a uma crise econômica e o desprestígio do Governo de Bush, abrindo caminho para uma vitória expressiva dos democratas nas próximas eleições.

Uma década mais tarde o ditador iraquiano acompanha com atenção a chegada dos republicanos à presidência dos EUA, o nome era George W. Bush. “O júnior”!

Não tardou a mostrar realmente as intenções do novo governo. Já ao final do segundo ano de governo exatamente no dia 11 de setembro de 2001 um ataque terrorista ao World Trade Center que dizimou milhares de inocentes de autoria da “Al Kaida” grupo extremista religioso liderado por Hosama Bin Laden forneceu o argumento necessário para o júnior realizar o sonho do pai.

Com a justificativa de “guerra contra o terror” os norte americanos sob a liderança de Bush jr concentraram a maioria dos votos da ONU e declararam guerra ao *“Eixo do Terror”, governos, grupos, facções, líderes em fim minorias que de alguma forma estavam envolvidos nos atentados contra as principais potências ocidentais. Adivinha só quem estava entre os primeiros da lista? É isso aí depois da Al Kaida era Hussein.

Falavam sobre armas nucleares, incentivo a grupos terroristas, mas, o ódio era antigo. Foi uma ação terrorista digna de Hollyood, transmitida via satélite para todo o globo, com hora marcada, e alguns compraram até pipoca para assistir os supersônicos altamente carregados com mísseis e metralhadoras, despedaçarem prédios e casas de centenas de civis inocentes. A cada foco luminoso em nossas telas de TV condomínios e quarteirões inteiros se desintegravam, em poucos minutos, em meio ao pranto de famílias iraquianas, gargalhadas e pipocas norte americanas as águias do inferno concluíram a missão, destruindo um suposto quartel general e abrindo caminho para a invasão por terra.

Em poucas semanas os soldados americanos perseguiram e executaram Sadan Hussein e seus generais. O júnior havia realizado o sonho de seu pai.

Fato parecido aconteceu na Europa da antiguidade clássica no século III a C. uma conspiração feita pelo imperador da Pérsia, Dário levou á morte o general e rei da Macedônia Felipe II, que se preparava para dominar o restante do império grego. Com a morte de Felipe seu filho Alexandre assumiu o trono. Em pouco tempo Alexandre subjugou um quarto do mundo conhecido, e o próximo passo era a Pérsia. Comandando uma cavalaria poderosa Alexandre o Grande invadiu e dominou o império Persa, perseguiu e matou Dario e seus seguidores, da mesma forma que na América do século XXI o filho realizou o desejo do pai.


É a História é assim, cheia de idas e voltas, construções e reconstruções, somos constantemente provados. Nossos olhos devem se voltar para a História “a grande professora da vida” segundo Heródoto historiador grego, ela pode nos dar as pistas necessárias para a prevenção de conflitos e crises, pois possui uma interpretação singular do presente, e pode evitar erros e até mesmo impedir conflitos e guerras.


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Comentário de Antonio Carlos de Almeida em 18 novembro 2011 às 23:31

Sou professor da rede pública em meu estado e tenho trabalhado alguns textos que escrevi utilizando esse tipo de comparação, os alunos ficam interessados e até mesmo já ouvi alguns dizerem que pesquisaram mais sobre os assuntos abordados na aula.

Tenho medo de estar adentrando em uma reflexão que pode confundir meus alunos. Na tentativa de melhorar as abordagens e o interesse posso estar ligando produção do conhecimento histórico, com interpretação pessoal!

Mas acho muito interessante pensar que as tramas, as teias de relações, os conflitos e as decisões que direcionam a história  são tomadas sob o peso de traumas, medos, fraquezas e inconstâncias proprias do ser humano. E saber que esses traumas em certa medida são os mesmos, nos aproxima da História e nos ajuda também a entender as mãos que nos transmitiram essas histórias.

Comentário de Adaildes Alves Moreira em 18 novembro 2011 às 17:06

A História se repete com novas idéias, novas reflexões... desde os tempos antigos aconteceram várias coisas que hoje são atribuídas para nosso cotidiano, os acontecimentos só mudam de tempos e nações que carregam os mesmos conflitos o cotidiano. Para que as crises não continuassem deveriam ter uma nação de igualdade e isso está longe de acontecer. Sua ideia é ótima, e pode ser material de reflexão e interpretação diferenciadas... ponto fundamental para a História, pensar nessas idas e voltas no tempo...

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