Publico abaixo um trabalho desenvolvido em conjunto com a minha mulher, Mitiko. Foi um trabalho para a UNIP, onde ela estuda, feito no dia seguinte ao lançamento nacional do filme:


Continuação da série Tropa de Elite, a sequência desnuda o sistema torpe sustentado por empresários, mantido por marginais e apoiado por militares e políticos corruptos. Inspirado no livro A Elite da Tropa 2, autoria de Rodrigo Pimentel, o filme dirigido por José Padilha aponta uma polícia idealizada por tecnocratas, disposta a manter a ordem a qualquer custo e sem grandes reflexões sobre a realidade social.

O Capitão Nascimento, agora mais experiente, vira bode expiatório após enfrentar problemas no que seria mais uma operação dentro de um presídio brasileiro. É deslocado para uma função burocrática na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro e uma vez lá dentro começa a perceber que o professor de História, a quem tanto criticava, estava correto na grande maioria de seus pressupostos.

Após seu deslocamento para a posição de subsecretário na SSP do Rio de Janeiro, Nascimento tenta fortalecer o BOPE na luta contra o tráfico, mas encontra resistência nas milícias policiais que lucram com a atividade ilegal de criminosos, além de empresários e políticos que os sustentam.

Para piorar a situação, a imprensa manipula a opinião pública, totalmente alheia à realidade do picadeiro montado para entreter e alienar o verdadeiro protagonista que é o telespectador-palhaço, jogado sempre na direção favorável aos interesses que contrariam os seus próprios. É um tema transversal do filme, que levanta uma mensagem sobre a validade dessa “democracia midiática” a serviço dos interesses de alguns monopólios. Essa imprensa torna-se, no filme, um dos principais inimigos do Capitão Nascimento.

Isolado por todos, após começar a descobrir a banda podre na própria Polícia Militar e suas ligações com o tráfico e com alguns políticos e empresários, Nascimento inicia então um perigoso combate, digno de um grande público como tem recebido, e capaz de demonstrar quão caquéticos e caricatos são os personagens do Stallone, embora providos de toda uma produção hollywoodiana. Neste ponto o filme faz ainda um alerta para o risco de ainda agravar o problema da delinquência, caso o combate ao crime organizado não previr a possibilidade de uma banda podre da Polícia militar assumir o controle do tráfico, podendo criar futuramente na sociedade (a real) um problema ainda mais insolúvel.

Tropa de Elite 2 foi uma das gratas surpresas do ano de 2010. Resta ver se o filme será apenas uma representação da realidade ou se a influenciará.

Tomara.

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Comentário de Edilson Quintanilha Martinez em 29 novembro 2010 às 10:49
Acontecimentos no Rio até parecem continução do Tropa de Elite, no caso Tropa de Elite 3 o circo esta armado.

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Sobrevivente

Chega aos cinemas o filme islandês "Sobrevivente", de Baltasar Kormákur. 

Sinopse: Durante o inverno de 1984, um barco pesqueiro naufraga no Atlântico Norte, nas proximidades da Islândia. Os tripulantes tentam sobreviver, mas as águas geladas impedem que essa tarefa seja facilmente concluída, restando apenas Gulli (Ólafur Darri Ólafsson), um homem bom, de fé, querido por todos, e com uma vontade de viver inacreditável. Após nadar por cerca de seis horas e enfrentar vários percalços, ele consegue contato com a civilização. Após a incrível experiência vivida, Gulli terá ainda que viver com a dor da perda dos amigos e, pior, a incredulidade de todos, que não entendem ele ter sobrevivido a uma situação tão extrema e insistem em fazer testes para saber como isso pode ter acontecido. Baseado em fatos reais.

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Guerra do Paraguai: Prédios paraguaios após a Guerra do Paraguai s.l., [186-]. Arquivo Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão. Fonte: Arquivo Nacional

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