Não podemos confundir a ciência "História" com "Religião", a primeira se baseia na pesquisa e no estudo... A segunda também se baseia no estudo, mas voltado ao campo da "fé". É muito importante conhecermos o que cada religião prega, independente de nossas crenças pessoais! 
Por exemplo, no último dia 31 de dezembro de 2011, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria (pág. C9), em caráter científico, sobre a construção fracassada da "Torre de Babel", descrita no capítulo 11 do Gênesis, primeiro livro da Bíblia. 
A matéria relata a análise que alguns especialistas fizeram em uma inscrição de 2.600 anos, contida em um poste de pedra datado da época em que Nabucodonosor 2º governava a Babilônia e grande parte do Crescente Fértil (atual Iraque), entre 605 a.C. e 562 a.C. 
O nome do monumento era Etemenanki, palavra suméria que significa "templo das fundações da terra e do céu". A estrutura era parecida com um zigurate, que lembra um pouco uma pirâmide com degraus, comum na arquitetura dos templos da antiga Mesopotâmia. A torre serviria como templo em homenagem ao deus Marduk, patrono da dinastia de Nabucodonosor.
Vale lembrar que Nabucodonosor 2º foi o responsável por destruir o último reino israelita independente, o de Judá, aniquilando o templo de Jerusalém e deportando milhares de pessoas de Israel para a Babilônia em 586 a.C. É justamente nessa época que começa a ser editado e consolidado no exílio os primeiros textos da Bíblia, tanto é que os textos seguintes ao capítulo 11 do Gênesis falam sobre a vocação de Abraão, patriarca dos Hebreus. 
Portanto, a Torre de Babel foi uma história apropriada e adaptada às crenças de israelitas e, posteriormente, hebreus. Concluímos então que não é um relato científico aquele contido na Bíblia (sobre o surgimento de várias línguas após a destruição da Torre), é apenas baseado na crença de algumas pessoas.
Para quem quiser saber mais sobre o tema, basta ler o capítulo 25 da obra "Deuses, túmulos e sábios" do historiador C. W. Ceram.
É isso!

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