Outro dia quando lia em um fórum diversas opiniões sobre o nacionalismo, só pensava no Brasil. Pensei em sua história, em seu passado colonial permeado por lutas nativistas do século XVIII, já vinculadas ao ideal liberal que levantou barricadas na distante Europa. Ventos de mudança que foram varrendo antigas monarquias no Velho Mundo e que, no espaço americano, estabeleceram repúblicas. No século XIX, a filosofia liberal trouxe como implicação o Movimento Nacionalista, se o indivíduo era capaz de ser o portador de seu destino, tendo a liberdade como a maior expressão da felicidade, também os povos tinham o direito à autonomia. Nações iniciaram lutas pela independência. As antigas colônias da América passaram por movimentos que variaram entre o popular e radical sob liderança nativa, e os que tiveram a elite agrária e seus interesses econômicos à frente. Tal característica determinou a formação de repúblicas de caudilhos. No Brasil, a luta liberal e nacionalista esteve presente na Conjuração Mineira e Baiana, e na Revolta de 1817 em Pernambuco, todavia, tais movimentos foram sufocados e a “Independência do Brasil" deu-se de forma a ser um processo de cima para baixo, tendo como fundamento ideais mais aristocráticos a ponto deste país estabelecer um Estado Monárquico como forma de poder, contrariando as mudanças que já eram estabelecidas no resto da América. O gigante ficou adormecido nas amarras de uma dinastia européia comprometida com o imperialismo britânico. Na procissão dos anos do século XIX e XX, as camadas que representavam o verdadeiro povo brasileiro permaneceram alienadas pela ignorância premeditada pelo Estado. Ora, o nacionalismo é uma ideologia construída, quando há o interesse em despertar o sentimento de amor à pátria, recorre-se à estratégia de construir herois. Os governos selecionam personagens que evocam o sentimento patriótico, como é o heroi Tiradentes, o bode expiatório de um povo. Ou criam através de obras de arte as alegorias que nos remetem ao ato heroico. Mas e a relação de afetividade entre o heroi e o povo, ou entre o processo histórico e o cidadão? Como pode ser desenvolvida se sempre há a exclusão social em todos os sentidos? Como o nacionalismo brasileiro pode ser cultivado no coração de um povo que ainda vive às margens de um brado retumbante? Semana da Pátria? Ela existe na memória coletiva da nação brasileira? Qual é o seu significado para a Maria e para o João? Digam-me.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por


Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!
Entrar em Cafe Historia