Qual é o maior problema enfrentado por professores de História atualmente em sala de aula?

por André Wagner Rodrigues - professor de História Antiga, Medieval e Metodologia do Ensino de História da UNIBAN.

 

As novas gerações estão vivendo numa espécie de presente contínuo, ou seja, estão relacionando sua vivência com os prazeres do momento instantâneo e imediato proporcionado pelas informações que recebem, em seu cotidiano, e isto promove um total desinteresse e desapego em relação ao conhecimento do passado. A Globalização da informação acompanhada pelo avanço das tecnologias na informática possibilita, aos nossos jovens, acesso a uma quantidade imensa de notícias e informações em alguns minutos diante de um computador ou através de instrumentos de divulgação midiática, tais como: televisão, rádio, cinema, jornais, revistas, cartazes, livros, folhetos etc. ou até em instituições mais específicas, tais como: livrarias, bibliotecas, museus, salas de espetáculos, centros culturais, circos, fábricas, galerias, estações de metrô etc.

A ausência de referências espaço - temporais é um dos fenômenos mais característicos do século XXI, da era chamada “pós-modernidade”. As novas gerações de alunos que chegam às salas de aula atualmente não conseguem estabelecer vínculos de sua vivência com as disciplinas escolares transmitidas diariamente (principalmente com a História que lida com o passado). É notória a preocupação de historiadores e educadores, no sentido de “corrigir” os efeitos dos meios de comunicação na formação desses novos educandos, mais ainda o sentimento de “desalento” e repulsa que os mesmos nutrem pelo conhecimento do passado e também pelo professor de História na atualidade.
Os temas referentes à História como Disciplina e também como campo de conhecimento vêm sendo questionados, pois assistimos nas últimas décadas a uma “desqualificação do passado”, uma idéia de reducionismo da História como disciplina escolar. Presenciamos em sala de aula um desinteresse, um desapego por parte dos alunos em relação ao estudo do passado; e isso se deve principalmente à cultura Neoliberal Globalizada, de consumo imediato, que reduz tudo à sua lógica, inclusive o conhecimento histórico.
A destruição do passado, ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas, é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do séc.XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores. (HOBSBAWN apud BITTENCOURT, 2006, p. 57)

O esforço para trabalhar com o conhecimento de História na atualidade requer uma nova metodologia (que tal à aliança da História com a Filosofia?) que estimule e estabeleça a recuperação dessa disciplina em tempos de uma “redução do passado”.

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Comentário de jose g. flavio em 26 julho 2011 às 11:06

     Bom dia.

                   Meu caro amigo,sua preocupação procede e muito nos preocupa,pois,a ignorancia historica e imensa temos de encomtrar alternativas porque quem nao conhece o passado esta sujeito a cometer os mesmos erros,entao porgunto-lhe qual o futuro da historia dentro da sala de aula ?

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