PSDB mais uma vez acaba com a educação no Estado de São Paulo.
Desculpem-me colegas professores, alunos e diretores de escola, nunca publiquei palavras de baixo calão na Internet, mas diante da indignação com a notícia abaixo relacionada, me sinto no direito de dizer:
GERALDO ALCKMIN é sem vergonha, escroto e filho da puta mesmo!!! Pelo amor de Deus, já estou de saco cheio com a forma como o governo do PSDB trata a educação em SP.
Governo de São Paulo, ao invés de aumentar a carga horária de seus alunos, reduz o tempo de aula do Ensino Médio em 4 matérias fundamentais: História (menos 25%), Matemática (17%), Geografia (14%) e Português (8%).
Matéria de Fábio Takahashi e Patrícia Gomes,
Publicada na Folha de São Paulo, 20/12/2011
A partir de 2012, a Secretaria de Estado da Educação de SP vai reforçar o ensino de sociologia, filosofia e artes. Para isso, reduzirá disciplinas que mais aparecem nos vestibulares. No diurno, cairá 25% a carga de história e 14% a de geografia. Aulas de apoio ao vestibular serão extintas nos dois turnos.
No noturno, haverá queda de 8% em língua portuguesa e de 17% em matemática.
Na prática, com as alterações, as disciplinas de artes, filosofia e sociologia terão a mesma carga que física, química, biologia, história e geografia – duas horas semanais em cada série, nos dois turnos.
SP reforça sociologia, filosofia e artes, mas corta aula tradicional.
Secretaria da Educação define nova grade curricular, que vale a partir do ano que vem nas escolas estaduais.
Turno diurno terá carga menor de história e geografia; já no noturno, diminuem aulas de português e matemática.
Para Emerson Teodoro, diretor do cursinho popular 20 de Novembro, que atende a alunos da rede estadual, a mudança é preocupante, uma vez que tira matérias importantes em todos os vestibulares para dar ênfase a artes, sociologia e filosofia, que aparecem como coadjuvantes nos exames vestibulares.
"A preparação para o vestibular será comprometida. A defasagem [com relação às escolas particulares] é clara."
Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais), diz que falta um debate audacioso, inclusive sugerindo o aumento da carga horária.
"A proposta pedagógica do Estado não está bem desenvolvida. O quadro curricular não deve ser tratado como um joguinho de xadrez", diz.
Em nota, a secretaria informou que as alterações visam equilibrar o desenvolvimento das áreas do conhecimento. A pasta disse ainda que as alterações foram decididas a partir de reuniões que tiveram a participação de mais de 20 mil profissionais.
"Ficou estabelecido também que nenhuma disciplina teria menos de duas aulas semanais", disse a secretaria. – “Pelo menos isso, só faltava né!”
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Comentário de Allan Russo Catto em 5 janeiro 2012 às 9:20 É isso mesmo Bia! Acho que você entendeu a minha indignação... Não sou contra as disciplinas Sociologia, Filosofia ou Artes... Afinal, leciono História para o Ensino Fundamental e Médio... Jamais disse que vestibular é tudo, mas ele faz parte das "preocupações" em torno do ano letivo. Se perguntar para qualquer um dos meus alunos, verá que minha aula é bem crítica e reflexiva! Mas, com a diminuição das aulas pré-vestibulares nas escolas do Estado, os alunos de baixa renda terão sempre cada vez menos chances de entrar em uma universidade pública!
Interessante,
A decisão de adicionar sociologia, filosofia e artes me parece ótima, uma vez que abre oportunidade aos estudantes para que consigam refletir sobre questões diversas, em vez de simplesmente aceitarem as ciências dadas como verdade.
Me preocupa a máxima importância dada ao vestibular (não que não seja importante), como se este fosse mais importante do que uma reflexão crítica. Sociologia, filosofia e artes são matérias de extrema importância para a educação, para um pensamento complexo e crítico. E sim, essas matérias devem existir no currículo escolar. Afinal, não devemos começar a refletir só depois do vestibular. Vestibular é importante, mas focando apenas nele, o ser humano abre mão do pensamento reflexivo, para somente uma aceitação e compreensão da "verdade".
Me preocupa, ainda, o modo como resolveram implantar esta reforma. Não pensando em vestibular, mas em conteúdo mesmo, pois é importante que todo o conteúdo escolar seja passado para os estudantes. E diminuir certas aulas não me parece um bom plano, especialmente se isso ocorre somente em escolas públicas.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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