O Café História mudou de endereço, plataforma e identidade visual. Clique aqui para conhecer o novo Café História. Nós deixamos de ser uma rede social e somos agora um portal totalmente voltado para a divulgação de história. Nossa principal missão é divulgar o conhecimento histórico produzido nas universidades: para o grande público e para o meio acadêmico. Para entender melhor a mudança, clique aqui. E atenção: o antigo Café História (www.cafehistoria.ning.com) permanecerá online somente até o dia 2 de abril de 2017. Depois disso, todo o seu conteúdo será apagado, inclusive perfis e blogs. Tem algum conteúdo que você queira salvar e não sabe como? Nós temos uma sugestão. Clique aqui e leia o texto até o final. Esperamos contar com você como leitor do novo Café História!

Assine o novo Boletim Café História - receba em seu e-mail nossas novidades

Toda semana nós enviamos um e-mail com as novidades no campo da história e ciências humanas. Quer receber o nosso Boletim Café História? É bem fácil!

Preservação e Conservação Ambiental - Um conceito histórico

Você sabia que, apesar de serem utilizados amplamente como sinônimos, preservação e conservação são conceitos distintos?

O preservacionismo e o conservacionismo são correntes ideológicas que surgiram no fim do século XIX, nos Estados Unidos. Com posicionamento contra o desenvolvimentismo - uma concepção na qual defende o crescimento econômico a qualquer custo, desconsiderando os impactos ao ambiente natural e o esgotamento de recursos naturais – estas duas se contrapõem no que se diz respeito à relação entre o meio ambiente e a nossa espécie.

O primeiro, o preservacionismo, aborda a proteção da natureza independentemente de seu valor econômico e/ou utilitário, apontando o homem como o causador da quebra deste “equilíbrio”. De caráter explicitamente protetor, propõe a criação de santuários, intocáveis, sem sofrer interferências relativas aos avanços do progresso e sua consequente degradação. Em outras palavras, “tocar”, “explorar”, “consumir” e, muitas vezes até “pesquisar”, torna-se, então, uma atitude que fere tais princípios. De posição considerada mais radical, este movimento foi responsável pela criação de parques nacionais, como o Parque Nacional de Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos.

Já a segunda corrente, a conservacionista, contempla o amor à natureza, mas aliado ao seu uso racional e manejo criterioso pela nossa espécie, executando um papel de gestor e parte integrante do processo. Podendo ser identificado como o meio-termo entre o preservacionismo e o desenvolvimentismo, o pensamento conservacionista caracteriza a maioria dos movimentos ambientalistas, e é alicerce de políticas de desenvolvimento sustentável, que são aquelas que buscam um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida hoje, mas que não destrua os recursos necessários às gerações futuras. Redução do uso de matérias-primas, uso de energias renováveis, redução do crescimento populacional, combate à fome, mudanças nos padrões de consumo, equidade social, respeito à biodiversidade e inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas são alguns de seus princípios. Inclusive, este propõe que se destinem áreas de preservação, por exemplo, em ecossistemas frágeis, com um grande número de espécies endêmicas e/ou em extinção, dentre outros.

Tais discussões começaram a ter espaço em nosso país apenas em meados da década de setenta, com a criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, quase vinte anos depois. Em razão de a temática ambiental ter sido incorporada em nosso dia a dia apenas nas últimas décadas, tais termos relativamente novos acabam sendo empregados sem muitos critérios – mesmo por profissionais como biólogos, pedagogos, jornalistas e políticos. Prova disso é que a própria legislação brasileira, que nem sempre considera uso correto destes termos, atribui a proteção integral e “intocabilidade” à preservação; e conservação dos recursos naturais, com a utilização racional, garantindo sua sustentabilidade e existência para as futuras gerações, à conservação.

Texto de:
Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Pesquisa de:
Luciano Alex
Acadêmico em Letras

Exibições: 332

Comentar

Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!

Boletim Café História

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2017   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }