A tragédia ambiental começou há exatos 4 meses e se instaurou no Golfo do México com um derramamento de petróleo assustador, sendo determinante para caracterizar este incidente como um dos maiores desastres ambientais da história.
Estava estampado no dia seguinte à tragédia nos jornais do mundo inteiro e obviamente devido à gravidade da situação não se falava de outra coisa a não ser da mancha de petróleo que se alastrava a passos largos e dos possíveis desdobramentos desta história que teima em não ter fim.
O vídeo acima relata que a mancha chegou a alcançar o tamanho da Jamaica. Uma situação de proporções surpreendentes que não está em jogo somente a tragédia pura e simplesmente anunciada, mas a vida marinha que ali está presente.
Para relembrar algumas notícias que foram veiculadas nas principais mídias, recorri ao site da BBC Brasil que no dia 26 de abril relatou o ocorrido da seguinte maneira:
A explosão de uma plataforma de petróleo em frente à costa americana, na semana passada, e o subsequente vazamento de cerca de mil barris de petróleo por dia no mar podem provocar um desastre ambiental, segundo autoridades.
Os esforços de limpeza do óleo em frente à costa da Louisiana foram suspensos nos últimos dois dias por causa do mau tempo na região e a mancha no mar já chega a 1.500 quilômetros quadrados.
Onze funcionários da plataforma – que era operada pela BP - continuam desaparecidos e acredita-se que eles tenham morrido no acidente. Mais de cem funcionários foram resgatados.
A plataforma Deepwater Horizon explodiu na terça-feira passada e afundou na quinta, depois de ficar dois dias em chamas.
Segundo as autoridades locais, o vazamento de óleo - de quase 160 mil litros por dia - tem potencial para danificar praias, ilhotas e manguezais na costa da região.
A plataforma realizava perfurações exploratórias 84 quilômetros ao sudoeste de Venice, na Louisiana, quando ocorreu a explosão.
A BP está usando um submarino robô para tentar fechar válvulas no poço e acabar com o vazamento, mas a tarefa é extremamente complexa e pode não ser bem sucedida, disseram fontes da BP à agência de notícias Reuters.
A empresa também acionou mais de 30 navios e vários aviões para espalhar agentes dispersantes sobre a mancha de óleo, mas os esforços foram suspensos no fim de semana por causa do mau tempo.
Por enquanto, as condições meteorológicas estão mantendo a mancha distante da costa e especialistas esperam que as ondas ajudem a "quebrar" a mancha, permitindo que o óleo endureça e desça para o chão do oceano.
Prioridade
Inicialmente, a guarda costeira acreditava estar lidando apenas com um vazamento residual na superfície, mas depois constatou que havia óleo vazando de canos a 1.500 metros de profundidade.
No ano passado, a BP foi multada em US$ 87 milhões por não ter melhorado as condições de segurança depois de uma enorme explosão que provocou a morte de 15 pessoas em uma refinaria na cidade do Texas.
O Serviço de Administração Mineral dos Estados Unidos tinha realizado inspeções de rotina na plataforma Deepwater Horizon em fevereiro, março e abril deste ano, sem encontrar nenhuma violação às normas de segurança.
A causa da explosão ainda não foi identificada.
Na quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, disse que seu governo está oferecendo “toda assistência necessária” para o resgate e para os esforços de limpeza na região.
Ele descreveu a crise na plataforma operada pela BP como a “prioridade número um” de seu governo.
(BBC Brasil – 26/04/2010)
Deu para perceber segundo a reportagem acima que a situação é crítica. Segundo o presidente norte-americano Barack Obama, o vazamento é o 11 de setembro do meio ambiente.
Pois então a partir de agora iremos conhecer os desdobramentos e o jogo de interesses por trás do “ouro negro” conhecido como petróleo: como foi seu processo de obtenção, qual sua importância e principalmente como a obtenção desta riqueza natural mudou os rumos da história.
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