OS LUSO BRASILEIROS CHEGARAM ANTES DOS COLONIZADORES ITALIANOS/DESCENDENTES EM CIRÍACO

documentação sobre as origens de Ciriaco

HISTORIA DA FAMILIA DE JOAQUIM RIBEIRO DE OLIVEIRA

Contada pelo bisneto ADÃO EUDÓXIO RIBEIRO DE OLIVEIRA

Filho de NARCISO RIBEIRO DE OLIVEIRA E CAROLINA

Entre os anos de 1850/55 chegou à região de Campo do Meio um jovem paulista chamado Joaquim Ribeiro de Oliveira. Na documentação pessoal menciona-se que ele nasceu em São Paulo em um município chamado Faxina.Viajou sozinho montado em uma mula e trazendo mais duas acolheradas para revezamento.Trouxe também uma espingarda Winchester para protejer-se dos possíveis perigos pois a viagem era longa e perigosa. Naqueles tempos o sul de São Paulo e os Estados de Paraná, Santa Catarina e rio Grande do Sul eram quase que completamente desabitados, só existindo nas matas os índios ferozes- a saber os tupis guaranis e kaingangues- e feras como onças, lobos guarás e serpentes. Os índios por sua vez atacavam e trucidavam os viajantes que se aventurassem por estas terras quando se sentiam ameaçados. Não haviam estradas mas apenas picadas neste longo trajeto de 1.300km. A viagem durava mais ou menos três meses.

Joaquim Ribeiro de Oliveira chegou em Campo do meio só com a roupa do corpo pois ao longo da viagem as outras duas mudas que trazia ficaram em farrapos.Lavava a roupa à noite para poder vestir-se no outro dia.

Percebendo que ali era um bom lugar para se estabelecer empregou-se como peão fazendo serviço braçal. A sua especialidade era preparar tronqueiras(1)

Estas tronqueiras ainda se vêm na fazenda dos herdeiros de Sebastião Ribeiro, seu filho, em Ciriaco.

Com este trabalho economizou dinheiro suficiente para iniciar um negócio próprio comprando mulas e burros para negociar com os tropeiros que vinham de São Paulo e por ali passavam. Os tropeiros vindos de São Paulo desciam até as fronteiras da Argentina e Uruguai, ficando mais fácil e econômico para eles adquirirem os animais em Campo do Meio. A expansão do cultivo do café, algodão e cana de açúcar demandavam um grande número desses animais, que serviam como meio de tração.

Assim Joaquim Ribeiro de Oliveira ganhou muito dinheiro e ampliou seus negócios para criação de gado de corte e produção. Além de comprar terras aproveitou a lei 1850 que tratava de terras devolutas(2) das quais requereu o titulo de propriedade em 1883, cujo título foi concedido em 1906, pelo Estado do Rio Grande do Sul (3).Durante este tempo de trabalho e conquista chegou a amealhar o equivalente a 240 colônias de terras.

O CASAMENTO DE JOAQUIM RIBEIRO DE OLIVEIRA.

Passados estes primeiros tempos Joaquim Ribeiro de Oliveira pensou que já era tempo de constituir família. Casou-se com Maria Antonia Duarte e tiveram cinco filhos:

1-VENANCIO

2-INÁCIO

3-VIDAL

4-MAURICIA

5-JOÃO-QUE FALESCEU MOÇO E SOLTEIRO

Com a ajuda dos filhos as terras de Joaquim Ribeiro de Oliveira foram delimitadas e assim esta área de terra ficou conhecida como FAZENDA DOS RIBEIROS.

A fazenda era delimitada ao norte com as terras de Chico Ourives e Tito Duarte, ao sul iam até próximo a David Canabarro que ainda não era colonizado delimitando com a Colônia Ciriaco ainda em projeto de loteamento, Ao leste com a fazenda Muliterno e ao oeste com a fazenda da Pedreira.

Com o tempo casaram também os filhos:

Venâncio casou-se com Francisca e tiveram sete filhos: João, José, Joaquim<Pedro, Sebastiana,Izabel e Maria.

Inácio casou-se com Maria Joana e tiveram doze filhos, dos quais dois faleceram ainda criança: Izaltino, narciso< Joaquim Ribeiro Netto, João Batista, Sebastião, Conrado, Ana Maria, Maria das Dores , Maria conceição e Amélia.

Vidal casou-se com uma lagoense de nome Constancia e tiveram cindo filhos: Francisco, Heleodoro,Carolina, Mauricia, e Regina que se casou com seu primo Sebastião.

Mauricia, a única filha casou-se com um Sr. Chamado Francisco, que tinha a alcunha de CHICO SINHÔ. Sabe-se que tiveram dois filhos: Antonio e Osório.

O PASSAR DOS ANOS

No inicio do século XLX veio a falecer o Patriarca dos Ribeiro e depois a matriarca, tendo sido feito o inventário da propriedade nos conformes da lei. Venâncio, Inácio e Vidal construíram sedes cada um em sua área. Mauricia preferiu vender sua parte aos irmãos e mudou-se para Soledade.

Com o passar dos anos também foram falecendo os filhos de Joaquim e assim a Fazenda dos Ribeiros foi se dividindo, pois já era considerável o número de descendentes.As terras cobertas de araucárias foram processadas em seis serrarias da região e uma parte foi colocada para loteamento. Foi aí que entraram os descendentes de imigrantes em sua maioria italianos.Compravam entre uma colônia ou duas ou até quatro. Pode-se afirmar que foi assim feita uma pequena reforma agrária.

Alguns descendentes continuaram com a pecuária, outros se dedicaram a profissões liberais assim como também o comercio. Espalharam-se também por diversos Estados brasileiros.

Agora na terceira geração dos Ribeiros há entre eles advogados, médicos, engenheiros, zootecnistas, administradores de empresa e outras profissões.

Ainda moram em Ciriaco alguns dos descendentes de Sebastião Ribeiro e Batista, a saber.

E assim fica registrada a Família Ribeiro em Ciriaco como uma das primeiras a participar do desenvolvimento da atual cidade que está continuamente em desenvolvimento.

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Comentário de ana maria ferri seganfreddo em 16 março 2011 às 11:18
não podemos afirmar, como o autor da história desta familia afirma que os ribeiros venderam as terras para reforma agrária, na verdade eles venderam as terras que haviam obtido como titulo d eposse em 1906 parA SUSTENTAR SUAS FAZENDAS DE GADO.cOM O TEMPO sobraram poucas fazendas dos Ribeiros, eles se tornaram em Ciráico ageicultores como os colonos descendentes dos imigrantes, somente a familia de Sebastião ribeiro ainda tem  hoje uma área de campo.
Comentário de ana maria ferri seganfreddo em 22 setembro 2010 às 15:54
JOAQUIM RIBEIRO DE OLIVEIRA TAMBÉM OBTEVE UM TÍTULO DE POSSE DE TERRAS DEVOLUTAS, LOTEOU-AS E VENDEU PARA COLONIZAÇÃO AOS AGRICULTORES QUE ESTAVAM CHEGANDO DA VELHA COLONIA.

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