Origem e Evolução: homem e universo, uma narrativa.

Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, em que animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mentiroso da ‘história universal’: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. (...) Houve eternidades, em que ele (o homem) não estava; quando de novo ele tiver passado, nada mais terá acontecido -
NIETZSCHE, Friedrich. Sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral. São Paulo: Abril, 1983 :51

Os cientistas têm indícios de que o homem é um primata, (significa primeiro em ordem ou posição dos animais), que, de antropóide evoluiu para homínida. Segundo a Classificação Zoológica do Homem, elaborada pelo naturalista sueco Carl von Linne (1707 – 1778), dito Linneu, somos do gênero Homo, da espécie Homo sapiens,(Homo= homem e sapiens = inteligente) da variedade Homo sapiens sapiens. Em uma longa transição o homem evoluiu lentamente de uma sucessão de seres anteriores por meio de processos naturais.

1- Dentre os fatores de diferenciação estão:
• Seleção natural;
• Mutação;
• Isolamento;
• Pendor genético;
• Hibridação;
• Seleção sexual;
• Seleção social. (Campos; Miranda, 2005, p:73).

2 - Os antropólogos aceitam atualmente a classificação das raças principais:

• Caucasóide (branca);
• Mongolóide (asiática);
• Negróide (africana).
Há divergências quanto às raças secundárias – os grupos étnicos. (Campos; Miranda, 2005, p:71).

3 - A ciência ainda investiga quando e como começou essa diversificação.

Os antropólogos defendem, dizem Campos e Miranda (2005; p:53), que o homem não descende dos antropóides, mas, tem com eles parentesco. No passado houve um ancestral comum (o Ramapithecus), no entanto, a ciência ainda investiga quando e como começou essa diversificação. Os pesquisadores, refere o autor, embora não saibam o que aconteceu de fato (se houve desaparecimento total dos ancestrais ou se houve miscigenação), têm indícios de que o homem atual tem com eles um tronco comum e que a partir do ancestral pré-humano Ramapithecus as transformações tenham ocorrido no final da época do Plioceno.
Os primatas surgiram a cerca de 70 milhões de anos, durante o Paleoceno, oriundos dos animais. O homem se origina da evolução de antigos primatas. Não descende dos macacos, mas ambos têm um tronco comum (Campos; Miranda, 2005, p:53).

4 - As subordens dos primatas:

As subordens¹ dos primatas, proposta por Simpson, (apud Campos; Miranda, 2005, p:54), são duas:
• Prossímios: (lêmures, tarseiros e mussaranhos).
• Antropóides: macacos (hilobatídeos), grandes símios (pongídios), e o homem (hominídeos).

5 - O macaco do sul é o intermediário entre antropóide e hominídeo.

Alguns autores, segundo Campos e Miranda (2005, p:55), colocam o Dryopitechus como o primeiro animal, enquanto a maioria defende que o Ramapithecus (cerca de 10 a 12 milhões de anos) o intermediário da condição entre antropóide e hominídeo. Os poucos¹ restos encontradosdo Ramapithecus, segundo Campos e Miranda (2005, p:55), são fragmentos de mandíbulas, de maxilares e uma coleção de dentes mais apropriados para mastigar os alimentos do que para rasgar. Esse ancestral do hominídeo foi encontrado em diversas partes do mundo: Índia, Paquistão, Turquia, Quênia, e Hungria. (Campos; Miranda, 2005, p:55).

6 - As quatro fases estruturais do desenvolvimento do homem:

Para Campos e Miranda (2005, p:56), a evolução dos primeiros hominídeos se deu através dos seus troncos primatas.

• Pré-Homínida, do Australopithecus;
• Homo erectus, do Pitecanthropus;
• Homo sapiens, do Neanderthal;
• Homo sapiens sapiens, do Cro-Mognon (Campos; Miranda, 2005, p: 56).

7 - O cálculo atual da ciência.

Segundo a revista VEJA nº 30, de 25 de julho de 2012, no artigo intitulado “Cabo de Guerra Cósmico”, (pp:104 a 105) refere que a formação do planeta Terra aconteceu a cerca de 13,7 bilhões de anos.

8 - Os primatas surgiram a cerca de 70 milhões de anos.

Os primatas surgiram durante a Era Cenozóica, do período Terciário, na época do Paleoceno há cerca de 70 milhões de anos (Quadro I, Divisões do Tempo Geográfico, (Marconi; Neves; Presotto, 2008, p:51).

9 - Em torno de 10 milhões de anos, ocorreu o desenvolvimento e a expansão da civilização humana.

Segundo Vicentino (Volume Único, ?, p:13), o período Quaternário na época do Holoceno, a cerca de 10 milhões de anos, ocorreu o desenvolvimento e a expansão da civilização humana.

10 - As fases glaciares e interglaciares ocorridas no planeta terra estão presentes no estudo das origens do universo e do homem.

Glaciação, segundo Vicentino, é a cobertura de grandes zonas da Terra por grossa camada de neve e gelo.
O autor refere que há evidências de que estamos em um dos períodos interglaciais. No passado, os períodos interglaciares foram mais longos do que os glaciares e a 2ª e a 3ª glaciações – Riss e Mindel talvez tenham sido as mais rigorosas. (Vicentino - Volume Único, ?, p:13).

11 - Profundas alterações climáticas e ambientais causaram a intensa migração de animais e seres humanos.

Com a última glaciação, aproximadamente entre 100.000 a.C. e 10.000 a.C., ocorreram profundas alterações climáticas e ambientais que causaram a intensa migração de animais e seres humanos e os levaram a ocupar as diversas regiões do globo: da África à Europa, da Ásia à América e à Austrália. (Vicentino - Volume Único, ?, p:13).

12 - Os grupos dos primeiros seres humanos se distanciavam de suas áreas de origem por velocidades de apenas quatro a cinco quilômetros por geração.

Entre 200.000 a 150.000 anos a.C., (segundo Campos; Miranda 2005, p:17) surgiram na África os primeiros humanos. Os Homo sapiens sapiens, (“homem verdadeiramente inteligente”). A presença dos dois ‘sapiens’ caracteriza a subespécie em oposição à subespécie Neanderthalensis.
[...] Uma descoberta recente assinala que o Homo sapiens sapiens começou a se espalhar para fora da África a cerca de 100.000 anos. Uma migração sem planejamento. Os grupos se distanciavam de suas áreas de origem por velocidades de apenas quatro a cinco quilômetros por geração. Suficientes, porém, para lentamente povoar o mundo. Com base em outras evidências, alguns acadêmicos sugerem que esses ‘nômades’ talvez tenham se movimentado de maneira independente em várias partes do mundo, e não somente partindo da África. De todo modo, ao redor do ano 10.000 a.C., membros da espécie Homo sapiens sapiens podiam ser localizados em qualquer parte do mundo [...].
(Campos; Miranda, 2005, p:17).

13 - Durante as fases interglaciares mais quentes os animais e os pré-humanos se espalharam para longe das regiões equatoriais e penetraram na europa.
A instabilidade do clima durante o Pleistoceno, referem os autores, afetou os mamíferos terrestres e os primatas. O avanço e o recuo das geleiras durante a última Idade do Gelo foram fatores para a dispersão do Homo sapiens. “Durante as fases interglaciares mais quentes os animais e os pré-humanos se espalharam para longe das regiões equatoriais e penetraram na Europa”. Depois da última glaciação o progressivo aquecimento solar fez surgirem florestas no Norte da Europa e da América. (Marconi; Neves; Presotto, 2008, p:52).

14 - O caminho evolutivo dos hominídeos provavelmente deve ter a seguinte conjuntura:

Ramapithecus – 13 milhões de anos;
Australopithecus boisei (macaco do sul, primeira espécie a relacionar trabalho entre a mão e o cérebro) – 3 milhões de anos.
Homo erectus – 1 milhão de anos
Homo sapiens e Homo sapiens Neanderthalensis – 100.000 anos.
(Vicentino - Volume Único, ?, p:11, apud LEAKEI, Richard Erskine. Origens. Brasília; UnB; 1980 p: 84:5).

15 - O diálogo entre a mão e o cérebro: do macaco do sul ao homem de pé.

Segundo Campos; Miranda, (2005, p:16) o “macaco do sul” , Australopithecus , (palavra latina que significa: australo = sul, pithecus = macaco) foi a primeira espécie homínida (na África, há cerca de 2 milhões e 600 mil anos) a estabelecer correlação entre o trabalho das mãos e o raciocínio. “Pensando” o que queria fazer, ele utilizou o quirodáctilo opositor (polegar) aos outros dedos da mão para fabricar ferramentas (de osso) afim de enfrentar os obstáculos impostos pela natureza. Este trabalho lhe ajudou a desencurvar o corpo e aprumar o andar. Esta adaptação fez surgir, em longo processo evolutivo (há cerca de 1, 5 milhão de anos), o Homo erectus (palavra latina que significa: Homo = homem, erectus = de pé) o qual, segundo descobertas arqueológicas, fabricava e utilizava tecnologias e ferramentas (de rocha sílex) já muito desenvolvidas. (Campos; Miranda, 2008, p:16).

16 - O polegar, a fala, o medo, a crença, a imaginação, a emoção e o narrador.

Assim, ao surgir o Australopithecus ou o macaco do Sul, graças a uma evolução na anatomia, com a presença do polegar opositor aos demais dedos da mão foram possíveis aprumar o andar e, ir além do uso de pedras para quebrar alimentos duros. Segundo estudos, o homem é um ser técnico por definição, e usa o que encontra na natureza a seu favor. Cientistas referem que, em um primeiro momento da formação zooantropogênica do homem, (quando o antropoide usa a técnica para construir as armas e as ferramentas com sílex encontrado na terra), as técnicas ajudam no desenvolvimento do córtex cerebral. A partir dessa hipótese, (LEMOS, 2010, apud LEROI-GOURHAN, A. "L'Evolution des Techiniques. I. Homme et la Matière et II, Millieu et Technique, Paris:Albin Michel,1943-1971), "pela liberação da mão e pela exteriorização tecnológica do corpo [...] a mão vai pedir o instrumento e em consequencia esse 'gesto' vai proporcionar a fala".
Ao surgir o homem inteligente ou Homo sapiens, este já não apenas se preocupa com questões utilitárias para saciar a fome ou a sede ou combater o medo. Agora, vivem em bandos, acompanham as tribos dos animais e nesse trajeto tanto protegem os companheiros fracos ou doentes, os velhos, os feridos, além das suas próprias crias – comportamento este mais presente nos elementos dos grupos femininos, como também (tal como os humanos contemporâneos) têm a liderança de um membro do grupo, mas, este líder pode sofrer um "golpe de Estado", ser vencido numa luta e até ser morto, ou seja, são capazes de matar pelo poder. Vê-se que deixam de ser nômades quando os componentes dos bandos passam a sepultar os seus mortos, “com colares, pingentes, ferramentas, carne e até mesmo flores” mais tarde, é próximo às cavernas, os seus abrigos naturais, onde estão os entes queridos de cada clã enterrados, que irão formar os aglomerados (necrópolis) e instituir os rituais. Isso é o indício da crença em forças sobrenaturais e de vida após a morte. (Campo; Miranda, 2005, p:16).

17 - Religião é o aspecto universal da cultura dos povos.

Os registros mais antigos sobre evidências da religião (re-ligare), o aspecto universal da cultura dos povos, estão no Paleolitico superior, com o homem de Neanderthal que “enterrava os seus mortos com oferendas”. (Marconi; Neves; Presotto, 2008, p:150).

18 - DIVISÃO DO TEMPO GEOGRÁFICO: ERA E PERÍODO.

• Pré-Cambriano (3 bilhões de anos);
• Primário ou Paleozóico (325 milhões de anos),
(Cambriano/Orduviciano/Siluriano/Devoniano/Carbonífero/Permiano);

• Secundário ou Mesozóico (180 milhoes de anos),
(Triássico/Jurássico/Cretáceo);

• Terciário ou Cenozóico (60 milhões de anos),
(Paleoceno/Eoceno/Oligoceno/Mioceno/Plioceno);

• Quaternário (2 a 3 milhoes de anos)
(Pleistoceno/Holoceno ou atual).
(Fonte: Koogan & Houaiss: 2000; p:747).

19 - Na Idade do Bronze, antes do ano 4.000, os artesãos neolíticos descobriram que pedras portavam metais e estes minerais poderiam ser aquecidos com fogo e derretidos e sendo combinados com outros metais como foi o caso do cobre combinado com o estanho dando origem ao bronze, o qual era moldado para fabricar ferramentas e armas. Fonte: Koogan; Houaiss, (verbetes).


20 - “TEMPO REI”.

Analisar a História é um percurso que vai girando, girando e vai passando pelo Tempo Rei:

Zero
Grande explosão
Origem da Via Láctea
Origem do sistema solar
Formação da Terra
Formação da atmosfera
Formação dos oceanos
Começo da vida
Formação das rochas
Surgimento das células providas de núcleo (eucariotas)...
Plâncton >peixes>vertebrados>plantas>insetos>anfíbios>insetos alados>árvores>répteis>dinossauros>mamíferos>aves>cetáceos>primatas>hominídeos>homem...
Utensílios>domesticação do fogo pelo homem de Pequim(início da alta tecnologia)>*período glacial*.>navegantes se instalam na Austrália>arte rupestre>agricultura>cidades>dinastias(astronomia,alfabeto,leis)>metalurgia em bronze>guerra de Tróia>bússola>metalurgia em ferro>Atenas,Buda>geometria de Euclides>física de Arquimedes>astronomia de Ptolomeu>Império Romano>queda de Roma>conquistas muçulmanas>civilização maia>Império Bizantino>cruzadas>Renascimento>viagens de descobrimento>método experimental científico de Galilleu>bomba atômica>exploração planetária por naves espaciais...

- O trecho “Tempo Rei” é uma adaptação de leitura: in: CAMPOS; MIRANDA (2005, pp:24:25), apud SAGAN, Carl. Os Dragões do Éden. São Paulo: Círculo do Livro, 1981.

21 - O FLUXO HISTÓRICO É CONTÍNUO.

A divisão do tempo em períodos é um recurso para a análise pelos historiadores, que pelo método abdutivo (como os detetives), vão abrindo caminho e procuram os resquícios e as narrativas dos tempos. A invenção da escrita por volta de 4.000 a.C., do calendário cristão, é considerada como o marco divisório entre a Pré-História e a História.

22 - DIVISÃO DA HISTÓRIA.
Pré-História.
Invenção da escrita (4.000 a.C.);
Antiguidade (476 , queda do Império Romano do Ocidente);
Idade Média (476 – 1453, Tomada de Constantinopla pelos turcos);
Idade Moderna (1453 – 1789, início da Revolução Francesa);
Idade Contemporânea (1789 até ano 2000);
Idade Pós-Moderna (2001... ou século da informação).
(Adaptado, Vicentino, Volume Único. [?], p:8:9).


23 - AO TRAÇAR OS DESENHOS DE MAGIA COMO REPRESENTAÇÃO DO PENSAMENTO, OS HOMENS CHEGARAM AOS SONS DA LINGUAGEM.

O ideograma² sinaliza um objeto ou uma ideia. Começando por representar desenhos mágicos os homens primitivos acabaram deles se servindo como meio de comunicação. Primeiro um objeto como uma ideia e com o passar do tempo aprenderam os sons. Mais tarde cada sinal passou a representar uma sílaba como é o caso da escrita cuneiforme dos assírios, persas e medos. Os hieróglifos egípcios eram também ideogramas e figuravam uma ideia e uma sílaba. A etapa seguinte se distingue pela escrita consonântica (em que se representam as consoantes) como na escrita fenícia cuja língua semítica e escrita serviu, após modificações, como base para a escrita alfabética, dos gregos. (Fonte: Koogan; Hoaiss, 2000, p:606).

24 - A NARRATIVA, AS MITOLOGIAS E AS COSMOGONIAS DE CADA POVO.
Dotado da capacidade física, anatômica e fisiológica para se expressar por meio do sistema de sinais e signos, o homem começa a ser o criador do seu mundo de símbolos (cosmogonia), o narrador dos mitos, o oficiante dos ritos. (vide Anexo C).

25 - O POVO SUMÉRIO HABITOU NO SÉCULO IV A.C., O BAIXO VALE DO RIO EUFRATES E FORMOU UMA BRILHANTE CIVILIZAÇÃO.

Suméria na antiguidade é a região da baixa Mesopotâmia próxima ao Golfo Pérsico. A língua falada nessa região antes da invasão dos semitas era o sumério. O povo sumério habitou no século IV a.C., o baixo vale do Eufrates e formou uma brilhante civilização, mas desapareceu no III milênio a.C., no entanto, antes de desaparecerem, transmitiram aos assírios os principais elementos de sua arte e da sua mitologia.

26 - AS CONCENTRAÇÕES DE PESSOAS AO REDOR DOS VALES DOS RIOS ESTAVAM ORIGINANDO A FORMAÇÃO INDEPENDENTE DAS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES.

Os cientistas ainda não descobriram como aconteceu as migrações e imigrações das coletividades. Não se sabe como entravam e como saiam das regiões e como se disseminaram pelos continentes. Segundo Campos; Miranda, (2005, p:23), os estudos partem da hipótese de que:

[...] No princípio os assentamentos neolíticos formavam pequenas vilas, mas conforme os seus habitantes aprimoravam a arte da agricultura começavam a dar origem a sociedades humanas mais estruturadas, à medida que se formava riqueza os habitantes começaram a formar exércitos e construir muralhas e para guardar as fortalezas convocavam os caçadores hábeis nas armas. As concentrações de pessoas ao redor dos vales dos rios Tigre e Eufrates na Mesopotâmia, do rio Nilo no Egito, do rio Indo na Índia, do rio Yang-Tsé-Kiang e Hoang-Ho na China e do rio San Juan na meso-América, estavam originando a formação independente das primeiras civilizações [...]. (Campos; Miranda, 2005, p:23).

27 - AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES.

As mudanças nas primeiras sociedades humanas, segundo Campos; Miranda, 2005, pp:31,32) aconteceram devido o crescimento das comunidades, o desenvolvimento de novas técnicas, as lutas com outros grupos. Ao longo das produções da agricultura e pecuária uma parte era oferenda para os deuses, outra parte era administrada pelos feiticeiros – encarregados das funções religiosas, os quais administravam também o excesso de produção. Esses membros da comunidade passaram a ser diferenciados e a ter privilégios devido às funções que desempenhavam com a ajuda dos deuses. Aldeias mais poderosas, com mais integrantes e mais força pelo uso das técnicas de guerrear subjugavam as aldeias mais fracas. Para garantir a propriedade e as colheitas os ‘governantes’ criaram novas funções para estabelecer o controle e a ordem e defenderem as terras contra invasores: crou-se a classe dos guerreiros (os caçadores, hábeis nas armas e nas corridas), e a classe dos sacerdotes (encarregados da administração dos bens da comunidade), e, com isso, os invasores derrotados nas lutas eram incorporados à comunidade como classe dos escravos. Nas coletividades humanas, tendo como governante supremo o sacerdote passaram a existir várias classes sociais, escravos, camponeses, artesãos, guerreiros. A partir desse modo de organização surgiu o Estado, com as primeiras sociedades organizadas se instalando ás margens dos rios, regiões férteis que recebiam as cheias das águas. Quatro mil anos antes da Era de Cristo as sociedades residiam à beira dos rios, nos vales dos rios Hoang-Ho e do Yang-Tsé, do rio Indo, do Eufrates, Tigre e rio Nilo. Traballhando no cultivo das terras, criando animais para trabalho e consumo, as sociedades organizadas das beiras das águas foram instituindo a política, a ciência, a arte e a filosofia. (Campos; Miranda, 2005, pp:31,30).

28 - POVOS DA ANTIGUIDADE ORIENTAL E SEUS CONHECIMENTOS:

• Ideograma ou ideografia: (período Neolítico, 6.000 antes de Cristo).
• Escrita pictográfica: (dos semitas, na Mesopotâmia e no Egito, 4.000/3.000 a.C.).
• Sumérios: viveram na baixa Mesopotâmia do 4º milênio a. C., e desapareceram no 2º milênio a.C.
• Fenícios: ocuparam a Ásia Menor entre o mediterrâneo e o Líbano desde o 3º milênio a.C., foram submetidos por vários povos até dar formação à província da Síria em 64 a.C.
• Egípcios: a história do povo egípcio também conhecido como povo hebreu é conhecida a partir do 4º milênio. Dividia-se entre os reinos do Baixo Egito, ao Norte e do Alto Egito, ao Sul. Por volta do 3º milênio a.C., começou a história do Egito dos faraós. Fonte: Koogan; Houaiss, 2000.



REFERÊNCIAS

CAMPOS, Flávio de. & MIRANDA, Renan Garcia. A Escrita da História. 1ª Edição; São Paulo: Escala Educacional; 2005

KOOGAN, Abrão. & HOUAISS, Antonio. Enciclopédia e Dicionário Ilustrado. 4ª Edição; Rio de Janeiro: Seifer; 2000

LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 5ª Edição; Porto Alegre: Sulina, 2010.

MARCONI, Marina de Andrade. & PRESOTTO, Zélia Maria Neves. Antropologia: uma introdução. 7ª Edição; São Paulo: Atlas; 2008

VICENTINO, Cláudio. Volume Único. História Geral. ---; ---: Scipione; ---



ANEXO – A história decifrada das tábuas recuperadas dos Sumérios.
Por Zecharia Sitchen.


Dotado da capacidade física, anatômica e fisiológica para se expressar por meio do sistema de sinais e signos o homem começa a ser o criador do seu mundo de símbolos, executor dos ritos religiosos e narrador dos mitos.

Sumérios viveram há cerca de 6.000 anos na Mesopotâmia, atual Iraque e foi uma civilização muito avançada, mais que as outras que a sucederam. Eles já conheciam o forno, a roda e os ladrilhos. Tinham portos, redes de irrigação e canalização de água potável. Possuíam um sistema legal com leis, cortes, juízes, advogados e promotores. Desenvolveram a arte, a música, a dança e a pintura. Tinham escolas e academias onde se ensinava medicina, química, matemática e outras ciências. Possuíam um sistema de escrita cuneiforme feita em tábuas de argila ainda mole que após secar, formavam um arquivo dos registros históricos.
O sistema da divisão do círculo em 360º que usamos até hoje foi herdado dos Sumérios, que eram excelentes astrônomos e criaram os conceitos de zênite, horizonte, ascensão heliacal, os critérios para os movimentos celestes e a divisão da esfera em graus e o conceito da banda celestial dividida em 12 casas, na qual os planetas realizam seu percurso ao redor do sol. Conheciam também o fenômeno da precessão equinocial que exige uma observação de 2.160 anos. Também sabiam que a terra é redonda e gira em torno do sol.
Segundo os Sumérios, o sistema solar é composto pelo Sol, a Lua e mais dez planetas, sendo a Terra o 7º, o que pode ser correto se contarmos a partir da borda do sistema solar para o centro. O 10º planeta seria Nibiru, que foi de onde seus mestres extraterrestres, os Anunnakis, vieram. Nibiru, segundo os Sumérios, tem uma órbita excêntrica em torno do sol, cuja revolução leva cerca de 3.600 anos terrestres, passando entre Marte e Júpiter quando se aproxima do Sol.
Atualmente conhecemos apenas 9 planetas e o 9º, Plutão, foi descoberto em 1930. Sendo assim, como os Sumérios conseguiram saber tanto sem instrumentos avançados?
Todo esse conhecimento, segundo os próprios Sumérios, foi um legado dos Anunnakis, que teriam vindo à Terra em busca de ouro após constatarem que seu planeta estava perdendo atmosfera e necessitaria de um escudo de partículas de ouro suspenso sobre sua atmosfera para protegê-la. Quando desceram na Terra pela primeira vez, o planeta estava passando pela sua segunda Era Glacial e portanto, dirigiram-se para o Oriente Médio, que tinha porções de terra descoberta, onde iniciaram a prospecção de ouro. Ali fundaram cidades e trabalharam na mineração até que o gelo começou a derreter e as cidades foram inundadas, obrigando-os a criar novos locais para viver e minerar. O deus chamado Enki era o líder, mas foi substituído por Enlil, seu meio-irmão, por não ter sido bem sucedido na busca de ouro nas águas do golfo. Com o derretimento do gelo, foi possível ir mais além e encontraram uma terra descrita como sendo de incrível beleza, conhecida como o jardim do Edem, que acredita-se tenha sido a África na região onde hoje é Moçambique.
Neste novo local, os Anunnakis se esgotaram fisicamente diante do clima quente e os trabalhadores se amotinaram num episódio que ficou conhecido como a Rebelião dos Anjos. Enlil conteve o motim, mas não se comoveu com a situação dos trabalhadores, que encontraram apoio em Enki, seu rival e, em Anu, seu pai. Enki sugeriu à deusa da medicina, Ninharsag, que criasse um lulu, um tipo de trabalhador primitivo para aliviar o terrível trabalho dos deuses. A proposta foi aceita e combinaram-se os gens de diversos animais e aves, mas não se chegou a um tipo adequado para o que se desejava. A solução ocorreu quando foi utilizado o gem de um hominídeo com um Anunnaki. O lulu feito pelos Anunnakis era muito parecido com eles e um texto Sumério descreve o híbrido: “... A sua pele é como a de um deus”.
Aos lulus coube o trabalho de mineração, livrando os deuses desse martírio. Como as filhas dos lulus eram bonitas, muitos deuses se casaram com elas e tiveram filhos, os semi-deuses. Os lulus viveram entre os deuses, mas Enlil e Enki travaram uma batalha pelo controle do planeta e Enki se aliou aos humanos, enquanto Enlil queria destruir todos os lulus. Com a aproximação de Nibiru, sua força gravitacional desestabilizaria as camadas de gelo dos pólos e um grande dilúvio estava previsto. Enlil alertou seus comandados, mas escondeu dos humanos e quando o fato estava prestes a ocorrer, fugiram para o céu, deixando a humanidade a mercê da catástrofe. Acredita-se que o céu a que se refere os textos, seja uma estação espacial em órbita do planeta. Como Enki ficou sabendo do fato, alertou um homem chamado Utnapishtim para que construísse uma arca e colocasse nela seres vivos e plantas em pares de modo que pudessem se salvar. Assim foi feito e a humanidade, a flora e a fauna sobreviveram. Após seu retorno à Terra, Enlil ficou irado e surpreso e parou para refletir, voltando atrás de sua posição de destruir a humanidade. Daquele dia em diante, humanos e Anunnakis trabalharam juntos e os deuses foram ensinando aos homens as bases de uma organização social e depois entregaram-lhes o reino de Súmer, como um legado ao seu futuro na Terra.
O Reino de Súmer encontrou seu apogeu em torno de 1.500 anos e a 2.000 anos a.c., foi invadido pelos Amoritas e Elamitas destruindo-o como civilização autônoma. Suas conquistas tecnológicas e culturais sobreviveram e influenciaram os Babilônios, os Assírios, os Judeus e a nossa – a civilização ocidental.

Disponível em:
a href="http://www.vigilia.com.br/vforum/viewtopic.php?t=490">http://www.vigilia.com.br/vforum/viewtopic.php?t=490>
Acesso em: 15 out. 2011.
Saiba mais, sob o ponto de vista científico:
Disponível em: a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0103-40142006000300022&scr">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0103-40142006000300022&scr...>.



A regra básica da pesquisa acadêmica é dar os devidos créditos aos autores e contribuir para:
“Todos os achados serem abertos e comunicados de forma que permitam o exame, a crítica, e a eventual replicação pelos pares” – CASTELLS, Manuel.

"Tudo é devir. Por isto o mundo nem sequer chega a existir, não se pode viver no mundo nem uma vez" – Crátilo.

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O Homem mais procurado

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Sinopse: Depois de ser brutalmente torturado, um imigrante de origem chechena e russa faz uma viagem à comunidade islâmica de Hamburgo, tentando resgatar a grande herança que seu pai teria lhe deixado. A chegada deste homem desperta a curiosidade das polícias secretas alemã e americana, que passam a acompanhar seus passos. Enquanto a investigação avança, todos fazem a mesma pergunta sobre o imigrante: seria ele apenas uma vítima ou um extremista com um plano muito bem elaborado?

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Líbano e Egito: Leia na íntegra a dissertação "Alguns aspectos sobre o processo da democratização dos sistemas políticos no mundo árabe: Egito e Líbano como modelos de estudo", do pesquisador Younus Khalifa Haddood. O trabalho foi desenvolvido no Programa de Pòs-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Dissertação defendida em 2007. Clique aqui.

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