Jair Bastos Reis

Debates sobre o aquecimento global vêm mobilizando a sociedade mundial como também a comunidade científica e acadêmica ONGs vem buscando minimizar os impactos ambientais tendo como principal “vilão” o CO2 (dióxido de carbono).

A ONU como sabemos é uma instituição de cunho muito mais político que científico o que nos leva a certo descrédito, pois, como tal defende os interesses dos EUA e das potências econômicas da Europa Ocidental. Como exemplificação: podemos citar a Inglaterra que em seu processo de Revolução Industrial não teve o menor respeito e responsabilidade com a preservação de seus biomas e hoje se porta como defensora do meio ambiente sem se quer olhar para seu próprio “umbigo”. 

Diante desta questão fico a refletir se é interesse dos países ricos (G7) barrar o crescimento econômico e tecnológico do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) ou de fato depois deles devastarem seu meio ambiente estão agora preocupados com o futuro do planeta, o que sinceramente acredito ser pouco provável.

Os livros de geografia do ensino médio utilizam-se de textos compactos de forma que não leva em consideração a pesquisa de especialistas na área assim, transmitindo ao discente um conhecimento desatualizado e alienante.

No obstante é real que o homem a nível local causa efeitos devastadores ao meio em que vive prova disso é a impermeabilização do solo que são responsáveis pelas chamadas ilhas de calor tornando a temperatura nas grandes metrópoles quase insuportáveis, a extinção de espécies de plantas e animais que desequilibra todo o bioma local, a poluição de rios e mares com dispersão de esgoto sem tratamento que é somado a resíduos sólidos que chegam a centenas de anos para se decomporem.

Porém organismos internacionais “demonizaram”, o CO2 colocando-o como responsável pelo que estes consideram o maior problema com respeito ao futuro de nosso planeta que é o aquecimento global.

Essa informação deve ser mais bem investigada por mestres e doutores da área. Sei que como pseudo professor de história não tenho autoridade para debater um tema tão complexo até porque não é uma especialidade da historiografia.

Mas humildemente como leitor que sou me faço alguns questionamentos: cientistas retiraram gelo pré-histórico de altas profundidades no continente gelado (Antártida) e foi constatados um acentuado nível de CO2 que era resultado das intensas atividades tectônicas, vulcânicas e por consequência muito maior as concentrações de gás carbônico do que existe hoje na atmosfera terrestre e estamos falando ai de um período conhecido como Era Glacial ou Era do Gelo.

Com respeito ao derretimento das calotas polares existe um debate no mundo científico que em períodos que não podemos chamar de cíclicos por não existir uma exatidão matemática, o aquecimento das águas do oceano está relacionada à inclinação da terra em relação à lua além atividades solares. E a ONU baseada Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ou IPCC que completou 23 anos de existência em agosto de 2011, continua a sustentar sua teoria de aquecimento global enquanto para muitos cientistas o que está havendo é um resfriamento do planeta o que é mais preocupante ainda.

Pensando em uma reflexão popular é muito comum na imprensa ouvirmos declarações do tipo “esse é o inverno mais frio dos últimos x tempos”, isso nos faz refletir que há 30,20,50 anos atrás já teve um inverno muito mais rigoroso o que vai contrario a teoria de aquecimento global.

Tomando como base informações de cientistas com Monte e Harrison Hierbque que afirmam categoricamente que 97% das emissões de gás carbônico são naturais provenientes dos solos, oceanos e vegetações quase que desresponsabilizando o homem das emissões de CO2 já que restaria ao ser humano apenas 3% do poluente na atmosfera.

Não quero afirmar nestas poucas palavras que não temos responsabilidades com o que acontece em nosso planeta preservar a natureza é defender algo nosso muito das plantas existentes na Amazônia ainda não foram sequer catalogadas pelos botânicos e muito menos testadas para uso medicinal.

Com respeito a tratados internacionais que imperam o desenvolvimento do país antes de adotarmos como subservientes as nações que continuam a impor seu imperialismo ao mundo é preciso vencer a síndrome de vira latas e só adotar uma política externa que foi analisada por profissionais da área de maneira que pensemos na necessidade de nosso povo de forma a não aceitar tudo cegamente.

 

 Jair Bastos Reis

20/02/2012

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