Martim Afonso Arariboia,cobra feroz das tempestades]

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Biografia de Arariboia

Era Chefe indígena da tribo Temiminó, um grupo Tupi, vivia na ilha de Paranapuã (Ilha do Governador) na Baía de Guanabara.
Ali os temiminós eram minoria mas tinham a vantagem de estarem no meio da baía de Guanabara e repeliam assim os ataques inimigos dos Tamoios. A tribo Tamoio, com 70 mil índios, dispersa entre a Guanabara e a região onde hoje se localiza a cidade de Bertioga (SP), detinha folgada superioridade numérica contra os temiminós, que só contavam com 8 mil cabeças.

Os tamoios, liderados pelo chefe Cunhambebe, eram aliados antigos dos franceses, que viviam tentando invadir a Baía de Guanabara. Em 1555, depois de subjugar os temiminós e os portugueses com a ajuda de Cunhambebe, a França passou a dominar a Capitania do Rio de Janeiro.

O Reino de Portugal mandou então para o Brasil o terceiro governador-geral da colônia, Mem de Sá, com a missão de retomar o Rio. Selando uma aliança com Araribóia, os portugueses conseguiram. O chefe indígena recebeu como gratidão a sesmaria de Niterói, onde passou a morar, converteu-se ao cristianismo e tornou-se íntimo do governo. Adotou, inclusive o nome do português Martim Afonso de Souza, donatário do Rio de Janeiro. Morreu em 1574, brigado com Antonio Salema, sucessor de Mem de Sá.



Reportagem de Eduardo Bueno para a revista Época de 05/07/99


ARARIBÓIA
Por Clério José Borges - Texto do Livro História da Serra - Serra - ES - Brasil




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Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia.
O segundo filho de Gato Grande é Araribóia.

O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades.

“Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”.

Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo.

Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564.

Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina.

A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon .

Araribóia contudo não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu na Ilha de Paranapuã, chamada pelos portugueses de Ilha do Gato.





HERÓI DE VÁRIAS BATALHAS



Em 1560, a expedição de Mem de Sá foi combater os franceses no Rio de Janeiro. Levava Maracajaguaçu e Araribóia e outros Índios Flecheiros do Espírito Santo.

No dia 15 de março de 1560, a expedição de Mem de Sá promove um ataque à Ilha Henri e consegue vencer, destruindo o Forte Coligny. Derrotados os franceses conseguiram escapar em grande número, refugiando-se no Continente.

O ataque a Ilha Henri está relatado em carta do padre Francês André Thevet na obra “La Cosmographie Universelle", editada em Paris, França, em 1575. Lá consta referências aos atos de bravura do Índio Fundador da Serra, Maracajaguaçu e de seu filho Araribóia.

Mem de Sá volta a Salvador, na Bahia, a 3 de abril de 1560 e os franceses e Tamoios reagruparam-se e estabeleceram poderosas fortificações na Ilha da Carioca e na Ilha de Paranapuã.

Quando Araribóia volta a segunda vez para guerrear contra os franceses e Tamoios, em 1564, está com 40 anos de idade, conforme Luís Carlos Lessa no livro “Araribóia, o Cobra das Tempestades”, publicado pela Editora Francisco Alves. do Rio de Janeiro, página 8.

Em 1564, com Estácio de Sá, combate na tomada da Fortaleza de Uruçumirim, na hoje Praia da Glória e depois destaca-se como herói na Batalha de Paranapecu, trecho da Ilha do Governador, que ia da Ponta do Galeão até as Flecheiras.



TRANSFERÊNCIA


Após a vitória sobre os franceses e Tamoios nas guerras de 1564, no Rio de Janeiro, Araribóia pretendia voltar ao Espírito Santo para a sua Aldeia de São João onde deixara mulher e filhos. Mem de Sá contudo pediu-lhe para ficar no Rio, pois poderiam ocorrer novas guerras e os portugueses precisavam dos Índios Temiminós. Araribóia e sua família transferem-se então definitivamente para o Rio de Janeiro, construindo sua Aldeia em São Cristóvão.

Entre 1565 e 1567, em uma das suas viagens a São Vicente, é batizado pelos Jesuítas, tendo adotado o nome cristão de Martim Afonso de Sousa, em homenagem ao Donatário da Capitania.



ARARIBÓIA SALVA GOVERNADOR

Portugueses reconhecem a bravura do Índio



Somente em 1567, com a derrota das forças Franco-tamoias, foram os franceses afastados da baía de Guanabara. Contudo os Tamoios continuaram com suas batalhas.

Em 1568 Araribóia repele o ataque à Aldeia localizada, então, no Saco de São Diego, em São Cristóvão.

Araribóia está com o Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, quando ataca e extermina os franceses em Cabo Frio, tendo salvo a vida do Governador, que, na luta, ia morrendo afogado.

Araribóia tornou-se o primeiro carioca com serviços prestados à Coroa Portuguesa. Por ter salvado o Governador e ter praticado outros atos heróicos, foi agraciado pelo Rei de Portugal, Dom Sebastião, com o título de capitão-mor, recebendo o hábito da Ordem de Cristo e a tença de doze mil réis anuais. Dom Sebastião honrou-o, ainda, com um traje completo de seu uso pessoal, numa demonstração de apreço, raras vezes concedida pelo Rei.

Carioca, na língua Tupi, Cari + Oca, significa “casa do homem branco.” Já a palavra Capixaba, significa na língua Tupi, “plantador da roça de milho”. Nos Dicionários consta “pequeno estabelecimento agrícola”.



FUNDAÇÃO DE NITERÓI

No dia 22 de novembro de 1573 tomou posse na Sesmaria doada por Mem de Sá, ocupando a região de São Lourenço e Caraí (Icaraí).

A Aldeia dos Temiminós de Araribóia, extinta a 26 de Janeiro de 1866, deu origem à Cidade de Niterói.

Martim Afonso de Souza, o Araribóia, morreu afogado, em 1587, no Rio de Janeiro, segundo consta nas proximidades da Ilha do Fundão.



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FUNDADOR DE CARAPINA



Escritor Áureo Ramos, residente na Ilha do Governador, procedeu pesquisas sobre Maracajaguaçu e Araribóia, descobrindo os livros: “História da Ilha do Governador”, de Cybelle M. Ipanema e “Araribóia, o Cobra das Tempestades”, de Luís Carlos Lessa, sendo que ambas publicações confirmam:

1- Maracajaguaçu era pai de Araribóia e vivia na Ilha dos Maracajás de onde saiu para o Espírito Santo. Foi socorrido por Vasco Coutinho que lhe mandara quatro navios e artilharia. No Espírito Santo o padre Braz Lourenço foi encarregado dos Temiminós. (Página 51 do Livro “História da Ilha do Governador.”)

2 - Araribóia foi o fundador da Aldeia de São João, em Carapina. Depois de fundar a Aldeia, foi guerrear no Rio ,pois os Temiminos tinham ódios dos Tamoios.

Das ações de Araribóia em guerra, conta-se o seguinte:

Os Franceses comandados por Villegagnon, chegaram no Rio a 10 de novembro de 1555, festivamente recebidos pelos Tamoios. Após alguns meses no Continente, alojaram-se na Ilha de Serigipe. A Ilha recebeu a denominação Francesa de Ilha Henry, em homenagem a Henrique II, Rei da França. A fortificação erguida na Ilha recebeu o nome de Forte de Coligny, em homenagem ao Almirante Francês, Gaspar de Coligny, amigo de Villegagnon e principal patrono da Expedição Francesa enviada ao Brasil para o estabelecimento da França Antártica. Posteriormente a Ilha Henri passou a ser chamada Villegagnon
m 1560, a Expedição de Mem de Sá foi combater os Franceses no Rio de Janeiro. Leva Maracajaguaçu eAraribóia e outros Índios flecheiros que estavam no Espírito Santo.

No dia 15 de março de 1560, a Expedição de Mem de Sá promove um ataque à Ilha Henri e consegue vencer, destruindo o Forte Coligny. O ataque a Ilha Henri está relatado em carta do padre Francês André Thevet na obra “La Cosmographie Universelle", editada em Paris, França, em 1575. Lá constam referências aos atos de bravura do Índio Araribóia, informando que:

“Os franceses estavam certos de sua superioridade, em razão de um paiol, depósito, que possuíam na ilha”.

O paiol, depósito de armas, munições e pólvora, estavam no alto de um penhasco e os franceses, seguros de si, só vigiavam a entrada principal, único acesso disponível. O penhasco, um alto morro de pedra maciça, não possuía uma entrada fácil. Um ser humano normal teria grandes dificuldades para escalá-lo.

Araribóia distanciando-se dos demais companheiros aceita o desafio. Com uma coragem fora do normal se coloca diante do enorme penhasco, escala o mesmo do lado não visto do inimigo e com uma tocha acessa, presa nos dentes. Atingindo o alto, arremessa a tocha contra o depósito que logo explode deixando os franceses em pavor tão grande que fogem, conseguindo os portugueses e aliados uma grande vitória, que foi altamente comemorada.”

Dizem os escritores que, “não se conheceu em terras brasileiras, índio mais valente e mais fiel.”





***Pesquisado na internet

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Comentário de Jorge Eduardo Fernandes da Silva em 17 janeiro 2011 às 18:40
É impressionante os atos de bravura e fidelidade do Indio Arariboia, como as relações entre Portugal e os Temiminó, ambos com inimigos incomum de um lado os Tamoios e Franceses.
Uma duvida o habito recebido pelo Arariboia era Cavaleiro da Ordem de Cristo ou Orden de Cristo.
Valeu pela matéria.
Comentário de ÁUREO RAMOS em 27 janeiro 2009 às 18:27
SONIA,
QUAL NÃO FOI MINHA SURPRESA, AGRADÁVEL SURPRESA AO DAR DE CARA COM UMA GRACIOSA REFERÊNCIA MINHA EM SEU BELÍSSIMO BLOG, FALANDO SOBRE O MEU "VIZINHO", ARARIBÓIA. PARABÉNS PELA QUALIDADE E BOM GOSTO. PROFESSOR ÁUREO RAMOS.
Comentário de Sonia Regina Lomardo em 2 dezembro 2008 às 20:27
Sempre que precisar e desejar conte comigo.Que bom que gostou,um beijo!
Comentário de Zulma Sônia de Paula em 1 dezembro 2008 às 0:18
Nota dez, principalmente pela gentileza. Vou imprimir e arquivar para, quem sabe, futuras pesquisas. Um beijo grande. Zulma

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