Este artigo é fruto de uma pequena pesquisa sobre fatos já expostos na internet, apenas ainda não interpretados de forma sequencial, como aqui procuro fazer. Está sendo publicado em 3 partes.
[03.09.2009]
Parte II – A Execução
Parte I - A Trama 
No mesmo ano de 2002, o da tentativa de deposição de Chávez, Lulla é eleito para o seu primeiro mandato, já sombreado pela Carta aos Brasileiros (na verdade uma Carta aos Estrangeiros), emitida apenas um mês antes das eleições, onde já apontava para a traição que ora nos impõe. E apoiado por gente que adora dizer que tem história na política brasileira, e ficam chateados quando os chamamos de pelegos. Meu voto em Lulla foi claro e declarado em artigos: Achava que o Brasil teria de passar por esta experiência, para tentar amadurecer politicamente. Mas está difícil este amadurecimento, com a inflexão francamente governista, haja o que houver, pela maioria das lideranças sociais e sindicais brasileiras. A locupletação é enorme!
É fato que só dois estrangeiros estavam no palanque de Lulla, no comício da vitória. Luiz Favre (que nem no PT goza de confiança) e....Stanley Gacek e sua esposa petista e brasileira (mas que adora os EUA). Ah! Não nos esqueçamos do vinho francês de R$65 mil a garrafa, oferecida pelo abjeto Duda Mendonça ao Lulla, em restaurante chique no Rio, logo em seguida. Um achincalhe emblemático à pobreza brasileira.
De lá para cá é o que sabemos. Não foram contempladas NENHUMA das bandeiras de Reformas Estruturais e Apego à Ética, pregada na campanha deste que, afinal, fora eleito sob uma Agenda Popular e pelas Forças Populares, incapazes de perceber a inflexão já feita por este Ovo de Serpente que se tornou o ex operário de São Bernardo, nascido em Garanhuns mas, ao que parece, tornou-se um agente da elite paulista e brasileira, além da estrangeira.
E sob a figura de Stanley Gacek a fazer sombra ao presidente ex operário brasileiro, Lulla visitou os EUA, antes de sua primeira eleição, para beijar a mão de Bush e, a meu ver, ser convidado para ser o líder dos países pobres, fazendo o contraponto aos radicais presidentes que começavam a serem eleito em nosso continente (o das Veias Abertas). Era o desfecho da cooptação que iniciou-se em Washington, dez anos antes. E assim, Lulla sucede FHC com discurso de oposição, mas para continuar a malfeitoria ao Brasil.
E a figura de Stanley Gacek, sempre presente. E como!
Ora, senhores e senhoras! Com atribuir a alguma paranóia ou às risíveis teses de Conspiração da História, estes fatos (e não imaginações) descritas acima? Como não entender como causa e efeito, unha e carne ou feijão com arroz, esta influência nefasta da AFL-CIO, patrocinadora da tentativa de golpe contra Chávez e das tentativas de desestabilização de tudo que cheire a autodeterminação Latino Americana e Caribenha, esta desnacionalização profunda que Lulla faz das riquezas estratégicas brasileiras, evidentemente em um cenário de algumas concessões às corporações sindicais, ONGs (mamadeiras do erário) e quetais, além das esmolas aos brasileiros excluídos, que são impedidos de não reconhecer Lulla como um ato contínuo de FHC e sua política teleguiada dos EUA, vítimas que são, os extratos populares e os mal informados, da Confusão Programada, agora também executada pela “esquerda” corporativa brasileira.
É que rola muita grana, empregos, projeção política no poder, entre outras odiosas condutas, nesta operação de sequestro institucional, desmonte das bases reivindicativas populares e sindicais, para manter o Brasil como mero fornecedor de matérias primas para o primeiro mundo (aliás em patamares nunca d'antes visto neste país), oligoplizando não só indústrias de produtos elitizados e os “populares”, além do sistema financeiro, de acordo com os ditames da “crise” de acumulação de riquezas por poucos, em detrimento de muitos. E com avanço claro e aberto ao erário, através das concessões às grandes corporações, que todos vimos, as quais analisamos recentemente.
E chegamos no Pré Sal, o alvo central (além do Nióbio e outros metais, além da água doce de superfície e reservatórios subterrâneos, além da biodiversidade animal, vegetal e mineral) para nutrir a rapinagem secular que sofremos.
Dia 31 de Agosto de 2009 seria anunciado o modelo de exploração de nossas reservas petrolíferas. Muitas tergiversações e Fundos Soberanos, tudo para mascarar a intenção estratégica de esgotar o Pré Sal em cerca de 15 anos (dados do próprio presidente da AEPET- Assoc. Dos Engenheiros da Petrobrás, que insiste em não ver o Lulla como uma ameaça a tal soberania nacional).
O sindicalismo pelego brasileiro, notadamente os petroleiros, sequer foi ouvido, embora tenham bajulado Lulla e nos chamados de agentes da reação, em tentativas vãs de nos desqualificar ou mesmo intimidar. Até uma pauta prepararam para uma reunião prometida e agendada por Lulla, para antes do anúncio, afinal revogado. Mas, parece que foram outras, as ordens dos EUA, para onde foram a ministra Dilma e o seu par Lobão (Minas e Energia), para anunciar o plano, em primeira mão aos seus chefes ianques, e receber as ordens . Uma semana antes do malfadado anúncio que não houve (parece coisa do Barão de Itararé, o inesquecível Aparício Torelly), com a cara mais lavada do mundo, o presidente da AEPET anunciou no Programa Faixa Livre que o presidente Lulla desmarcou a reunião, deixando todos chupando os próprios dedos, enquanto ficaram a ver navios (petroleiros?) a sumirem no horizonte das promessas não cumpridas.
E, haverá “concessões” no novo texto, como a mudança do termo Concessão, para Partilha e outros pontos absolutamente periféricos, visando o calendário eleitoral (como bem denunciou dia 30-08-2009 o ex presidente defenestrado por telefone da Petrobrás, o Ildo Sauer). Este, deve saber o que diz, e é insuspeito de estar aliado aos interesses estrangeiros, como gostam de aventar o Lullo Petismo, contra todos aqueles que ousam crtíticas à condução política do país.
Continua...