Este artigo é fruto de uma pequena pesquisa sobre fatos já expostos na internet, apenas ainda não interpretados de forma sequencial, como aqui procuro fazer. Está sendo publicado em 3 partes.
[03.09.2009]
Parte I - A Trama
Dangerous Liaisons, ou Ligações Perigosas , é um filme de 1988 dirigido por Stephen Frears e baseado em peça homônima de Christopher Hampton, baseada, por sua vez, no clássico da literatura francesa Les Liaisons Dangereuses, de Pierre Choderlos de Laclos.
Ligações Perigosas foi a primeira produção de Frears nos Estados Unidos, e seu oitavo longa-metragem de ficção. Com sete indicações ao Oscar, foi considerada na época uma excelente estréia em Hollywood. Além das atuações bastante elogiadas de Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeiffer nos papéis principais do romance de Laclos - a Marquesa de Merteuil, o Visconde de Valmont e Madame de Tourvel, respectivamente - destacam-se no elenco Keanu Reeves, Uma Thurman e Swoosie Kurtz entre os coadjuvantes.(Extraído do Wikipedia).
A peça produzida no Brasil e estrelada por Marieta Severo, eu não vi. Mas o filme, com este elenco maravilhoso e com belas atrizes (além do feioso John Malkovicht) é de um profissionalismo e cuidado narrativo, como poucas vezes eu vi. Dentro da baixa velocidade dos acontecimentos, há uma intensa e forte tensão que nos prende a todos os detalhes do filme.
Bem diferente da mediocridade que atravessa a vida política de nosso(?) Brasil.
O jornalista, ex-preso político e ex vereador (PDT-RJ) Pedro Porfírio, em 2003 escreveu um artigo sobre Stanley Gacek e suas ligações íntimas e amistosas com Lulla. O artigo chama-se Anote este nome Stanley Gacek:é ele que dá as cartas (clique aqui). Corajoso o artigo do Pedro Porfírio, ainda em 2003 que, como é de seu feitio, abordou com elegância, mas de forma contundente esta ligação entre o prersidente Lulla e o agente do capitalismo Internacional Stanley Gacec, da AFL-CIO. Sei ser, o Pedro Porfírio adepto da não fulanização da política, o que respeito.
Mas, não sigo esta linha. Penso que a política deve ser discutida de forma coloquial e com citações das pessoas que protagonizam o que criticamos ou elogiamos. Foi a Aristocracia Imperial Europeia que introduziu as "boas maneiras", mas só para assuntos em que eles precisavam ser preservados, nominalmente.
Por isso, escrevo este artigo dirigindo-me principalmente a dois tipos de pessoas: Os Lullo Petistas (notadamente os que se dizem de esquerda) e aos conservadores que "viajam na maionese", escrevendo artigos dizendo que Lulla é um subserviente aos "perigosos presidentes bolivarianos e quetais", tentando de forma patética fazer oposição ao Lulla, mais à direita do que ele já é, o identificando com alguma coisa parecida com esquerdismo político.
Portanto, fui pesquisar mais sobre esta Ligação Perigosa do ex operário metalúrgico, atual presidente do Brasil, e seu atual amigo íntimo Stanley Gacek, agente da AFL-CIO, mais precisamente articulador do chamado "braço trabalhista?" deste odiento aparelho do Capital que é esta Central Sindical, a mais poderosa dos EUA.
Deparei-me com as relações igualmente perigosas de Stan (como é chamado na intimidade por Lulla) com Carlos Ortega, presidente da CTV (Confederação dos Trabalhadores Venezuelanos - mais informações sobre o gajo, no link www.espacoacademico.com.br/012/12col_miro.htm), onde vemos que este, após a fragorosa derrota das forças reacionárias da Venezuela, no plebiscito que confirmou Chávez na presidência em 2000, faz um acordo com a FEDECAMARA (a FIESP de lá) e, custeado pelo chefão empresário venezuelano Pedro Carmona, vai aos EUA se encontrar com quem? Com Stanley Gacek, o Stan de Lulla e do "braço trabalhista" da AFL-CIO estadunidense. Assim, o golpista venezuelano visita seu mentor estratégico nos EUA.
Já é famosa a ida de Lulla , aos EUA, cooptado como inúmeros líderes da AL para a tal reunião do chamado Diálogo Interamericano (D.I.), quase 10 anos antes desta viagem do "sindicalista" Carlos Ortega aos EUA. E foi lá que Lulla conheceu Stanley Gacek, casado com uma "petista de carteirinha", falando bom português e, certamente envolvente e simpático igual ao Lulla e todos os 171 que conheço (simpatia é a alma do negócio desta gente). Este chamado D.I. é a faceta executiva do que ficou apontado no conhecido Consenso de Washington, acontecido cerca de dez anos antes (por volta de 1982), onde ficou acertada a "blitzen" para impor ao mundo, o neoliberalismo transacional e corporativo, com sequestros de Estados e seus políticos, além de vastas lideranças do Movimento Social e Sindical, corrompidos por dólares e altos empregos, além de projeção política. Aliás, James Petras em seu livro Ensaios Contra a Ordem descreve minuciosamente os mecanismos de cooptação, enfim levada a cabo, com a doce permissão dos cooptados.
Sobre esta viagem do pelego venezuelano Carlos Ortega aos EUA, há um vídeo onde conversa na casa do ex presidente venezuelano Carlos Andres Perez (acusado de severa corrupção), onde combinam abertamente e entre gargalhadas, um plano de "desestabilização" de Chávez, com manifestações, greves, campanhas televisivas e midiáticas, dentro e fora da Venezuela, em uma escalada que culmina com a tentativa de golpe contra o governo legítimo de Hugo Chávez. Stanley Gacek é o articulador e também agente dos repassaes financeiros destas operações, pela AFL-CIO estadunidense.
Assim, em 2002 acontece a tentativa de deposição de Chávez, com sequestro do mesmo, até que o Povo Venezuelano faz a caminhada histórica para a Sede do Governo, em Caracas, contrapondo-se ao Golpe e desmontando-o, em bela jornada cívica e pacífica.
A esta altura, muitos devem conhecer o filme-documentário, que mostra passo a passo a patetada da elite venezuelana, onde nos é mostrado que há um golpe dentro do Golpe. O que estava programado para ser uma ação para colocar na presidência um "sindicalista" e egresso da PDVSA, na época que nem 10% do petróleo e seus divindendos ficavam para os Venezuelanos, acaba tendo uma autonomeação do Chefão e segundo homem mais rico da Venezuela, Pedro Carmona, o Maldito, sobrepondo-se a Carlos Ortega, o Lacaio.
Chávez volta ao poder e o curso da história retoma o seu leito, margeado e defendido pelas forças populares venezuelanas, em claro protagonismo político popular. E não que eu pense que tudo com Chávez vai as mil maravilhas, pois isso não existe. Mas, ao menos este se faz respeitar e não traiu seus ditos de campanha eleitoral e avança resistindo ao imperialismo ianque. O que já é muito nesta América Latina e Caribe, onde persistem muitos dirigentes pelegos e subservientes.
Continua...
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