Compreendemos como escala evolutiva algo que está evoluindo gradativamente numa sequencia cronológica. O evolucionismo sociocultural é resultante de uma aplicação do evolucionismo biológico e ao nível de estruturação das sociedades humanas, é uma teoria onde as sociedades são julgadas pelo seu nível de progresso, de desenvolvimento. Fazendo assim com que a sociedade mais “evoluída” se torne a sociedade do “eu” e a outra, a do “outro”. E, portanto, a mais importante, a de mais valor para ser estudada é a mais avançada. Ou seja, a minha (neste caso). Há um egocentrismo que levando em consideração isso como o pensamento de um grupo social torna-se um etnocentrismo.
Vai muito além, quando acreditamos em evolucionismo, formamos então uma visão etnocêntrica, o etnocentrismo está diretamente associado ao evolucionismo principalmente por não acreditar que o "outro" pode ser importante também. Há outros valores embutidos neste contexto como, por exemplo, a xenofobia. A partir do momento que eu não aceito a cultura do "outro" eu passo a discrimina-lo, despreza-lo e menosprezá-lo.
História e base teórica
O Evolucionismo oficial, e é associada a acadêmicos como Edward Burnett Tylor, Lewis Henry Morgan e Herbert Spencer. O evolucionismo social representou uma tentativa de formalizar o pensamento social com linhas científicas modeladas conforme a teoria biológica da evolução. Se organismos podem se desenvolver com o passar do tempo de acordo com leis compreensíveis e deterministas, parece então razoável que sociedades também o podem. Isso marca o início da antropologia como disciplina científica e uma despedida das tradicionais visões religiosas de culturas "primitivas".
Além de influenciado pela biologia, o evolucionismo social tinha raízes na filosofia iluminista e pós-iluminista. Hegel, por exemplo, argumentou que o desenvolvimento social era um processo inevitável e determinado, similar a uma bolota que não tem escolha a não ser tornar-se um carvalho. Da mesma forma, assumia-se que as sociedades começavam primitivas, talvez num estado Hobbesiano de natureza, e naturalmente progredindo a algo parecido com a Europa industrial.
Embora a ideia de que as sociedades desenvolvem-se com o passar do tempo não tenha desaparecido, outras teorias modernas são muito mais sensíveis culturalmente, e geralmente incorporadas a entendimentos mais progressivos de teoria evolucionária.
A teoria evolucionista é fruto de um conjunto de pesquisas, ainda em desenvolvimento, iniciadas pelo legado deixado pelo cientista inglês Charles Darwin. Em suas pesquisas, ocorridas no século XIX, Darwin procurou estabelecer um estudo comparativo entre espécies aparentadas que viviam em diferentes regiões. Além disso, ele percebeu a existência de semelhanças entre os animais vivos e em extinção (partindo do estudo iniciado por Lamarck).
A partir daí ele concluiu que as características biológicas dos seres vivos passam por um processo dinâmico onde fatores de ordem natural seriam responsáveis por modificar os organismos vivos. Ao mesmo tempo, ele levantou a ideia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e, a partir dela, somente os seres melhores preparados às condições ambientais impostas poderiam sobreviver.
Contando com tais premissas, ele afirmou que o homem e o macaco teriam uma mesma ascendência a partir da qual as duas espécies se desenvolveram. Contudo, isso não quer dizer, conforme muitos afirmam que Darwin supôs que o homem é um descendente do macaco. Em sua obra, A Origem das Espécies, ele sugere que o homem e o macaco, devido suas semelhanças biológicas, teriam um mesmo ascendente em comum.
A partir da afirmação de Charles Darwin, vários membros da comunidade científica, ao longo dos anos, se lançaram ao desafio de reconstituir todas as espécies que antecederam o homem contemporâneo. Entre as diferentes espécies catalogadas, a escala evolutiva do homem começa com os Hominídeos, com mais de quatro milhões de anos.
A teoria darwinista impulsionou o etnocentrismo de modo a que em um dos inscritos de Viveiros de Castro está perceptível de ambos os lados essa cegueira moral. Nas grandes Antilhas, alguns anos após a descoberta da América, enquanto os espanhóis enviavam comissões de inquérito para investigar se os indígenas tinham ou não uma alma, estes se dedicavam a afogar os brancos que aprisionavam, a fim de verificar, por uma demorada observação, se seus cadáveres eram ou não sujeitos à putrefação.
Quanto aos mais atuais, temos o governo totalitário imposto na Alemanha no século XX: o nazismo. A subordinação ao capital (desde o fim da Idade Média, ganhando força com o mercantilismo através, principalmente, das cruzadas). Atualmente ainda nos encontramos submissos ao capital financeiro, que abrange uma área tanto política quanto social. Estes são elementos que mostram com clareza a ideia de separação de indivíduos por meio da inferiorizarão e submissão de uns para com outros.
Referências bibliográficas:
* ROCHA Everardo, "O que é o etnocentrismo?"
* RIBEIRO Darcy, “Processo Civilizatório”
* CHILDE Gordon, “A evolução cultural do homem”
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por


Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!
Entrar em Cafe Historia