Na História do Brasil, a temática indígena vem ainda recente e gradativamente tomando corpo e sendo resgatada pelos seguidores de uma nova linha cultural de abordagem da Historia como uma re-construção do que antes era distinguido como o que seria central ou o que seria periférico na escrita desta História segundo o historiador Peter Burke.Aqui no Brasil, somente nos últimos quarenta anos, o indígena passou a fazer parte das análises sobre o período colonial na condição de agente do processo histórico. Alguns intelectuais e historiadores vêm construindo narrativas sobre a Colônia Portuguesa, nas quais o índio aparece como um sujeito de vontades próprias, como um articulador do próprio destino. E como essa mudança aconteceu?
A Antropologia tem atraído muitos historiadores com o objetivo de lançar um aprofundamento ao preenchimento de uma lacuna deixada de lado pelas elites da época colonial fragmentando e obscurecendo um grupo participativo e atuante na sociedade colonial.
Portanto, aqueles que escrevem a historia vista de baixo não apenas proporcionam um campo de estudos que nos permite conhecer mais sobre o passado, também tornam claro que existe muito mais segredos que podem ser conhecidos e desvendados ainda encobertos por evidencias inexploradas.É bom ressaltar que, o preconceito e a discriminação geraram hostilidade do dominante – o branco português - sobre o grupo étnico minoritário, enquanto grupo social; e isto justifica a escrita de uma historia que valoriza o projeto colonial português em detrimento da figura do outro. Onde este outro – o índio – só existe pela sombra do primeiro do passado. O índio é uma figura coadjuvante e não um sujeito histórico revelando o viés etnocêntrico e estereotipado da historiografia colonial.Mesmo assim, uma grande parcela da sociedade ainda acredita que os indígenas não têm futuro em nosso país ou que constituem uma herança cultural do passado. No entanto, devemos pensar que não só fazem parte do nosso presente como farão parte do nosso futuro apesar desta sociedade estar permeada pela desinformação, pelo preconceito e pela intolerância.

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Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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