Frida Kahlo, artista plástica mexicana, nascida em Coyoacán em 1907. Uma revolucionária e libertária. Sobressaiu-se ao lado das vanguardas, principalmente do Surrealismo. Seu legado mostra à civilização sua sensibilidade ainda hoje.
Filha de um fotógrafo judeu-alemão e uma mestiça mexicana. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias e grandes angústias; aos seis anos contraiu poliomielite e permaneceu um longo tempo de cama.
Recuperou-se, mas sua perna direita ficou afetada. Teve de conviver com um pé atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Quando pode assimilar melhor essa deficiência, o ônibus em que estava chocou-se contra um bonde. Frida tinha 18 anos. Ela sofreu múltiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela pelve e saindo pela vagina. Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama.
O encontro com Diego Rivera resultou em casamento em 1929. Ele foi o pintor mexicano mais importante do século 20 e fez parte do movimento Muralista, que defendia a arte acessível. Rivera, ajudou Frida a revelar-se como artista. A paixão de Frida por Diego é circunscrita numa relação amorosa bastante tumultuada:
(...) eu o amo mais que a minha própria pele (...).
Sofreu operações, tentou o suicídio e acabou morrendo, em 1954, com um pé amputado. Tinha 47 anos. Apesar de tudo, viveu intensamente, levantou a bandeira socialista e conquistou amantes. Pregava a emancipação feminina e defendia a cultura latino-americana. Não surpreende o romance com Rivera. O muralista também foi um defensor da democracia, além de mulherengo. Frida desafiou a sociedade mexicana à base de doses de ideologia e sexo, destacando sua relação com Rivera. Para Frida, nada demais em compartilhar ideais e lençóis com o revolucionário Leon Trotsky ou se derramar em admiração homossexual pela atriz Dolores Del Rio. Dois exemplos que ilustram sua conduta pouco ortodoxa.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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