Um professor é essencialmente um incomodado.
E nem sempre os incomodados querem se mudar, mas sim incomodar também.
Os professores sofrem se achando incompetentes porque a maioria dos seus alunos tiram notas ruins, não aprendem nada e mostram-se alienados. Mas desde quando é tarefa dos mestres formarem um pelotão de gênios? A função do professor é encontrar agulhas no palheiro!
A maioria das pessoas é ordinária, quando não, medíocre. Grandes realizações são feitas por poucos e a maioria simplesmente segue o fluxo. Então professores, lutem por melhores salários, condições de trabalho e respeito. Mas não achem que são incapazes e que o futuro estará povoado por pessoas inteligentes e conscientes.
É importante não enxergar os rumos da sociedade sob um olhar maniqueísta de luta do bem contra o mal. Na educação por exemplo, é notório o descaso óbvio do Governo para com o setor. Mas não se pode negar que a alienação e ignorância são ''bens'' igualmente e eficientemente democratizados e que atuam sobre todas as esferas e grupos sociais. Sejam ricos ou pobres, homens ou mulheres, professores ou alunos.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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