Estados Unidos ignora acordo brasilo-turco-iraniano.
Nos últimos dias pairou novamente no ar internacional um vestígio da fragrância republicana, dando a impressão de que os tempos da família Bush haviam voltado.
Hillary Clinton, Secretária de Estado dos Estados Unidos, tem proporcionado claros sinais de que a política externa estadunidense não pautará a sua política internacional pelo soft power[1], teoria desenvolvida pelo cientista político Joseph Nye, que participou recentemente do programa Roda Viva, da TV Cultura.
O mais recente de tais sinais se refere ao hands off apontado à CNN pela Analista Senior do Instituto para a Ciência e Segurança Internacional, Jacqueline Shire, que também atuou no Departamento de Estado dos Estados Unidos em vários cargos relacionados à não proliferação de armas nucleares. Para Jacqueline Shire, os Estados Unidos foram surpreendidos com o sucesso nas conversações entre Brasil, Turquia e Irã. A diplomacia estadunidense manteve-se distante da negociação com a certeza de que esta falharia – fato que não ocorreu.
Apesar do Jornal Nacional, da Rede Globo, se opor sistematicamente não somente ao atual governo como também à própria política externa do Itamaraty, a atuação da chancelaria não é desapropriada como alguns querem supor. O Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, desconstruiu qualquer divagação neste sentido constatando que "O acordo (de Teerã) é o acordo que eles propuseram. Nós (Brasil e Turquia) apenas estávamos viabilizando uma maneira de chegar ao acordo que estava sobre a mesa. Todas as dificuldades foram superadas". Fato. O Itamaraty e a diplomacia turca, ao fecharem acordo com Teerã, apenas fizeram com que os iranianos revissem a sua desistência de um acordo firmado há pouco tempo atrás, que havia selado com os próprios Estados Unidos e demais membros do Conselho de Segurança da ONU.
Hillary Clinton ignorou a negociação brasilo-turco-iraniana por dois motivos: desconfiança do seu país de que o Irã esteja escondendo ainda material suficiente para enriquecer a 90% e aplicar em uma ogiva nuclear e, segundo, como revide à diplomacia brasileira, com quem vem travando uma dura queda-de-braço há algum tempo. Caso contrário, por que não oferecer mais tempo ao Irã e dar prosseguimento às negociações?
[1] Conceito apresentado e defendido pelo cientista político Joseph Nye (professor da Universidade de Harvard) em seu livro Soft Power: The Means to Success in World Politics (Soft Power: Os Meios para o Sucesso no Mundo da Política), lançado em 2004.
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Comentário de Marcelo Torres em 23 maio 2010 às 19:40
Comentário de Marcelo Torres em 20 maio 2010 às 20:31 Bem-vindo (a) ao
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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