Editorial ANPUH - Por que somos favoráveis à regulamentação da profissão de historiador?

Editorial, na íntegra, enviado pela diretoria da ANPUH no dia 2 de abril de 2010, abordando o tema da regulamentação da profissão de historiador.

Por que somos favoráveis à regulamentação da profissão de historiador?

No último dia 10 de março foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal o projeto de lei n. 368/2009 de autoria do Senador Paulo Paim que regulamenta a profissão de historiador. O projeto segue agora para a Câmara Federal onde deverá ser analisado.

No processo de mobilização para a votação desta proposta surgiram algumas vozes discordantes em relação à regulamentação da profissão. Respeitamos profundamente a opinião de todos aqueles que adotaram tal posição. Uma democracia é feita através da manifestação livre de todas as ideias, do debate público e qualificado de todas as posições, por isso apresentamos a seguir o ponto de vista que pautou a atuação da atual diretoria da ANPUH – Associação Nacional de História quando do processo de votação dessa matéria e que pautará sua atuação agora que o projeto tramitará na Câmara dos Deputados.

O que significa regulamentar? Significa definir legalmente os contornos do exercício profissional, significa fixar requisitos para que esse exercício se faça, significa precisar as competências e as habilidades que o profissional deve ter para exercer uma dada profissão, ou seja, regulamentar significa dar estatuto legal a uma profissão, significa o Estado reconhecer a sua existência e, portanto, significa dar uma identidade jurídica e pública ao exercício de uma dada profissão. Regulamentar, em síntese, significa passar a existir de fato e de direito como profissional.

Para a ANPUH a regulamentação da profissão de historiador significa, portanto, o reconhecimento social e jurídico do historiador como um profissional, a quem passa-se a atribuir dados direitos e dadas obrigações perante a sociedade. Para nós, o Estado brasileiro milita em uma contradição ao não reconhecer a profissão de historiador e, ao mesmo tempo, regular, reconhecer e avaliar cursos universitários que formam profissionais nesta área. Se o Estado reconhece que para ser historiador é preciso ter uma dada qualificação, que deve-se exigir determinadas habilidades e competências definidas nos Projetos Político-Pedagógicos dos cursos de História por ele aprovados, deve reconhecer também que nem todo mundo pode ser historiador e, portanto, é preciso que uma lei defina os contornos de nossa profissão. O mesmo raciocínio se aplica àqueles que são habilitados por diplomas de cursos superiores para atuarem na área de História e àqueles que estão nos bancos escolares das instituições de ensino superior cursando História: como podem ser contrários ao reconhecimento legal daquilo que fazem, como podem ser contrários que se definam limites para o exercício profissional, como podem ser contrários a que o Estado reconheça sua existência como profissional com uma qualificação específica que lhe confere a competência para o exercício de dadas atividades? A ANPUH é favorável à regulamentação e, não poderia ser diferente, porque quer que os profissionais que representa tenham existência jurídica, sejam reconhecidos pelo Estado e pela sociedade brasileira.

A Constituição Federal em seu artigo quinto, inciso décimo terceiro, define que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendida à qualificação profissional que a lei estabelecer. A lei que regulamenta a profissão de historiador nada mais faz do que cumprir o mandato constitucional definindo que qualificação deve ter aquele que exerce esta atividade: a exigência de diploma de curso superior em História, ou diploma de Mestrado e Doutorado em História. Este mesmo artigo da Constituição Federal prevê que no interesse da sociedade pode-se criar restrições a esta ampla liberdade de exercício profissional, quando ela possa causar sérios danos à sociedade. Entendemos que o exercício do ensino e da pesquisa em história feito por profissionais não habilitados causa sério dano à sociedade, à medida que não se tem um ensino e uma pesquisa de qualidade, feitas com as necessárias competências e com os necessários conhecimentos teóricos e práticos.

O movimento em torno da regulamentação das profissões remonta ao imediato pós-Segunda Guerra Mundial, como resposta às crescentes demandas dos trabalhadores pelo reconhecimento de seus direitos. Ele é contemporâneo e está relacionado à criação da Organização Internacional do Trabalho, do estabelecimento das primeiras convenções da OIT, da emergência dos Estados de Bem-Estar Social. No Brasil, foi neste contexto que as primeiras profissões foram regulamentadas. Tendo como exceção a profissão de leiloeiro que foi regulamentada ainda em 1932, a maioria das profissões consideradas de maior prestígio social foi regulamentada ente as décadas de 1940 e 1960: contabilista (1946), economista (1951), químico (1956) médico (1957), geólogo (1962), psicólogo (1962), estatístico (1965), farmacêutico (1966) , engenheiro, arquiteto e agrônomo (1966), jornalista (1969), entre outras. Ao contrário, portanto, do que alguns afirmam, a regulamentação profissional não é um tema do discurso ou da “ideologia neoliberal”. O neoliberalismo, pelo contrário, vem sendo responsável pela crescente resistência por parte do Congresso Nacional e por parte do Judiciário brasileiro em regulamentar as profissões. O episódio recente da desregulamentação da profissão de jornalista por parte do Supremo Tribunal Federal a pedido dos grandes grupos econômicos que dominam os meios de comunicação do país é exemplar da prevalência desta forma de pensamento em setores das elites brasileiras. Um dos princípios fundamentais do neoliberalismo é, justamente, o da flexibilização e da desregulamentação profissional, levando a uma precarização do trabalho e à possibilidade do pagamento de salários mais baixos a profissionais ditos flexíveis ou despreparados.

Por isso, a ANPUH é favorável à regulamentação profissional. Ela vai na contramão da vaga neoliberal que aposta na precarização jurídica das profissões visando a aviltar as condições de trabalho e de exercício profissional, permitindo a maximização dos lucros das empresas que contratam estes profissionais. Quem conhece a realidade das empresas de educação, do ensino privado e mesmo do ensino público, em dadas áreas do país, sabe que a regulamentação de nossa profissão é não só uma necessidade premente, como sabe que danos esta não regulamentação causa aos nossos profissionais. Não é mera coincidência que a bancada ligada ao ensino privado no Congresso Nacional seja reativa a qualquer iniciativa que vise a regulamentar profissões como a nossa. Como o próprio projeto aprovado no Senado reconhece, sem a regulamentação fica-se sujeito a que pessoas não qualificadas tecnicamente ou não habilitadas para o exercício profissional do ensino, da pesquisa, da assessoria, do planejamento e da gestão na área da História possam ser contratadas para exercer estas atividades mediante uma remuneração aviltada em seus valores.

A luta pela regulamentação da profissão de historiador já se arrasta por quarenta e dois anos, desde 1968 (no site da ANPUH está disponível um dossiê que historia todo este tortuoso processo). Nove projetos neste sentido já foram apresentados à Câmara dos Deputados. E há quem diga que não ocorreu ainda o necessário debate, que adotamos uma posição pragmática e de afogadilho. Cremos que as instituições, notadamente aquelas que agrupam historiadores ou futuros historiadores, devem possuir memória. Não se pode a cada nova diretoria eleita começar-se o debate sobre dadas questões como se não houvesse toda uma história de lutas anteriores. Sabemos que as posições podem ser modificadas mediante novas conjunturas, mas mesmo nesse caso deve-se levar em conta a trajetória anterior da instituição. No âmbito da ANPUH há toda uma história de debates em torno da regulamentação profissional. Diretorias anteriores participaram ativamente do debate e da elaboração de propostas neste sentido. Em nenhuma instância oficial da entidade foi votada e aprovada posição contrária à regulamentação, portanto, cabia a esta diretoria, quando surgiu a iniciativa vinda do Senado, se empenhar para sua aprovação. Mediante carta aberta a toda a comunidade de historiadores, a Associação deixou clara qual seria sua estratégia, ou seja, a de não propor qualquer modificação no texto neste momento. Fazer política requer perceber os momentos favoráveis, definir estratégias viáveis, sob pena de nunca se conseguir o que se quer. Avaliamos que o contexto era favorável, mas por estarmos num ano eleitoral, se a votação não ocorresse este semestre não seria feita este ano e sendo o final de uma legislatura, o projeto não sendo aprovado em 2010, seria arquivado, tal como manda o Regimento Interno do Senado. Esta é a situação do projeto que tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Ele caminha para ser arquivado ao final do ano com o fim da legislatura sem que sequer tenha recebido um parecer favorável ou contrário dos sete relatores que já foram para ele designados. Ter um projeto aprovado no Senado era estrategicamente fundamental, pois, agora, ele não pode mais ser arquivado ao final das legislaturas. A Câmara terá que obrigatoriamente analisá-lo, se posicionando contra ou a favor. Podemos agora prosseguir o debate em torno de um projeto já aprovado para aperfeiçoá-lo. Uma circular neste sentido foi enviada a todas as nossas Seções Regionais, solicitando que a regulamentação seja tema de discussão e deliberação nos Encontros Estaduais da ANPUH, que ocorrerão este ano, onde todas as posições poderão ser colocadas.

Consideramos que a regulamentação da profissão de historiador é uma questão de justiça e de equidade de direitos, já que outras profissões da mesma natureza que a nossa já foram regulamentadas, algumas das quais mantendo clara interface com as atividades que exercemos, como por exemplo, as profissões de geógrafo, de sociólogo, de museólogo e de arquivista. Somos uma das áreas de formação profissional mais antiga do país e com uma importância social indiscutível, já que exercemos nossa atividade no âmbito da educação, da cultura, da memória, do patrimônio histórico e artístico que são áreas de interesse social prioritário. O Congresso Nacional aprovou recentemente a regulamentação de profissões como de enólogo (2007), garimpeiro (2008,) oceanógrafo (2008), bombeiro civil (2009), moto taxista e moto boy (2009) e turismólogo (2010), o que reforça a nossa reivindicação em torno do reconhecimento profissional de uma categoria das mais numerosas do país.

O projeto aprovado tem o mérito, a nosso ver, de ser singelo e, ao mesmo tempo, de garantir a maioria das nossas históricas reivindicações. Somos de opinião de que um projeto de lei quanto mais detalhado, buscando a situação ideal e prevendo todas as situações particulares possíveis de ocorrer, favorece aqueles que são contrários à regulamentação no Congresso Nacional, pois quanto mais detalhado é um projeto mais ele abre margem para ser contestado. Às vezes um pequeno dispositivo pode favorecer a contestação e a derrubada do projeto. Cremos que a concisão e a objetividade são um dos méritos da proposta aprovada. Ao mesmo tempo ele garante reivindicações históricas nossas como: o reconhecimento de que o historiador é tanto o bacharel quanto o licenciado em história; reconhece como atribuições do historiador não só a pesquisa e o ensino de história, mas o planejamento, a organização, a implantação e a direção de eventos ou exposições que envolvam temas históricos; a assessoria na avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; a emissão de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos e que os estabelecimentos que prestam serviços na área de História deverão manter em seus quadros profissionais habilitados nesta área. Há manifestações de apreensão quanto aos desdobramentos burocráticos e de controle que a regulamentação implica. É sabido que a institucionalização da profissão conduz ao reconhecimento profissional, significa existirmos enquanto profissão, podendo, por exemplo, ser realizados concursos específicos para provimento do cargo de historiador em instituições públicas e privadas, o que não pode ocorrer enquanto não tivermos a profissão regulamentada. O projeto aprovado reserva o provimento de cargos, funções ou empregos de historiador aos portadores de Diplomas de graduação, mestrado ou doutorado em história. Isso implica o necessário registro profissional que, no projeto aprovado no Senado Federal, deverá ser feito junto às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego do local onde o profissional irá atuar, ou seja, a única burocracia que a regulamentação profissional trará será a de ter o historiador que comparecer, após o término da graduação ou do curso de pós-graduação que o habilita como profissional de história, munido do diploma, à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e registrar-se como profissional. O projeto não prevê e nem a ANPUH pensa em reivindicar a criação de Conselhos Nacional e Regionais para fiscalizar o exercício da profissão, muito menos a realização de uma prova como a exigida pela OAB para a concessão do registro profissional. A ANPUH não pretende tornar-se órgão de fiscalização profissional e sim continuar sendo entidade de representação profissional. Os profissionais de História, atuando no ensino ou na pesquisa, já são submetidos a constantes processos de avaliação de suas habilidades e competências. Para a entrada no serviço público, seja em que nível for, são submetidos a concursos públicos e seu desempenho é acompanhado pelas diferentes modalidades e formas de avaliação do ensino e da pesquisa instituídas pelos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Mesmo atuando na iniciativa privada, o profissional de história já está sujeito a periódicas avaliações, o que torna sem qualquer sentido a criação de instâncias de controle do desempenho. Os problemas éticos e jurídicos que podem envolver a atuação dos profissionais de história quando não já estão previstos na legislação, podem ser objeto de um código de ética específico, em debate atualmente no âmbito da ANPUH, sem que para isso seja necessária a criação de um aparato burocrático específico.

A luta pela regulamentação da profissão significa, portanto, para a ANPUH, a luta pelo reconhecimento profissional, a luta pela cidadania plena dos historiadores, a luta pela dignidade no exercício da profissão, o que não está em desacordo com a solidariedade necessária à luta de todos os trabalhadores pela dignidade do próprio trabalho e por seus direitos, mas, pelo contrário, é um capítulo desta luta, à medida que combate a precarização do trabalho, a desregulamentação das profissões, que só pode aparecer como um paraíso cor-de-rosa àqueles que defendem posições românticas e desligadas de uma análise mais atenta da realidade, já que não existe ordem social desinstitucionalizada ou possibilidade de se estar completamente fora do ordenamento social. O que não está institucionalizado, o que não está instituído nem por isso deixa de estar submetido ao ordenamento social, só que quase sempre de forma subalterna. Não estar regulamentado profissionalmente nada tem que ver com liberdade do trabalho, - a não ser com a liberdade do liberalismo que sabemos a quem serve -, mas quase sempre com uma subordinação e uma subalternidade ainda maior. Não somos contrários ao reconhecimento como historiadores, inclusive por parte da lei, com a proposição de uma emenda ao projeto aprovado no Senado, quando da tramitação na Câmara, daqueles profissionais com outras formações que militam há certo tempo, a ser definido em nossas discussões, no campo da história ou que possuem notório saber, adquirido através de uma prática durante anos, em nossa área do conhecimento. Mas somos contrários a que qualquer pessoa, sem a menor qualificação profissional, possa se dizer historiador e ocupar cargos, funções e empregos que devem ser reservados aos profissionais habilitados nesta área. Somos favoráveis à regulamentação da profissão porque valorizamos o trabalho que fazemos, porque sabemos todo o esforço que empreendemos para formar profissionais nesta área, porque como profissionais em atividade sabemos quão árdua foi toda a preparação que tivemos que fazer para exercer o nosso ofício com competência e com conhecimento de causa. Ser contrário à regulamentação é afirmar publicamente, para toda a sociedade, que nossa formação é dispensável, que os cursos que fizemos são desnecessários, que as habilidades e competências que tivemos que desenvolver mediante horas de estudo, de dedicação e de trabalho podem ser acessíveis a qualquer amador que se arvorar a freqüentar os arquivos e se dispor a ministrar aulas de história.

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Comentário de Arnaldo Ferreira Marques Júnior em 5 março 2015 às 0:50

Independente de firmar uma posição pró ou contra a regulamentação, há que se esclarecer uma confusão que algumas pessoas fazem (e que o texto da Anpuh não faz, fique claro).

Já ouvi de muita gente que, por não haver regulamentação, a profissão não existe e o poder público fica impedido de criar cargos de Historiador ou de promover concursos específicos para essa função.

Não é verdade.

O fato de não existir uma regulamentação junto ao Ministério do Trabalho não implica que a profissão não exista formalmente.

Em minha Carteira de Trabalho tenho um registro de "Assistente de Historiador" datado de 1986 (quando eu ainda estava na graduação) e um registro de "Historiador" de 1993.

A Prefeitura de Santos criou por volta de 1994 o cargo funcional formal de Historiador (que tinha e tem como pré-requisito para seus ocupantes ser graduado em História), havendo concurso para o mesmo em 1994 (inicialmente 6 vagas, depois reduzidas a 4), sendo os aprovados empossados em 1995. Sei o que falo porque fui um desses empossados.

E não se trata de um caso isolado: várias prefeituras brasileiras possuem hoje esse cargo formal, e possivelmente também governos estaduais. O Iphan é um dos órgãos federais que promove concursos específicos para historiadores, exigindo graduação em História.

Há um embate (e um impasse) histórico (com o perdão do trocadilho) na Prefeitura do Município de São Paulo, mas é um problema paulistano, não confundamos com o restante do poder público brasileiro.

É verdade que todos esses cargos de historiador e suas atribuições foram criados a partir de uma lógica que depende unicamente do bom senso dos empregadores, sejam públicos ou privados (fundações privadas, museus privados etc.), sem que, até agora, houvesse uma imposição legal superior para isso. A regulamentação torna compulsória a exigência do diploma e poderá embasar processos judiciais toda a vez que graduados em Histórias (ou pós-graduados etc. etc.) entenderem que a função está sendo exercida por pessoas de outras profissões.

Uma outra questão que só a regulamentação possibilita é a formação de sindicatos, além da instituição de pisos salariais e até mesmo a normatização das condições de trabalho, isto é, direitos como, digamos, o pagamento compulsório de adicional de insalubridade nos casos em que se trabalhe com documentação / acervo infestada de fungos, insetos etc. e coisas do gênero.

Acho porém curioso como essas questões práticas raramente são discutidas, limitando-se o debate a questões simbólicas (como o texto da Anpuh, apontando para a dignidade e o reconhecimento social da nossa atividade) ou mesmo a questões que, na prática, serão inócuas.

Talvez porque grande parte do debate é levado a cabo não por profissionais do mercado, e sim por acadêmicos estabilizados em universidades públicas, um tanto apartados da instabilidade da profissão extra-academia.

Seja como for, vem por aí uma instância burocrática de poder. É lutar para que seja benéfica e não viciosa e viciante.


Comentário de Dima Madureira em 14 outubro 2013 às 18:38

.

O HISTORIADOR NÃO PRECISA DE REGULAMENTAÇÃO

É uma atividade filosófica investigativa que precisa de liberdade e distância do governo. Regulamentar o historiador é aprisionar sua independência.

O historiador precisa de proteção contra o estado.

Se quiser ajudar o historiador, então liberte-os dos ditâmes acadêmicos, das forças governamentais  e ensine-os que história se faz referências documentais (sempre que possível) e não usar outros livros como evidência histórica.

Comentário de Seloé Pacheco em 22 dezembro 2011 às 18:20

Regulamentar dentro da Ética e do respeito a situação do Historiador, é fazer com que acabe com essa turma de pesquizadores  de Casa de Sebo , capaz de revistas,jornal sem fundo histórico, e até colecionadores de fotos antigas e outros............Assim todos que se graduarão com dignidade em História e continuam na lide do dia-a-dia e  se farão respeitar.

Abraços a todos

Comentário de Hosana Sampaio em 19 agosto 2011 às 17:49

A idéia de que o exercício do historiador é algo extremamente simples e acessível a todos é bastante corrente e isso acaba por depreciar o oficio do mesmo. A maioria das pessoas - infelizmente - ainda acredita na máxima de que para atuar no domínio da história basta única e exclusivamente saber  notificar aquilo que estar escrito nos livros e/ou ter disposição para se aventurar, por conta própria, na realização de pesquisas que muitas vezes acabam engendrando trabalhos inábeis, bisonhos.

O oficio de historiador é coisa séria, não é um hobby!!!  A profissão exige como já dizia MARC BLOC, uma sensibilidade e uma habilidade, além de um caráter erudito. Daí a importância da regulamentação da profissão de historiador, que segundo minha perspectiva, pode levar a uma expressiva valorização do profissional em questão.     

Comentário de Fred em 11 janeiro 2011 às 16:09

A ANPUH não representa todos os seguimentos dos graduados e pósgraduados em História. Esse é um dos problemas. Os interesses que a ANPUHparece representar são os dos professores universitários.

 

Todos que passaram por uma universidade sabem dos desvios que o mundinhoacadêmico vez e outra coloca para seus aspirantes... Quem não tem amigo nabanca tá enterrado !

 

O critério de acesso as cátedras é algo nebuloso e muitas vezes o maiscapaz é um empecilho para a "política da casa" e é preterido. Acaba oposto sendo ocupado por uma nulidade bem relacionada ! Não quero a institucionalizaçãodessas práticas formalizadas em lei ! 

Comentário de Fred em 11 janeiro 2011 às 11:24

Colegas

 

Li o projeto e espero que ele não se revele, se implementado, uma faca de dois gumes...


Muitas vezes as categorias clamam por regulamentação e quando ela chega não é nada daquilo que esperavam. As vezes trazem mais empecilhos que vantagens. É bom refletir sobre isso. Temo que uma regulamentação mal elaborada e delimitada possa se constituir em algo tipo o polêmico "ATO MÉDICO" (lembram???).

 

A possibilidade de um Conselho Regional ou Nacional de História, essa centralização de competências (atraente para vários de meus colegas), pode tornar-se um grande orgão supostamente "ISENTO" dizendo o que é e o que não é História ou quem é Historiador sério não me entusiasma muito. Pode ser um tiro no pé...


Sou a favor do reconhecimento e tipificação da profissão em carteira para fins trabalhistas, MAS nada além disso. A História precisa de liberdade e não de amarras. Todos devem poder escrever a História. Corremos o risco de, nos tornando o país dos Conselhos, legitimarmos sem nos darmos conta uma nova forma de censura. Sejamos mais críticos.

 

- Fred Oliveira

 

________________

Comentário de CLAUDINHA POETA LONDRINA BRASIL em 31 agosto 2010 às 23:59
PARABÉNS BRUNO LEAL

" HISTORIADORES CAMINHAM PELA CAUSA DE OUTRAS VERTENTES FERRENHAMENTE ,
PORÉM ESSAS CAUSAS VIVEM NAS NECESSIDADES DO TRABALHO
DA CIÊNCIA HISTÓRIA ...POIS SOMOS VIVOS,OK

NECESSITAMOS DA PRÓPRIA LEGISLAÇÃO SINDICAL PELA EXISTÊNCIA
NAS ENTRELINHAS DAS LUTAS DE CLASSE !!!!

UNINDO FORÇAS QUIÇA NOSSA HISTÓRIA GANHE FORÇA ???

SAUD--AÇÕES PO---ÉTICAS

E MORAIS DA HISTÓRIA NA HISTÓRIA DOS HISTORIADORES

CLAUDINHA POETA LONDRINA BRASIL
Comentário de CLAUDINHA POETA LONDRINA BRASIL em 31 agosto 2010 às 23:50
NA CICLICIDADE DA VIDA
TEMOS NOSSA OPÇÃO
DE SERMOS HUMANOS

TEMOS O DESEJO
DE SERMOS HUMANOS
TEMOS O SONHO DE HUMANIZAR,

PELAS VIAS VIRTUAIS
COM O PULSAR DAS VEIAS
ABERTAS PELA DEMOCRACIA !!!

OU SEJA BUSCAR E LUTAR
PELO ENTENDIMENTO LÓGICO
DAS NECESSIDADES HUMANAS
EM NOSSO AMADO " BRASIL "

CAMARADAS DA HISTÓRIA VIVA
QUE SEJA SINDICALIZADO PELA MANIFESTAÇÃO
DE SER ATIVO PELO DIREITO DE ATUAR ,SIM

COM LIBERDADE , COM IGUALDADE ,COM FRATERNIDADE
NOS TRAMITE DA CONSTRUÇÃO DA IMAGEM CULTURAL
QUE REFLETIR NOSSA LUTA PELA LEGISLAÇÃO
E JURISDIÇÃO DE S FERRAMENTAS TEORICAS
DE DESVENDAR ATOS E FATOS !!!

PELAS VERDADES DA NOSSA HISTÓRIA VIVA
EM LUTA COMO FORÇA REVOLUCIONÁRIA POLITICA
POIS NOSSA CIÊNCIA HISTÓRIA TEM VERTENTES REAIS
DE DEBRUÇAR NAS MAZELAS E TRANSFORMA-LAS

EM PROJETO DE DIGNIDADE DA VIDA DA SOCIEDADE

OS PROFISSIONAIS DA CIÊNCIA GEOGRAFIA
TEM SINDICATO ...PORQUÊ ???

DEUS PROPORCIONE SUCESSO
AOS MOVIMENTOS DA REGULAMENTAÇÃO
DA PROFISSÃO HISTORIADOR
EM NOSSO BRASIL !!!

POIS EMPREENDEDORISMO
DE EVOLUÇÃO E REVOLUÇÃO
VIVE NO CORPO & ALMA
DA HISTÓRIA VIVA !!!

CIÊNCIA HISTÓRIA
PODER DA CIVILIZAÇÃO
DA MENTALIDADE SOCIAL

POLITICA - MENTE
ECONOMICA - MENTE

DEMOCRÁTICA DE FATO

CLAUDINHA POETA
LONDRINA BRASIL
Comentário de Natália Souza Ramos em 19 abril 2010 às 14:01
Sou favorável a regulamentação da profissão de historiador, pois vejo profissionais de outras áreas entrando em um campo muito sério de pesquisa, onde aprendemos a executar um método, que na maioria das vezes é deixado de lado por eles.

Meu campo de pesquisa é História da Medicina, e tenho que me conformar com o fato de os médicos serem interessados pelo assunto, tomando o nosso lugar na publicação de obras e até em palestras, onde na verdade estes deveriam ser os lugares do historiador. Vejo também que eles não tem método algum, que fica ainda muito longe do da Escola Metódica: Os médicos do passado são tratados como deuses, heróis e coisas do tipo, mas de maneira muito mais exaltada do que fariam os metódicos. Assim como, vejo que eles não dão a mínima para as fontes de pesquisa.

O reconhecimento da profissão está para mim como para o Senador Paulo Paim: "Num mundo onde a qualidade e a excelência de bens e serviços vêm se sofisticando cada vez mais, os historiadores devem ter sua profissão regulamentada, pois seu trabalho não mais comporta amadores ou aventureiros de primeira viagem."
Comentário de Aline Fernandes em 17 abril 2010 às 15:11
Esta discursão é muito importante, pois vivemos uma realidade social totalmente contrária ao historiador; o que mais encontramos são pessoas de outras áreas aventurando-se na história e defendendo a idéia de que é fácil a profisão do historiador. Se não nos levantarmos pra lembrar os anos de lutas, e defender os possíveis anos que ainda virão, estaremos concordando com a ineficácia da nossa formação. Que possamos conquistar o nosso reconhecimento enauanto profissionais que somos!

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