Diversidade étnica
Palavras chaves: cultura, diversidade, etnocentrismo.
Os debates sobre temas como diversidade cultural tornam-se cada dia mais comuns em nossa sociedade, no obstante as diversidades presentes em nossa e em outras culturas ainda sofrem com posicionamento de grupos que se comportam de forma etnocêntrica que não respeitam a diversidade étnica cultural e religiosa e pior se posicionam muitas vezes de forma segregadora e até violenta.
Uma análise do cotidiano a partir de um senso comum acaba por levarmos a construção de juízos de valor que nada condizem com uma visão científica ou humanitária e tem consequências nefastas com a deturpada criação de estereótipos que sempre conduziram a sociedade para embates que excluíram, dizimaram através de etnocídios e genocídios injustificáveis.
Processos como a aculturação ao longo do tempo tem como objetivo extinguir a cultura do “outro” impondo uma visão unilateral de sociedade, organização política e religiosa ao grupo que é subjugado pelo poder de outra etnia de forma impositória.
Essa visão preconceituosa sempre trouxe para nossa sociedade históricos conflitos interétnicos que exemplificamos com as disputas entre palestinos e israelenses, curdos e sunitas, sérvios e croatas, hutus e tutis etc. Etnias outras como ciganos, indígenas foram vítimas de racismo e exclusão (e ainda são) estigmatizados por sociedades excludentes.
No Brasil Colonial, negros de várias etnias e indígenas foram vítimas de um sistema
*(REIS, Jair Bastos; Licenciatura em História Faculdade de Tecnologia e Ciências)
segregador e escravocrata esse processo colocou essas referidas populações a margem da construção de nação e gerando como conseqüência um grande “fosso social”.
Diante de uma visão dos iluministas do século XVIII a palavra cultura se relaciona
como somatório de conhecimentos acumulados e se tomarmos esse conceito como base para explicar e entender a cultura vamos perceber que não existe povo sem cultura ou hierarquização cultural ao contrário do que defendiam os eurocentristas a diversidade cultural não deve ser analisada como primitivismo e cultura superior evitando assim a fricção interétnica.
A força de uma cultura não deve ser negligenciada, pois temos como exemplos históricos tentativas de aculturação de povos sem sucesso, pois, estes conseguiram manter suas tradições, podemos citar a busca de imposição da cultura européia aos povos negros no Brasil e mais recentemente o panorama da geopolítica de globalização da economica mundial que ao contrário do que aconteceu com a economia não houve uma hegemonização da cultura em face de uma imposição imperialista.
Compreender a pluralidade interétnica e respeitar os traços que cada etnia traz é dar liberdade para manifestação desses traços que é a mais pura manifestação identitária de cada povo. A dinâmica cultural é resultado do entrelaçamento de culturas tendo como conseqüência disso a diversidade presente em nossa sociedade tal como acontece em várias outras partes do mundo.
O antagonismo entre as etnias a intolerância religiosa, de gêneros, da cor da pele, dos traços físicos, das ideologias e das questões sócio-econômicas excluem e segregam fato que podemos exemplificar com os horrores do apartheid na África do Sul e o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra.
A opinião do homem sobre o mundo e as coisas como um todo é fortemente influenciada por suas relações sociais ele é resultado de uma sociogênese que tem toda uma base formada em sua cultura e história pessoal e isso cria, transforma os conceitos dele sobre o outro. A historiografia brasileira ou luso-brasileira foi responsável por criar no imaginário coletivo de nossa sociedade uma erronia uniformização dos negros enquanto escravos uma
*(REIS, Jair Bastos; Licenciatura em História Faculdade de Tecnologia e Ciências)
equivocada homogeneização dentro de uma concepção eurocêntrica do colonizador ou seja, uma história do ponto de vista dos eurodescendentes.
Para justificar o racismo, cientistas como Nina Rodrigues, teorizou sobre uma possível inferioridade do negro e do mestiço o que justificaria os movimentos sociais violentos como exemplo a Guerra de Canudos (quando na verdade a violência dos conselheristas foi uma
reação a iniciada pelo Estado Republicano). Influenciado pelo pensamento de Darwin, Nina Rodrigues buscou aplicar suas teorias as relações sociais tornando-se defensor do evolucionismo social e divulgador da teoria do branqueamento da população como solução para conter o aumento da população negra e mestiça de forma a evitar a formação de uma sociedade bárbara.
O desenvolvimento da identidade é elaborado a partir de uma estrutura de produção e reprodução da memória coletiva ao longo do tempo, o despertar de uma postura de alteridade é fundamento indispensável para uma um melhor relacionamento entre os diferentes grupos étnicos.
Busca a construção de uma sociedade que respeite as “diferenças”, as individualidades é fundamental para criar uma cultura de paz, no obstante este ainda é um ideal utópico. Mas poderemos no futuro aproximarmos deste ideal ou acirrarmos ainda mais as animosidades isso depende do nosso olhar para o outro e sua cultura.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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