Existem motivos que nos levam a escrever ou falar sobre a realidade dos fatos, as vezes são para criticar e outros para elogiar porque na causa indígena não existe o meio termo. Nesse caso é para elogiar UM MOVIMENTO REALMENTE INDÍGENA dos índios Pataxós que chegaram a ser considerados extintos por parte daqueles que deveriam ser os primeiros a lhes dar o apoio necessário.
No entanto o instinto indígena de lutar pela sua sobrevivência através de sua terra, falou mais alto e isso incluiu até a enfrentar o poder de governo, coisa que a maioria dos povos indígenas não enfrenta com a desculpa que é melhor se unir ao mais forte, pelo menos é assim aqui no Amazonas, o estado que mais tem índio no Brasil... Pois bem, a luta foi grande e longa mas prevaleceu a famosa PACIÊNCIA INDÍGENA, o jogo da inteligência que foi herdada pelos seus antepassados e que certamente será repassada aos seus descendentes.
Existem casos nos quais os que se identificam como índios visam apenas os benefícios sociais não mostram seus valores culturais, usos e costumes, não tem amor pela mãe terra, é como se continuassem tutelados ao velho sistema arcaico de 1500, agem como estivessem sob coação política e o que é pior dizem que são independentes, será que eles já sabem o significado do que é ser independente? Será que ainda sabem ir a luta como os Pataxós? Ou só sabem correr atrás da bolsa isso ou aquilo.
Lembram do genocídio com o índio Galdino Pataxó em 1997, em Brasília? Que tinha ido a Brasília lutar para que as terras onde sempre foi o habitar de seu povo fosse respeitada, mais infelizmente cansado de falar sem ser ouvido pelas autoridades de Brasília, parou para descansar em um banco de praça, foi queimado vivo por um grupo de irresponsáveis sádicos. Mais seu povo na Bahia, após sofrerem todos esses tipos de agressões, tiveram forças para continuar na luta pelo reconhecimento da justiça, sobre suas terras.
Quando essa terra foi invadida por Cabral em 1500 era estimado que houvesse em nosso território 6 milhões de indígenas e hoje segundo censo do IBGE, não passam de 900 mil (não sei quais foram os critérios usado pelo IBGE).
Por uns tempos até parei de escrever matérias são sempre os assuntos os mesmos: encontros, palestras, a febre do momento, sustentabilidade, mas nada disso leva a algum lugar só ficam promessas, inclusive os índios não tem sequer autonomia, ficam sempre na ajuda.
Ainda bem que aconteceu essa vitória indígena dos Pataxós que se sobrepôs aos festejos do dia do índio os quais já estavam a um passo de serem não só expulsos de suas terras mais, de serem extintos de fato. Esperamos que isso um bom exemplo para aqueles parentes que realmente lutam pelos direitos da COLETIVIDADE INDÍGENA e não só pela própria causa pessoal.
foto do site: radarnoticia.com.br
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Comentário de Bruno Leal em 4 maio 2012 às 10:12 Bacana!
Há outros colegas discutindo esse assunto no Café. Espero que se torne um tema realmente mais debatido.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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