O objetivo deste ensaio é enfatizar um comportamento que tem sido comum e negativo no espaço social da Internet: a dominação sexual e chauvinista masculina.
O termo “chauvinista” foi aplicado às ideias exacerbadas do nacionalismo e etnocentrismo ainda sob uma influência romântica e imperialista do século XIX. As nações européias invadiram e dominaram os continentes africano e asiático, impondo o modelo do sistema capitalista. As populações destes continentes foram consideradas bárbaras e inferiores.
Posteriormente, como uma influência da dominação “branca”, também achou espaço no cenário das rejeições dos contrários, e um de seus focos foi as relações de dominação entre os gêneros: homens x mulheres.
Podemos correr com os nossos olhos o século XX. O que veremos? Uma história de luta por igualdade de direitos entre os dois sexos: sufrágio universal, direitos trabalhistas, combate à violência doméstica e sexual. As Guerras Mundiais foram fatores de emancipação feminina, enquanto os homens estavam no front, as suas esposas, mães e irmãs estavam nas fábricas labutando pela pátria e por seus homens. E os anos que se seguiram até a década de sessenta, a luta feminista alcançou seu apogeu quando o movimento de liberação das mulheres explodiu barris de pólvoras em queimas de soutiens e críticas ao machismo persistente na selvagem sociedade capitalista.
A necessidade de impor à sociedade a sua importância enquanto agente social, fez com que as mulheres cortassem os cabelos curtos à moda masculina, além de adotar o uso das calças compridas e do terninho, plagiando de uma maneira bem charmosa o terno masculino. Saíram de casa para a universidade e para o mercado de trabalho. Aos poucos, chegaram ao topo de conhecimento, da intrepidez, da competência em todos os seus papeis sociais: executivas, cientistas, doutoras, professoras e mães de família. Todavia, sem perder a candura e a feminilidade.
O sexo masculino teve que reconhecer o potencial feminino. Mas, neste universo dos que reconheceram, podemos afirmar que uma minoria, de fato, é unânime em aceitar que o sexo feminino tem seu valor inestimável. Em contrapartida, ainda são identificados em falas, comentários maldosos, assédios sexuais, violências domésticas e em lugares de trabalho, uma maioria contaminada ainda com o ranço do antigo chauvinismo. Nas redes sociais da Internet, e nos papos online, é comum percebermos a ótica machista e prepotente. Alguns do sexo masculino agem como verdadeiros predadores, saem a caçar mulheres como se fossem presas fáceis. Há um fator enraizado no comportamento masculino, o antigo troglodita ainda está presente na memória genética, se antes pegavam as mulheres pelos cabelos, ou as submetiam ao olhar intimidador de donos, atualmente, invadem os espaços de bate-papo para uma transa virtual. Algo fútil e efêmero, totalmente impessoal. Depois, tentam escravizar as desavisadas sonhadoras ou, como os próprios predadores classificam, as mal-amadas mulheres.
Um espaço de diálogo passa a ser uma arena de conflitantes encontros. Um jogo de gato e rato passa a ser travado. Um confronto entre homens que usam o lugar de trabalho para acessar a Internet e as redes sociais, assumindo o papel de conquistadores e dominadores, e mulheres que, lamentavelmente, ainda estão presas às antigas tradições de submissão, e muitas por inúmeras desilusões, sonham com um amor perfeito e promessas românticas, transformando-se em presas indefesas num momento de fragilidade ou de idealismo. Pobres mulheres que, assim como os africanos eram diminuídos e inferiorizados, elas também são chamadas de vadias e escravas.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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