
Estudo Comparado. galego-português e tupi-brasileiro.
Por: Ricardo Augusto Bezerra Tiné.
Guaraí-TO., 22.08.2009.
Um exemplo a ser seguido.
“Hai que notar que tanto o galego coma o portugués son derivados do antigo galego, chamado habitualmente galego-portugués. As dúas linguas comezaron se afastaren progresivamente coa separación política de Portugal e Galicia”.
(Real Academia Galega).
Tradução para a língua brasileira:
“Há que se notar que tanto a língua galega como a portuguesa são derivadas do galego antigo. As duas línguas começaram a se afastar progressivamente com a separação política de Portugal e Galiza”.
Notem que não se fala em português antigo, pois esse nunca existiu. Só a partir de 1143 (Tratado de Zamora) é que Portugal foi reconhecido como nação soberana e falava uma mistura de galego antigo com latim vulgar. A denominação de “língua portuguesa” foi estabelecida apenas em 1296.
Um exemplo européu (Galiza) e uma vergonha Sul-Americana (Brazil):
Galicia ou Galiza é uma nação estabelecida jurídica e administrativamente desde 1978 como comunidade autónoma com estatus de “Nacionalidade Histórica”, segundo a Constituição Espanhola e o seu Estatuto de Autonomia, dentro do reino de Espanha. Está situada no extremo noroeste da Península Ibérica e limita-se, ao leste, com Asturias, Castela e León, ao oeste com o Océano Atlántico, ao norte com o Mar Cantábrico e, ao sul com a República de Portugal.
Tem como língua própria o galego, similar e de origem comum com o portugués, e divide oficialidade com o castelhano, que é oficial em todo o Estado Espanhol.
Possui uma população de 2.784.169 habitantes, equivalentes a 6,03% da população espanhola, um território de 29.574 km², equivalentes a 5,8% do território espanhol e é independente na política e na língua, tanto de Portugal como da Espanha.
“Embora se reconheça a importância do português e das outras línguas vizinhas, o modelo de língua culta do galego tem de ser construído desde dentro, de preferência a partir de recursos próprios ou criando-os quando não os fornecem as variedades dialetais, nem as medievais nem outras línguas, ou não forem satisfatórios para as autoridades linguísticas. Para tal concepção, esta é a melhor maneira tanto de não perder a identificação dos galego-falantes com a sua língua quanto de não produzir rejeição face à língua padrão da parte dos possíveis futuros galegos-falantes ou das pessoas bilíngues”.
(Os isolacionistas defensores do galego).
BRAZIL:
O que dizer, ou o que pensar de um país de aproximadamente 200.000.000 de habitantes e 8.000.000 km², que tem uma Academia Brazileira de Letras submetida aos princípios e à gramatica do povo português? Isso é uma vergonha, uma demonstração de incapacidade histórica, um explícito e vergonhoso desrespeito aos nossos antepassados. Qual o argumento que serviria para abrir a cabeça desses acéfalos?
Que tal este argumento?
O Brazil é um país soberano desde 07 de setembro de 1822. Os portugueses e outros povos que aqui estiveram é que precisaram aprender a proto-língua brasileira de 1500 até o ano de 1757 (reforma pombalina). Portanto, lá se foram 257 anos de aprendizado da nossa língua materna, para daí então, terem o direito de apenas traduzirem a matriz da língua brasileira. Mas isso não implica no direito de se apoderarem da nomeclatura, da história e da gramática da língua dos brasileiros. Eles tentaram com a Galiza, mas não conseguiram.
Ou este?
O interesse pela língua tupi passa pelo sentimento de brasilidade e de identificação da nossa cultura primária. A descoberta de civilizações e povos antigos no Brazil em períodos remotíssimos, cerca de 9.000 a.c. faz com que haja um interesse cada vez maior por essas nossas origens. Instituições e empresas governamentais têm apoiado o estudo e a disseminação de informações sobre essa história tão fascinante.
Os primeiros homens que chegaram ao Nordeste brasileiro pertenciam a grupos Asiáticos como, aliás, todos os habitantes das Américas, anteriores à invasão européia. Dentro das naturais variedades, existe, portanto, uma homogeneidade indiscutível nos diferentes grupos humanos brasileiros, o que identifica todos os nativos Sul-Americanos como oriundos de uma mesma origem.
(Museu de Arqueologia do Xingó).
. O português no mundo: A manutenção de uma farsa.
O mundo lusófono (que fala português) é avaliado hoje entre 190 e 230 milhões de pessoas. O português é a oitava língua mais falada do planeta, terceira entre as línguas ocidentais, após o inglês e o castelhano.
O português é a língua oficial em oito países de quatro continentes:
• Angola (10,9 milhões de habitantes)
• Brasil (185 milhões)
• Cabo Verde (415 mil)
• Guiné Bissau (1,4 milhão)
• Moçambique (18,8 milhões)
• Portugal (10,5 milhões)
• São Tomé e Príncipe (182 mil)
• Timor Leste (800 mil).
Agora vamos aos fatos concretos:
3.4.a. Angola
O português é a língua oficial de Angola. Em 1983, 60% dos moradores declararam que o português é sua língua materna, embora estimativas indiquem que 70% da população fale uma das línguas nativas como primeira ou segunda língua.
Além do português, Angola abriga cerca de onze grupos lingüísticos principais, que podem ser subdivididos em diversos dialetos (cerca de noventa). As línguas principais são: o umbundu, falado pelo grupo ovimbundu (parte central do país); o kikongo, falado pelos bakongo, ao norte, e o chokwe-lunda e o kioko-lunda, ambos ao nordeste. Há ainda o kimbundu, falado pelos mbundos, mbakas, ndongos e mbondos, grupos aparentados que ocupam parte do litoral, incluindo a capital Luanda.
Talvez em razão dessa variedade lingüística original, o português acabou por se tornar uma espécie de língua franca, que facilitava a comunicação entre os diversos grupos. Em contato com as línguas nativas, o português também sofreu modificações, dando origem a falares crioulos, conhecidos como pequeno português, ou popularmente, como pretoguês.
3.4.b. Cabo Verde
O português é a língua oficial de Cabo Verde, utilizada em toda a documentação oficial e administrativa. É também a língua das rádios e televisões e, principalmente, a língua de escolarização.
Paralelamente, nas restantes situações de comunicação (incluindo a fala quotidiana), utiliza-se o cabo-verdiano, um crioulo que mescla o português arcaico a línguas africanas. O crioulo divide-se em dois dialetos com algumas variantes em pronúncias e vocabulários: os das ilhas de Barlavento, ao norte, e os das ilhas de Sotavento, ao sul.
3.4.c. Guiné-Bissau
Em 1983, 44% da população falava crioulos de base portuguesa, 11% falava o português e o restante, inúmeras línguas africanas. O crioulo da Guiné-Bissau possui dois dialetos, o de Bissau e o de Cacheu, no norte do país.
A presença do português em Guiné-Bissau não está consolidada, pois apenas uma pequena percentagem da população guineense tem o português como a língua materna e menos de 15% tem um domínio aceitável da Língua Portuguesa. A zona lusófona corresponde ao espaço geográfico conhecido como "a praça", que corresponde à zona central e comercial da capital (Bissau).
A situação se agrava devido ao fato da Guiné-Bissau ser um país encravado entre países francófonos e com uma comunidade imigrante expressiva vinda do Senegal e da Guiné (também conhecida como Guiné-Conakri). Por causa da abertura à integração sub-regional e da grande participação dos imigrantes francófonos no comércio, existe presentemente uma grande tendência de as pessoas utilizarem e aprenderem mais o francês do que o português. Há aqueles que defendem que, atualmente, o francês já é a segunda língua mais falada na Guiné, depois do crioulo.
3.4.d. Moçambique
Moçambique está entre os países onde o português tem o estatuto de língua oficial, sendo falada, essencialmente como segunda língua, por uma parte da sua população.
De acordo com dados do Censo de 1980, o português era falado por cerca de 25% da população e constituía a língua materna de pouco mais de 1% dos moçambicanos. Os dados do Censo de 1997 indicam que a percentagem atual de falantes de Português já é de 39,6%, que 8,8% usam o português para falar em casa e que 6,5% consideram o português como sua língua materna. A vasta maioria das pessoas que têm a língua portuguesa como materna reside nas áreas urbanas do país, e são os cidadãos urbanos, principalmente, que adotam o português como língua de uso em casa. No país como um todo, a maioria da população fala línguas do grupo bantu. A língua materna mais frequente é o emakhuwa (26.3%); em segundo lugar está o xichangana (11.4%) e em terceiro, o elomwe (7.9%).
3.4.e. São Tomé e Príncipe
Em São Tomé fala-se o forro, o angolar, o tonga e o monco (línguas locais), além do português. O forro (ou são-tomense) é um crioulo de origem portuguesa, que se originou da antiga língua falada pela população mestiça e livre das cidades. No século XVI, naufragou perto da ilha um barco de escravos angolanos, muitos dos quais conseguiram nadar até a ilha e formar um grupo étnico a parte. Este grupo fala o angolar, um outro crioulo de base portuguesa mas com mais termos de origem bantu. Há cerca de 78% de semelhanças entre o forro e o angolar. O tonga é um crioulo com base no português e em outras línguas africanas. É falado pela comunidade descendente dos "serviçais", trabalhadores trazidos sob contrato de outros países africanos, principalmente Angola, Moçambique e Cabo-Verde.
A ilha do Príncipe fala principalmente o monco (ou principense), um outro crioulo de base portuguesa e com possíveis acréscimos de outras línguas indo-européias. Outra língua muito falada em Príncipe (e também em São Tomé) é o crioulo cabo-verdiano, trazido pelos milhares de cabo-verdianos que emigraram para o país no século XX para trabalharem na agricultura.
O português corrente de São Tomé e Príncipe guarda muitos traços do português arcaico na pronúncia, no léxico e até na construção sintática. Era a língua falada pela população culta, pela classe média e pelos donos de propriedades. Atualmente, é o português falado pela população em geral, enquanto que a classe política e a alta sociedade utilizam o português europeu padrão, muitas vezes aprendido durante os estudos feitos em Portugal.
3.4.f. Outras regiões da África
A influência portuguesa na África deu-se também em algumas outras regiões isoladas, muitas vezes levando à aparição de crioulos de base portuguesa:
Ano Bom, na Guiné Equatorial.
Em Ano Bom, uma ilha a 400 km ao sul de São Tomé, fala-se o ano-bonense, bastante similar ao são-tomense. Tal fato explica-se por haver sido a ilha povoada por escravos vindos de São Tomé.
Casamança, no Senegal.
O crioulo de Casamança só se fala na capital, Ziguinchor, uma cidade fundada por portugueses (seu nome deriva da expressão portuguesa cheguei e chorei). Está na órbita lexical do crioulo de Cacheu, na Guiné-Bissau.
3.5. O português na Ásia
Embora nos séculos XVI e XVII o português tenha sido largamente utilizado nos portos da Índia e sudeste da Ásia, atualmente ele só sobrevive na sua forma padrão em alguns pontos isolados:
• no Timor leste, território sob administração portuguesa até 1975, quando foi invadido e anexado ilegalmente pela Indonésia. A língua local é o tetum, mas uma parcela da população domina o português.
• em Macau, território chinês que esteve sob administração portuguesa até 1999. O português é uma das línguas oficiais, ao lado do chinês, mas só é utilizado pela administração e falado por uma parte minoritária da população;
• no estado indiano de Goa, possessão portuguesa até 1961, onde vem sendo substituído pelo konkani (língua oficial) e pelo inglês.
Dos crioulos da Ásia e Oceania, outrora bastante numerosos, subsistem apenas os de Damão, Jaipur e Diu, na Índia; de Málaca, na Malásia; do Timor; de Macau; do Sri-Lanka; e de Java, na Indonésia (em algumas dessas cidades ou regiões há também grupos que utilizam o português).
OBS.
No Brasil, basta dizer que mais de 180 nações indígenas têm como língua-mãe o Tupi e seus derivados.
Como pode Portugal ter a petulância de tomar para si a língua que nós brasileiros falamos? E como é possível os brasileiros aceitarem essa situação de subordinação, se a língua deles é muito mais miscigenada do que a nossa?
Para responder a essas duas indagações, teremos que abordar três aspectos históricos e culturais entre as duas nações: Em primeiro lugar, teremos que reconhecer que Portugal está explorando uma situação que lhe é permitida pelo povo explorado até hoje; Em segundo lugar, teremos que olhar para nós mesmos e reconhecer que somos um povo alienado e totalmente desinteressado pela nossa história e pela nossa cultura; e em terceiro, temos que nos conformar com a incompetência e a inércia dos nossos três poderes constituídos, que não pesquisam sobre as nossas origens, que aceitam ou se beneficiam de uma história contada apenas pela metade, e que formulam nossas leis, ou ratificam as leis dos outros de modo inconseqüente; como é o caso da constituição de 1988 que criou um decreto lei que enaltece a reforma pombalina, no que diz respeito à oralidade e à escrita dos brasileiros.
O Dicionário Histórico das Palavras Portuguesas de Origem Tupi (Antônio Geraldo da Cunha, 1978) é, sobre tais aspectos, de um valor tal, que passará a ser necessariamente ponto de referência para os pesquisadores da modalidade falada e escrita do “português do Brasil”, quando se falar em “empréstimos” vindos de fontes brasílicas ou afins:
Há que, quanto aos “empréstimos” tupis averbados neste dicionário, fazer uma pequena digressão, relacionada com a noção mesma de “empréstimo”, que – no pensar deste humilde prefaciador – é às vezes abusivamente invocada, quando uma teoria “geral” lingüística não recobre fenômenos a ela, noção de “empréstimo”, pertinentes: assim, uma sistemática fonológica que não abarque fenômenos fonológicos relacionados com vocábulos que não são do acervo primitivo – e sua “evolução” e sua “estruturação” puras -, tais fenômenos são comodamente descartados, por serem conexos com “empréstimos”: no corpus lexical geral da língua isso chega a ser trágico, já que, sem exagero, no mínimo 90% desse corpus são empréstimos, confinando-se assim, a teoria de uma “parte menor”, ainda que maior frequencialmente falando, – o que, evidentemente, é algo por demonstrar ou provar, segundo os dialetos sociais e os idioletos. A problemática aqui aflorada muito por alto presume que, para um estado estrutural fonológico dado, há, necessariamente, um nível sintático (e morfológico, e morfossintático) e um nível lexical dados, razão por que, em se tratando de uma língua de cultura – isto é, de aquisição a um tempo por tradição oral “pura” e por tradição socialmente institucionalizada em estabelecimentos de ensino ou por meio de transmissão de massa universalistas -, esse estado fonológico é insatisfatório ou insuficiente ou “teórico” se não leva em conta aquela correlação de níveis.
O autor achou necessário considerar de origem tupi não só os vocábulos originalmente tupis tomados de “empréstimos” e integrados no vocabulário da modalidade americana do português “brasileiro”, mas também os vocábulos derivados desses vocábulos já integrados (caju, cajueiro, cajuzeiro cajual etc.).
(Antônio Houaiss).
Brasileiros! Aprendam a desprezar uma história recheada de pormenores exclusos que foram imputadas em nossos DNA’s para nos conservar colonos e subservientes de uma minoria hipócrita de parasitas lusófonos coloniais.
Mostra tua língua, tua força e teu sangue BRASIL!!!!!!!!!!
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