Arquivo Café História - Os Novos Desafios da Geração.com

Os novos desafios da Geração.com

Por Bruno Leal*

Entenda como as novas tecnologias da comunicação estão propondo novas perspectivas para educadores e estudantes.

Eles também são conhecidos como "Geração Y" ou ainda como "Nativos Digitais". São jovens nascidos depois dos anos 1980 e que têm como principal característica suas múltiplas habilidades multimídias: são capazes de estudar, ouvir música, acessar a internet e enviar mensagens de celular, tudo ao mesmo tempo e sem perder a concentração. Essa nova geração gosta de todo tipo de novidade: criam blogs, participam de redes sociais, zapeiam de um site para outro, estão sempre escutando seus MP3 favoritos no metrô ou no ônibus. Eles estão em toda parte.

Esses meninos e meninas, hoje homens e mulheres, cresceram nos últimos trinta anos jogando video-games, enviando e-mails, repassando links e testemunhando o crescimento da tecnologia móvel. Esses chamados "nativos digitais" fazem parte de uma nova linguagem que está mudando tudo a nossa volta, inclusive a educação. Mas quando surgiu esse termo? Quem o inventou?

O termo “Nativos Digitais” foi criado em 2007 por Marc Prensky, pesquisador americano que trabalha com o desenvolvendo de games educativos. Para Prensky, os "Nativos Digitais" contrapõe-se a outro grupo: os "Imigrantes Digitais". Este grupo, por sua vez, seria composto por pessoas que não cresceram na Era Digital, mas que estão tendo que aprender a lidar com as novas tecnologias, aceitando-as ou, em alguns casos mais radicais, recusando-as. Em muitos casos, esse "Imigrante Digital" aprende a dominar a nova linguagem e os novos hábitos digitais. No entanto, como todo imigrante, o sotaque deixa transparecer a sua ascendência estrangeira. Para Prensky, um sujeito cheio de bom humor, o imigrante digital possui o seu sotaque como qualquer imigrante: é o funcionário de escritório que chama o colega de baia para ver um site ao invés de enviar o link ou, por exemplo, o indivíduo que imprime o e-mail para poder lê-lo com mais tranqüilidade.

Falando sobre o tema com a revista Digital ,de OGLOBO, Muniz Sodré, professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), defendeu que é errado pensar que a interatividade e o "digitalismo" são propriedades da máquina. Para o Sodré, existe um descompasso entre modelos educacionais: "Este é um momento polifônico, de vozes que precisam se juntar. Os professores ainda estão num modelo criado no Século XIX, o de prisão e igreja, no qual o professor é um pregador e a interatividade é mínima. Mas a era polifônica obrigada que o ambiente seja interativo. Eles precisam se abrir para as novas tecnologias e as novas formas de pluralidade".

Interessou-se pelo assunto? Discorda? Achou-se em uma dessas duas classificações didáticas? Então, conheça mais o site do educador Marc Prensky (http://www.marcprensky.com/). Nele, você poderá ler os principais artigos escritos por ele, em formato PDF, possíveis de serem copiados. Você também poderá saber o que anda fazendo Prensky: seus livros, projetos e contribuições pra a área de educação. Uma nova revolução começou. Entendê-la melhor é a melhor maneira de você fazer parte dela.


Bruno Leal: Editor e Fundador do Café História. Doutorando em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHIS/UFRJ). Mestre em Memória Social (PPGMS/UNIRIO). Graduado em História e Comunicação Social. Professor-Tutor do curso EAD de História da Unirio. Pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da uFRJ (NIEJ/UFRJ). Consultor na área de mídias sociais e história digital.

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