Arquivo Café História | Nas ondas sonoras da Sino Azul

Nas ondas sonoras da Sino Azul

Acervo de revista pertencente a antiga Companhia Telefônica Brasileira é digitalizado e disponibilizado em grande estilo na internet

"Sino Azul, sentindo em seu bojo ainda a resonancia das vibrações festivas de Natal, transforma-se hoje em magestoso carrilhão de melodioso timbre, para, em ondas sonoras, tangidas pelo sentimento de cordialidade, enviar ao coração de todos os empregados de telephones o seu voto sincero de felicidade pela passagem do Anno Bom". É com essa linguagem pomposa e cheia de emoção que a revista "Sino Azul" se dirigia a seus leitores – empregados da antiga Companhia Telefônica Brasileira (CTB) – em seu primeiro número, lançado nos primeiros dias de janeiro de 1928. A revista, porém, pode ser lida, a partir de agora, por um público muito mais amplo. É que a Fundação Telefônica digitalizou todo o acervo da revista, possibilitando a pesquisadores do mundo todo o acesso a um vasto material histórico que ajuda a contar um pouco da história da comunicação no país. (Acesse gratuitamente: http://www.colecaosinoazul.org.br/)

A “Sino Azul” foi o veículo de comunicação interna oficial da então CTB, que prestava serviços de telefonia em grande parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Marco importante na história da comunicação empresarial no país, a revista acompanhava a evolução das telecomunicações no Brasil, dando destaque a fatos como a introdução de cabos submarinos, a comunicação via rádio ou ainda o uso do telefone sem o auxílio de telefonistas. Em São Paulo, a publicação circulou entre os anos de 1920 e 1970. No Rio de Janeiro, entretanto, ela continuou sendo publicada pela antiga TELERJ até 1989.

Segundo a Fundação Telefônica, instituição herdeira desse acervo e que hoje controla a maior parte da Ação Social e Cultural do Grupo Telefônica no mundo, o projeto de digitalização visa preservar e divulgar a memória da revista, tornar seu acervo mais acessível a pesquisadores e também a população em geral. Foram transpostas para o meio digital as 350 edições da revista. Mas esse trabalho de transposição não foi fácil. O primeiro passo foi microfilmar todos os exemplares do acervo. Em seguida, cada página foi digitalizada e uma equipe de bibliotecários realizou a indexação de todos os números, que foram catalogados num banco de dados estruturado seguindo o formato bibliográfico internacional Marc 21. O projeto teve apoio decisivo da Lei Rouanet.

O design do site é muito bonito, extremamente cuidadoso. As revistas estão divididas por ano e também é possível realizar uma busca avançada em seu conteúdo através do cruzamento de nome do autor, palavra, título, notas, assuntos e locais de publicação. Para acessar o conteúdo, basta clicar na capa da edição escolhida e começar a folhear. E para quem não quer perder absolutamente nada, o site permite um ótimo zoom em todas as páginas.

O único inconveniente do projeto é a demora no carregamento do conteúdo. Se você possui conexão discada, pode desistir. Nós acessamos o site com uma conexão banda larga de um mega e tivemos que tomar alguns cafezinhos expressos antes de ler alguma coisa. Sorte nossa que adoramos a bebida e que a espera valeu a pena, pois é tudo muito bem produzido.

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Comentário de Leila Ossola em 30 julho 2010 às 5:06
Muito bom o artigo, estou compartilhando com amigos que pesquisam genealogia e no meu blog Ale'Italia.

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