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História Thrash Metal

Banda brasileira de Thrash Metal inova ao compor músicas sobre história do Brasil e se destaca por conquistar fãs brasileiros e no exterior

Duas poderosas guitarras fazem os solos, acompanhadas por uma bateria animada, um baixo potente e um vocal gutural, no melhor estilo Sepultura. O Tamuya Thrash Tribe (TTT) bem que poderia ser vista como mais uma banda de Thrash Metal. Mas não é. Ela possui uma proposta que a diferencia do que existe no atual cenário do metal brasileiro: todas as suas letras se baseiam na história do Brasil.

Formada há aproximadamente um ano, no Rio de Janeiro, a banda é composta por Luciano Vassan (Guitarra e Voz), Leonardo Emanoel (Guitarra), Alex Tiyug (Baixo) e Guilherme PollIg (Bateria). Em entrevista exclusiva ao Café História, o vocalista do TTT, Luciano Vassan, um publicitário de 32 anos, explicou como surgiu a ideia de formar uma banda cujas letras se inspiram em fatos e personagens da história brasileira:

- Nós tínhamos uma banda "cover". E em agosto do ano passado, fomos convidados para fazer uma festa no Rio. Era uma festa com bandas de músicas com temática Viking, algo que é bastante comum na Europa. Preparamos um repertório e todos curtiram bastante. Então, alguém sugeriu: façam uma banda Viking! Nós achamos estranho. Somos brasileiros, não tem muito a ver. Mas a ideia era boa. Então, o que fizemos foi trocar os Vikings pelos índios e outros temas da história do Brasil. Foi assim que surgiu o Tamuya Thrash Tribe. O nome "Tamuya" vem da Confederação dos Tamoios. É a palavra em Tupi para Tamoio.

O elemento brasileiro não chega a ser uma novidade no universo do metal. A banda brasileira Sepultura, por exemplo, de enorme sucesso internacional, sempre flertou com temáticas indígenas. Um de seus mais importantes álbuns, "Roots" (1996), contou com a participação do músico Carlinhos Brown na canção "Ratamahatta" e diversas faixas tiveram a presença marcante de instrumentos tipicamente brasileiros, como o berimbau, o que deu ao disco uma sonoridade bastante tribal. "Roots" teve ainda duas músicas gravadas com os índios xavantes Jasaco e Itsari, no Mato Grosso. No entanto, esse experimentalismo do Sepultura marcava sobretudo um momento da banda. Nunca chegou a ser a sua essência, o seu principal projeto. Por isso, o Tamuya Thrash Tribe é tão original. Todas as suas letras abordam elementos da história do Brasil Colônia do Brasil Império. O próprio nome, como explicado por Vassan, é uma referência explícita a sua "brasilidade". E como as letras são compostas em língua inglesa, o TTT ainda divulga, de quebra, a história do Brasil para outros países.

Embora recém-formado, o Tamuya Thrash Trib já está alçando voos mais altos. Há três semanas, lançaram o primeiro cd, intitulado “United”, que traz seis faixas. O trabalho foi gravado em três meses, entre maio e julho de 2011 no "Lokomotiv Studio", na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. A produção é totalmente independente, da gravação ao design gráfico da capa. As seis músicas foram compostas por Vassan. Para escolher os temas da canção o vocalista recorreu a livros didáticos e, principalmente, a internet.

- As bandas Vikings se orgulham de sua história. Mas nós também devemos nos orgulhar da nossa. O Brasil tem 500 anos de história. Temos muita coisa para falar, assunto inesgotável para letras de músicas. Não precisamos de forma alguma nos sentir diminuídos diante da história européia.

Mesmo sendo uma banda que escreve e canta temas relacionados a história do Brasil, Vassan faz ponderações importantes:

- Não queríamos nada que lembrasse a leitura de um livro. Não se trata de um relato histórico. Há alguma liberdade poética. A banda não tem pretensão de querer ensinar história. Não é isso. Mas bem que pode ser uma ótima iniciação. O estudante gosta da música, se interessa pelo tema que é cantado e vai procurar mais à respeito, pode ficar mais atento às aulas. Se servir para despertar a curiosidade já está ótimo.

O Tamuya Thrash Tribe fez seu primeiro show no último mês de agosto no bar de rock "Calabouço", na Tijuca. Na ocasião, os ingressos foram esgotados. E no que depender do rápido crescimento dos fãs, é bem provável que o TTT não saiba mesmo o que é um show vazio. Até o momento, a banda já possui mais de 1200 amigos em sua página no Facebook e mais de 1700 seguidores no Twitter, entre brasileiros e estrangeiros . Isso sem falar dos perfis da banda em outras redes sociais, como o Myspace e Youtube, que contabilizam centenas e até milhares de visualizações. “Há pessoas do Canadá e Turquia que falam comigo todo dia, tentando arrumar shows para nós nesses países” – revela Vassan.

É muito fácil conhecer o trabalho do Tamuya. Basta acessar o Myspace da banda. Todas as musicas estão disponíveis na íntegra via streaming. Mas atenção: se você não está habituado com a voz gutural do Thrash Metal, não deixe de acompanhar as letras. Por isso, abaixo, você encontra não apenas os links para as músicas, como também os links para as comunidades da banda em outras redes sociais e todas as letras do álbum “United”.

O Tamuya está agendando shows no Rio de Janeiro e São Paulo. Então, para quem gosta do estilo, basta ficar atento às comunidades de Luciano Vassan e companhia. E se você quiser concorrer a um cd da Tamuya Thrash Tribe é muito simples. O Café História vai sortear cinco álbuns “UNITED”, cortesia do Tamuya. Clique aqui para saber como participar do sorteio.

Clique  aqui para baixar as letras e a capa do álbum.

Conheça as comunidades do Tamuya nas redes sociais

www.tamuyathrashtribe.com (em construção)
www.facebook.com/tamuya.thrash (perfil)
www.facebook.com/TamuyaThrashTribe (fan page)
www.facebook.com/TamuyaThrashTribe?sk=app_178091127385 (fan page, abrindo direto no player, caso for colocar o link em algum lugar)
www.twitter.com/tamuyathrash
www.myspace.com/tamuyathrashtribe

Foto: "Calabouço", Rio de Janeiro. Por Elisa Travalloni

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Comentário de Lisandra Andrez em 11 junho 2013 às 8:21

Bacana demais!

Som excelente, metal extremo de qualidade... ;)

Comentário de Tuani de Cristo em 27 junho 2012 às 17:21

Que legal, muito interessante!

Comentário de Rogerio Pereira dos Santos em 8 setembro 2011 às 12:53
O som é muito bom e as letras ressaltam a realidade brasileira !!
Comentário de fernando Almeida Almeida em 8 setembro 2011 às 12:44
É muito legal, ja era tempo de existir algo assim.....
Comentário de Keila Fernandes em 7 setembro 2011 às 12:49

Adorei a idéia. E o som é sensacional!

Parabéns!

Comentário de Fábio Campos em 5 setembro 2011 às 22:58
Se me permitem, um vídeo da banda Corubo (Black Metal indígena):

http://www.youtube.com/watch?v=EKKJPe7c68I
Comentário de Fábio Campos em 5 setembro 2011 às 22:55
Muito boa a iniciativa, parabéns!
Existem algumas bandas brasileira que segue uma concepção mais sulamericana,entre elas o Miathenia, o Corubo, etc, que, ao lado do Tamuya, conseguem fazer algo inovador nesse sentido. Isso prova que o Metal pode ser cosmopolita, sem ficar restrito ao publico europeu.
Comentário de carlos pereira jr em 5 setembro 2011 às 22:09
verdadeira boa nova esta noticia... o heavy metal se reinventa em novas codificaões de si memo alem e através da musica.... Como uma senha de leitura da realidade...
Comentário de Luciano Vassan em 5 setembro 2011 às 15:43

Nós não tinhamos essa pretensão, mas pelo que estou vendo nos comentários acho que é possível utilizar nossas músicas em sala de aula... heheheeh que loucura!!!

Os professores que quiserem utilizar o nosso material, por favor entrem em contato conosco pra gente agilizar isso!!! Será um enorme orgulho ajudar vocês também! e se puder, gostaríamos de registrar uma aula dessas... ia ser interessante!!!! hahahaha

 

Tamuya, we'll show our force!!!

\m/

Comentário de Alessandra Vieira Padilha em 5 setembro 2011 às 15:36
Curto Metal e achei a ideia óteeema, Parabéns pela Iniciativa da Banda!!! Vou trabalhar com meus alunos, ceeeerto!

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