Comissão aprova regulamentação da profissão dehistoriador
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.
O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.
Profissionais habilitados
Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:
- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;
- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;
- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.
Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.
Atividades
A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:
- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;
- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;
- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;
- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).
Tramitação
A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-3759/2004
PL-7321/2006
Reportagem – Lara Haje
Edição – Regina Céli Assumpção
Fonte: 'Agência Câmara de Notícias'
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Comentário de ana zélia barbosa de almeida em 17 novembro 2011 às 15:33 isto foi uma vitória mais que merecida, estou muito feliz.
Comentário de Cristiane Vieira em 17 novembro 2011 às 15:24 Estamos quase lá, gente!!! Tô sonhando com isso há anos!!! :D
Comentário de AERTON LUIZ SOARES em 17 novembro 2011 às 15:07 Uma vitória!!!!!! nos agora podemos sim ser chamados de historiadores!!! mas não é mais uma profissão dentro do ramo histórico, é apenas um abraço fraterno a comunidade que luta dias após dias por um reconhecimento digno!!!! porque historiadores sempre fomos sim!!!!! viva a HISTÓRIA!!! VIVA O CAFÉ HISTÓRIA!!!!
Na verdade, não sei o que alguns profissionais da História querem! Em um momento, querem ser reconhecidos como profissionais para valer a pena todo o esforço durante a graduação, mercado de trabalho, salários, pós-graduação, etc. Em outro momento, justamente quando a conquista se aproxima, começa a choradeira, reclamações sem fim. Nós somos brasileiros e até para quem não é, estamos no Brasil e no quer aceitamos ou não, se criou uma cultura do "TOMA LÁ, DÁ CÁ", ou seja a cultura de que todo mundo que ocupa cargo político, tem que "roubar" e se apropriar dos recursos destinados ao bem comum.
Quero dizer que ai de nós os brasileiros se todos os políticos e representantes de Sindicatos, Associações, Conselhos Profissionais, etc, fossem ladrões!!!!!!!!
Essa é uma grande vitória sim. Sou Professor de História, e que criem os sindicatos, conselho, anuidade. Pois nos tempos do REGIME MILITAR ser historiador nesse país era "crime", os sindicatos estavam proibidos... e o caixa do "partidão" estava gordo... Vamos fazer justiça a nossa profissão e análisar nossa história política recente... O sindicatos, são um dos pilares fundamentais da defesa da democracia! Vamos receber com alegria esse conquista.
Meu muito obrigado a Associação Nacional de História - ANPUH e a rede social "Café História, que sempre estiveram ao lado da categoria.
VIVA, VIVA. Vamos festejar, a vitória é da categoria. Essa luta ja pode servir de "Tema" para os jovens pesquisadores que estão graduando, posssibilita conhecer toda a trajetória dos grandes nomes da Historiografia brasileira para serem conhecidos em seu próprio país. Trata-se de um processo histórico que teve início há décadas atrás, mas que hoje estar prestes a ter seu desfecho favorável para a categoria profissional de Historiadores.
Comentário de Maria Wanessa de Souza em 17 novembro 2011 às 14:15 São tantos profissionais invadindo nossa área que esta regulamentação além de nos qualificar como pesquisadores, proporcionará também outros campos para exercermos a nossa profissão, já que a carga horária de História foi tão reduzida. Muito bom!!!
Tô virando gente.
Não Viviane e Regis. Não vamos pensar dessa forma. Sei que as associações cobram taxas que muitas das vezes não se farão bom uso delas. (vide nosso governo). Mas é bom pensar que essas associações, sindicatos, etc, forem criados, darão mais força para nossa categoria. Desde que Marx lançou "Trabalhadores Uni-vos" muitas coisas se modificaram e na maioria delas, para melhor. Por certo é uma forma também de participar. Cobrar dessas entidades futuras que trabalhem para a classe que representam.
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