Brasil Nunca Mais na internet
Um dos acervos mais importantes da história contemporânea brasileira será digitalizado e disponibilizado na internet
O projeto Brasil: Nunca Mais, coordenado pelo arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns e pelo Pastor Jaime Wright, foi realizado clandestinamente entre 1979 e 1985 durante o período final da ditadura militar, e gerou um importante acervo sobre a história do país. O projeto pretendia evitar o possível desaparecimento de documentos durante o processo de redemocratização. Após seis anos de trabalho em sigilo, a tarefa foi finalizada, resultando na cópia de mais de um milhão de páginas de processos do Superior Tribunal Militar. Porém, diante da preocupação com a apreensão do material, a alternativa encontrada foi microfilmar os documentos e remeter os filmes para o exterior. Hoje, esse acervo será repatriado. E o mais importante: estará acessível a todos os brasileiros.
O anúncio oficial da digitalização e disponibilização do Arquivo será feito na próxima terça-feira, dia 14 de junho, à 14h30, através do "Ato Público de Repatriação do Acervo do Brasil Nunca Mais", realizado por uma parceria entre o Arquivo Público do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Casa Civil, o Ministério Público Federal e o Armazém Memória. No total, serão digitalizados mais de 707 processos judiciais do Superior Tribunal Militar. Também serão digitalizados cerca de 4 mil documentos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) sobre o mesmo tema.
O projeto Brasil Nunca Mais Digital conta ainda com o apoio da OAB/RJ, do Center for Research Libraries (EUA), do Conselho Mundial de Igrejas (Suíça) e do Instituto de Políticas Relacionais. O objetivo do projeto é disponibilizar ao público, pela internet, o acervo integral do Brasil: Nunca Mais, assim como os documentos que registraram o seu desenvolvimento. O prazo estipulado para o término do projeto é de um ano após o seu início, no dia 14 de junho.
Caberá ao Arquivo Público a digitalização de cerca de 1 milhão de páginas dos processos datados de 1961 a 1976, que contêm informações e evidências de violações dos direitos humanos praticadas por agentes do Estado durante a ditadura militar. Já o acervo do CMI é formado principalmente por correspondências trocadas entre os responsáveis pelo projeto Brasil: Nunca Mais durante os seus seis anos de execução.
Participará do ato o Procurador-Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, entre outras autoridades. Na ocasião, o Conselho Mundial de Igrejas e o Center for Research Libraries (EUA) irão entregar cópias de seus acervos mantidos no exterior ao Procurador-Geral, a fim de que elas sejam digitalizadas para compor o projeto Brasil Nunca Mais Digital.
Durante o evento, também serão prestadas homenagens a algumas pessoas que se dedicaram a este projeto: Dom Paulo Evaristo Arns, Rev. Jaime Wright (in memoriam), Paulo Vannuchi e Eny Raimundo Moreira.
Se você vai comparecer ou pensar em comparecer ao evento do dia 14, clique aqui. Aproveite também para saber quem estará em São Paulo, no evento.
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Comentário de Raquel Casemiro em 14 junho 2011 às 10:28
Ótima iniciativa.
O livro já é super interessante, acho que todos os professores e historiadores ja leram o livro ou capitulos dele durante a sua formação academica
Comentário de Naiana Hess Santos em 13 junho 2011 às 23:52
Comentário de Edilson Vieira em 13 junho 2011 às 20:18
Comentário de Adélia Gabriela em 13 junho 2011 às 15:20
Comentário de Roberta L. em 13 junho 2011 às 10:22 Bem-vindo (a) ao
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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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