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Arquivo Café História | A Dor de uma Memória

A Dor de uma Memória

Na véspera de mais um aniversário da detonação das bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Café História lembra um dos dias mais infames da História Contemporânea

No próximo mês de agosto, a humanidade vai poder lembrar e refletir sobre um dos capítulos mais tristes de sua história: a detonação das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaky, cidades pertencentes ao até então Império do Japão. Em 2010, o bombardeio das cidades pela Força Aérea dos Estados Unidos da América completa sessenta e cinco anos. Na época, o ataque colocou fim a Segunda Guerra Mundial no front do Pacífico, mas as feridas deixadas na população japonesa e na própria história humana ainda estão longe de um fim.

Os poucos sobreviventes ainda guardam as memórias daqueles dias de infâmia. Takashi Morita é um deles. No dia 6 de agosto de 1945 ele estava trabalhando em um local próximo a explosão da primeira bomba, em Hiroshima. "É algo indescritível: o inferno na Terra. Primeiro, tem uma luz muita forte. É como se fôssemos jogados dentro do fogo. É estranho como conseguimos sobreviver. Eu tinha 21 anos e era do Exército na época, uma espécie de policial militar. Estava na rua, a 1,3 quilômetro de onde caiu a bomba, que machucou muito minhas costas. Quando me recuperei, entrei na cidade e vi muitas pessoas mortas, como mostrei em um quadro." O quadro citado por Morita é apenas uma forma de lidar com esse passado monstruoso. Após a guerra, Morita estabeleceu-se no Brasil, para onde migrou em 1956. Foi relojoeiro e hoje é membro atuante da "Associação das Vítimas da Bomba Atômica".

Mas nem todos tiveram o mesmo destino. Milhares morreram em decorrência do bombardeio e de suas conseqüências, a curto, médio ou longo prazo. Segundo historiadores, as estimativas do número total de mortos variam entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagazaki, sendo esses números relativos apenas aos mortos instantaneamente com a detonação do artefato. Outros milhares morreram nos anos seguintes ao da detonação, vitimados por efeitos da radiação.

A Bomba Atômica que arrasou com o Japão não só pôs fim a Segunda Guerra Mundial no Pacífico como também inaugurou o palco principal da Guerra Fria, que se estenderia até o fim do século XX, além de formalizar os Estados Unidos como principal ator no contexto geopolítico. Mas engana-se quem imagina um plano simplesmente político. A produção das explosões atômicas contou com a empreitada científica sem precedentes na história, reunindo dezenas de grandes cientistas em torno do programa ultra-secreto do governo americano, o chamado "Projeto Manhattan". Hoje, o projeto é um caso intransponível quando o assunto é ética e responsabilidade no meio da ciência.

Para saber mais sobre o assunto, preparar aulas ou elaborar pesquisas, o Café História sugere: O “Especial 60 Anos - OGLOBO” (http://oglobo.globo.com/mundo/bomba/), a leitura do livro “Hiroshima”, de Jon Hersey (http://migre.me/vY1r) , Trechos do documentário “Hiroshima/Nagasaki In Memory Of the Victims” (http://www.youtube.com/watch?v=5r1CYfH3yV8).

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