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A Ciência da História

Revistas Científicas do século XIX e XX são digitalizadas integralmente pelo Google e conteúdos mostram como os homens do passado imaginavam o futuro

Em um passado não muito distante, o futuro que os homens imaginavam para si parecia um cenário saído de um capítulo do famoso desenho "Os Jetsons": carros voadores, robôs domésticos, transporte de massa super veloz e outras maravilhas que resolveriam metade dos problemas no mundo. Mas engana-se quem pensa que tal imaginário aparecia somente nos filmes de ficção científica. Esses "futuros passados" foram pensados por grandes cientistas nas principais revistas de divulgação científica do mundo. E hoje - que ironia feliz - graças a tecnologia de uma das principais empresas tecnológica do mundo, o Google, podemos explorar em detalhes como eram esses futuros imaginados. Isso, porque foram digitalizadas e colocadas gratuitamente para leitura, na internet, importantes revistas de ciência, pioneiras no século XIX e XX.

Dentre os acervos digitalizados pelo Google, destacam-se os pertencentes às revistas norte-americanas "Popular Science" e Popular "Mechanics". A primeira foi fundada em 1872 por Edward L.Youmans e até hoje é mensalmente publicada. Já foi traduzida para mais de trinta línguas em pelo menos quarenta e cinco países. Seu objetivo, desde o lançamento, é disseminar o conhecimento científico para fins educacionais. Já a segunda, focada em ciência e tecnologia, foi publicada pela primeira vez em janeiro de 1902 por H.H.Windsor. Também continua em circulação hoje em dia. Há nove edições internacionais, incluindo uma versão para a América Latina.

Os arquivos das revistas estão completos, incluindo anúncios e ilustrações. O sistema de busca e visualização também é bastante prático: o internauta pode procurar por palavras-chaves dentro de cada edição. Cada edição possui um link próprio, o que é ideal para a pesquisa e notação científica em trabalhos acadêmicos. Na página central de cada revista, é possível escolher década e, em seguida, o ano de pesquisa. Ao clicar em cada revista, automaticamente o leitor consegue ver os conteúdos do índice.

Mesmo para quem não pesquisa a história da ciência ou temas secundários a este, como o imaginário científico, as revistas prometem uma viagem divertidíssima para o não-especialista. Neste sentido, as capas das revistas dizem tudo.Em agosto de 1920, a capa da “Popular Science” mostra os menores automóveis elétricos, tão pequenos que cabem dentro de uma casa de cachorro. Quase vinte anos depois, na capa de Julho de 1940,carros coletivos, mecânicos e artesanais, com vista panorâmica para os passageiros. Há lugar nesta pesquisa, inclusive, para amantes das artes, pois as capas das primeiras décadas da revistas são altamente trabalhadas do pronto de vista estético.

Quer conhecer um pouco mais deste passado fantástico? Então acesse: Popular Mechanics (http://books.google.com/books?id=RdMDAAAAMBAJ) e Popular Science (http://books.google.com/books?id=0yoDAAAAMBAJ)

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Tags: cieência, memoria

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Comentário de DOUGLAS CINTRA NASCIMETO em 18 novembro 2010 às 9:38
Uma matéria de exelente qualidade!
Comentário de Immanuel Neto em 16 novembro 2010 às 7:24
Muito interessante o artigo. Mas falando sobre filme de ficção ciêntifica, quem não lembra da franquia "De Volta para o Futuro"? Pois é. Este clássico da década de 80, que previa naquela época tecnologias e modismo no futuro, está soprando 25 velinhas este ano com algumas previsões como as videoconferências e televisões de plasma acertadas em cheio. Porém algumas coisas estão um pouco distante de nosso dia-a-dia. Quem quiser pode conferir o artigo no link: http://entretenimento.br.msn.com/famosos/noticias-artigo.aspx?cp-do...
Comentário de Agrimaldo Melo de Figueiredo em 14 novembro 2010 às 10:31
Muito boa matéria! Muito interessante mesmo. Com certeza irei me aprofundar pesquisando no google. Matérias como esta enriquecem nossos conhecimentos. Parabéns.
Comentário de joao ambrosio do nascimento em 13 novembro 2010 às 12:29
penso logo existo...muito interessante essa materia.
Comentário de Claudia de Borba em 11 novembro 2010 às 19:44
òtima matéria, nos faz pensar que o futuro naõ é tão distante é presentíssimo!
Comentário de RITA QUARESMA AVELLAR em 11 novembro 2010 às 5:01
Excelente matéria, como sempre. Tenho um blog voltado para alunos do EM e tomei a liberdade de copiar parte dela, indicando a fonte para a leitura integral do artigo. Abs Rita.
Comentário de Rodolfo Knesebeck em 10 novembro 2010 às 10:33
jóia
Comentário de Luiz Alexandre Andrade em 9 novembro 2010 às 19:59
Ótima matéria, vem para comprovar que a ficção de hoje pode ser o futuro de amanhã.
Comentário de Erico Fernando Barbosa Vieira em 9 novembro 2010 às 18:00
Matéria interessantissíma.
Comentário de Jefferson Ramos da Silva em 9 novembro 2010 às 16:19
A ficção científica é o espaço de antecipação - o futuro carros voadores, mochilas à jato dos jetsons e diversos robos com braços mecânicos em forma de pinça. Era a época das válvulas. Já com a invenção dos transístores, os foguetes com enormes motores nas pontas das aletas. A questão de ver com a imaginação um lugar distante no tempo sempre é um exercício de história pois essa revistas trazem os valores da guerra fria dos anos 50 nos EUA. Onde a ameaça sempre vem de fora, que é estranho, exótico e ameaçador. O apelo tinha um componente erótico, pois como na cena acima. A perspectiva do desenho é de baixo para cima dando forte apelo a sensualidade do fogo. Revistas que exploravam os medos e as coragens dos estadunidenses, visando apartir da ciência fortalecer o estado. Fazendo um paralelo funciona como os almanaques no Brasil, mostrando curiosidades e inovações em tecnologia. O objetivo dos EUA era a partir do final da segunda guerra mundial estar na vanguarda dos avanços principalmente em energia nuclear e misseis teleguiados, como dizia na época. Os russos no espaço com Gagarin, fez a educação americana desenvolver meios de pegar novos talentos nas escolas públicas com feiras de ciências e campeonatos juvenis de invenções e o berço desse processo era as revistas de divulgação científica. No olhar do futuro mostra o desejo de superação e avanço de uma época. Na crise e nas guerras surgiam ideias como criar comida a partir de ingredientes estranhos como terra e gelo misturando com uréia. Tudo já algum dia foi pensado. O que era impossível agora é realidade. E só, uma questão de tempo, oportunidade e persistência. Porque a necessidade é a mãe de todas as invenções.

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