A discussão em torno da regulamentação da profissão de historiador ganha novos capítulos em 2010 e promete mudar a atuação na área. Confira o texto abaixo e aproveite o especial do Café História sobre o tema
O tema da regulamentação do profissional da história está longe de ser um tema novo para quem trabalha ou estuda a disciplina. Desde os anos 1980, o processo de institucionalização da profissão vem sendo ventilado e discutido em universidades, na mídia, em instituições museológicas e em diversos outros espaços sociais. Este ano, no entanto, a questão parece bem próxima de uma solução.
No último mês de março, conforme noticiado e discutido em fóruns e blogs do Café História, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou o projeto de lei que regulamenta o ofício de historiador. A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi votada em decisão terminativa (aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Depois de aprovados pela comissão, alguns projetos não vão a Plenário: eles são enviados diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhados à sanção, promulgados ou arquivados. Eles somente serão votados pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado ao presidente da Casa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis).
Se você deseja relembrar esta notícia ou ainda não a conhece, basta clicar no link: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/projeto-que-regulamenta
Não demorou muito para que a Associação Nacional da História (ANPUH) se manifestasse sobre o momento. Há poucos dias, associação de maior referência para os historiadores brasileiros lançou um editorial, via e-mail, para todos os seus leitores. No documento, intitulado "Por que somos favoráveis à regulamentação da profissão de historiador?", a diretoria da instituição informa que embora respeite as vozes discordantes (visando o processo democrático), deixa claro que está de acordo a regulamentação da profissão de historiador. Certo trecho do texto reforça o que já vem sendo sinalizado pela instituição há algum tempo:
Para a ANPUH a regulamentação da profissão de historiador significa, portanto, o reconhecimento social e jurídico do historiador como um profissional, a quem passa-se a atribuir dados direitos e dadas obrigações perante a sociedade. Para nós, o Estado brasileiro milita em uma contradição ao não reconhecer a profissão de historiador e, ao mesmo tempo, regular, reconhecer e avaliar cursos universitários que formam profissionais nesta área. Se o Estado reconhece que para ser historiador é preciso ter uma dada qualificação, que deve-se exigir determinadas habilidades e competências definidas nos Projetos Político-Pedagógicos dos cursos de História por ele aprovados, deve reconhecer também que nem todo mundo pode ser historiador e, portanto, é preciso que uma lei defina os contornos de nossa profissão. Leia, na íntegra, o editorial da ANPUH: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/editorial-anpuh-por-que...
Entrevista com o autor do projeto de lei
Sabendo da importância do tema para os leitores do Café História, preparamos um roteiro super legal sobre o tema, além da leitura das duas notícias sugeridas acima.
Primeiro, uma entrevista exclusiva com o Senador Paulo Paim (PT-RS), autor do projeto em questão. O Café História bateu um importante papo com o senador, buscando esclarecer determinados aspectos do projeto e oferecer maiores informações para a instauração de um debate com ainda mais qualidade. Você pode conferir essa entrevista clicando no seguinte link: http://cafehistoria.ning.com/profile/ConversaCappuccino
Além disso, o Café História convida você para o fórum “Com a regulamentação da profissão do historiador, quais podem ser os impactos para o campo da história?”, que pode ser acessado em http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/com-a-regulamentacao-da. Por fim, você pode conhecer como começou essa luta em torno da profissionalização da profissão de historiador lendo um interessante artigo publicado pelo site da Revista de História da Biblioteca Nacional: http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2975
Você também acha o tema super importante? Então, não deixe esse momento passar sem a sua participação. Publique suas idéias, compartilhe e divida suas opiniões. Convide seus amigos e colegas historiadores para participar deste debate. Repasse o link da entrevista, do fórum, dos textos e seja um participante ativo desta hora tão importante para o desenvolvimento da história em nosso país.
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Comentário de Salomão Fernandes Nobre em 26 julho 2010 às 13:23 Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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