Serpentina, samba enredo e muita história
Exposição virtual do Museu Imperial de Petrópolis conduz internautas para carnavais antigos, do século XIX ao XX, e ajuda a explicar a maior festa popular brasileira a partir de seus próprios referenciais
Em 2011, os historiadores brasileiros terão mais um motivo para pular o carnaval. O Museu Imperial inaugurou recentemente a exposição virtual "Carnaval no acervo do Museu Imperial", que já pode ser acessada em http://migre.me/3YLcf
Festa popular mais importante da cultura brasileira, o carnaval como o conhecemos surgiu ainda no século XIX e se consolidou como patrimônio cultural brasileiro no século XX. Na exposição virtual do Museu Imperial, o leitor do Café História encontra uma importante parte desta trajetória: ao todo são 54 imagens incluindo fotos, recortes de jornais, matérias de revistas, como a Revista Ilustrada, brinquedos e outras peças dos acervos da Biblioteca, do Arquivo Histórico e do setor de Museologia que podem ser apreciadas online.
Um dos destaques é a prancha Carnaval de Rua, de Jean Baptiste Debret, extraída do livro Voyage pittoresque et historique au Brésil (Foto). A obra, de 1834, está preservada na Biblioteca do Museu. Entre os documentos, encontra-se ainda a edição n° 11 do jornal Correio Imperial, de 21 de fevereiro de 1888, que trazia uma nota sobre uma “batalha d’água”, atividade carnavalesca da época. O jornal era escrito e editado em Petrópolis pelos filhos da princesa Isabel, os príncipes d. Pedro, d. Luis e d. Antônio. Os três príncipes também aparecem, ainda crianças, em uma das fotografias da exposição. Trata-se da imagem de um baile infantil à fantasia no Palácio de Cristal, em 1888, na qual também é possível observar o Conde D’Eu.
Já com relação ao século XX, a exposição apresenta fotografias de bailes e desfiles de rua, além de trechos de jornais e revistas. É possível conferir, por exemplo, uma edição de 1917 da revista Selecta sobre o Carnaval de rua em Petrópolis.
Carnaval alternativo no Museu Imperial
E que planeja uma programação alternativa neste carnaval, vale a pena ficar atento à programação em Petrópolis. O Museu Imperial preparou um roteiro especial para o período do Carnaval, funcionando como uma alternativa à folia. O palácio estará aberto à visitação durante os quatro dias da festa – incluindo segunda-feira, quando normalmente está fechado -, das 11h às 16h. Na segunda, haverá entrada gratuita para moradores de Petrópolis, mediante apresentação de comprovante de residência e documento de identidade. A instituição não funcionará apenas na Quarta-feira de Cinzas.
Veja abaixo a programação:
Sexta-feira, dia 4 de março
11h às 18h: visitação ao palácio – R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
11h, 12h, 13h, 14h, 15h e 16h: visitas guiadas - gratuitas
18h30: Um Sarau Imperial - R$ 5
20h: Som e Luz – R$ 10 (público em geral) e R$ 5 (moradores de Petrópolis)
Sábado, dia 5 de março
11h às 16h: visitação ao palácio – R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
11h, 12h, 13h e 14h: visitas guiadas - gratuitas
15h: III Concerto do Dia Nacional da Música Clássica, com a Orquestra de Câmara da Universidade Católica de Petrópolis e o Conjunto Anima Cuore - gratuito
Domingo, dia 6 de março
11h às 16h: visitação ao palácio – R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
Segunda-feira, dia 7 de março
11h às 16h: visitação ao palácio – R$ 8 (inteira), R$ 4 (meia) e gratuito (moradores de Petrópolis)
Terça-feira, dia 8 de março
11h às 16h: visitação ao palácio – R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
Quarta-feira, dia 9 de março
O Museu Imperial não funcionará
SERVIÇOS
Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220 – Centro - Petrópolis, RJ
Tel.: (24) 2245-5550 / 2245-5560
Visitação: de terça a domingo, das 11h às 18h
Preços:
Adultos: R$ 8,00
Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00
Menores de 7 anos e maiores de 80: gratuito
Moradores de Petrópolis às quartas-feiras e último domingo do mês: gratuito
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Comentário de claudio gomes de oliveira em 2 abril 2011 às 12:07 Bem-vindo (a) ao
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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