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Bullying: problema real

Encarado como um problema grave e universal, o bullying começa a se transformar também em um objeto de um número cada vez maior de estudos e pesquisas. Confira nossa nova matéria e participe dos debates na rede! 

Recentemente, o termo inglês "bullying" foi incorporado com sucesso ao vocabulário de professores, coordenadores pedagógicos e estudantes de todo o Brasil. O conceito, derivado da palavra “bully” (valentão, em português), pode ser definido como qualquer atitude agressiva (física ou emocional) exercida por um ou mais indivíduos, tendo como finalidade a intimidação, humilhação ou agressão da vítima. O assunto, no entanto, embora incorporado à agenda pedagógica brasileira, está longe de ser conhecido em suas especificidades. Por muito tempo, a prática do “bullying” foi subestimada ou mesmo ignorada por professores, pais e especialistas em educação. Esse cenário só mudou nos últimos anos, quando pesquisadores e os meios e comunicação passaram a publicar estudos que mostravam que esse tipo de violência é muito mais antiga, universal e danosa do que se imaginava.

Em 2011, a discussão sobre “bullying” foi intensificada com os trágicos acontecimentos ocorridos no dia 7 de abril, na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, Rio de Janeiro. Na ocasião, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou armado nas dependências da escola e disparou contra diversos alunos . No total, doze pessoas foram mortas. Wellington – um ex-aluno da escola – cometeu suicídio em seguida. Dias depois, as autoridades descobriram vídeos e uma carta do atirador, no qual ele dava como justificativa as agressões sofridas por ele em sua época de estudante. A justificativa dividiu os especialistas, provocou polêmicas na esfera pública, mas independente do que se disse a respeito, o “bullying” consolidou-se de vez como uma questão verdadeiramente nacional.

O que motiva o comportamento agressivo de certos adolescentes ainda não é algo totalmente conhecido. Muitos educadores, porém, acreditam que o fenômeno pode estar intimamente associado à maneira como as diferenças no ambiente escola (físicas, sociais, materiais, emocionais, até mesmo verbais) são conhecidas e enfrentadas pelos alunos. A escola, por excelência, é a primeira experiência do ser humano com a sociedade não-familiar. É na escola que a criança se depara pela primeira vez com o diferente, com o assimétrico. Quando este contato não é positivo, pode haver dano à sociabilidade, algo que é potencializado durante a adolescência, quando o jovem está em pleno processo de construção identitária. É neste momento que pode ocorrer o comportamento agressivo e/ou de submissão à agressão do outro.

É preciso dizer, no entanto, que a escola não é a única explicação para o problema. O “bullying” também pode estar relacionado a traumas pessoais bastante específicos, problemas familiares ou ainda a insucessos (de aprendizagem ou de relacionamentos) da criança e do adolescente no decorrer de sua formação. Isso, porque a prática do “bullying” quase sempre está associada à necessidade de afirmação social, à necessidade de retomar um equilíbrio perdido ou nunca alcançado. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia publicada no American Sociological Review concluiu que o "bullying" é praticado como uma forma de ganhar popularidade, sendo seus principais alvos garotos com status médio ou alto entre seus colegas. No total, foram ouvidos 3.722 alunos dos últimos anos do ensino fundamental de três condados no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Pesquisas ajudam a entender melhor o fenômeno

Com a calorosa discussão pública sobre o “bullying”, os pesquisadores brasileiros vêm se dedicando cada vez mais ao estudo do fenômeno. E não se trata apenas de pesquisadores da área da educação. De muitas formas, o assunto vem sendo visto também como uma questão na área de saúde. Prova disso, é o livro "Bullying - mentes perigosas nas escolas", da médica Ana Beatriz Barbosa Silva. O livro se tornou um verdadeiro best-seller ao vender mais de 400.000 cópias no Brasil. No livro, Ana Beatriz faz um inventário de vários tipos de violência e mostra como esta prática está associada à desigualdade de poder ou também à baixa auto-estima.

As pesquisas mostram outros aspectos interessantes do problema. Os próprios alunos estão preocupados com o "bullying". Pelo menos é que aponta um estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.Entre os meses de janeiro de 2008 e janeiro de 2010, 20% das dúvidas no Disque-Adolescente eram sobre dificuldades de relacionamento na escola por causa do bullying.Dúvidas sobre anticoncepção também são freqüentes, respondendo por 33,2% das ligações feitas ao serviço.Sexualidade responde por 19,2% e obstétricas, 21,2%.

Outra pesquisa sobre o tema derruba um mito: o de que o "bullying" está atrelado a uma determinada classe social. Quem desmente esse tipo de avaliação é um estudo apresentado nesta segunda-feira pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas pela Infância, realizado em parceria com a FLACSO (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, na Argentina. De acordo com o trabalho "Clima, conflitos e violência na escola", diferentemente do que se imaginava, os estudantes das classes mais vulneráveis socialmente não são necessariamente os mais violentos nas escolas.Nas escolas privadas pesquisadas, 13,2% dos alunos disseram que já foram alvos da crueldade de seus companheiros e 15,1% foram satirizados por alguma característica física. Já nas públicas da pesquisa, esses números são de 4,3% e 12,9%, respectivamente.

No Brasil, por sua vez, o IBGE preparou uma espécie de "mapa do bullying". Segundo o estudo do órgão, Brasília está no primeiro lugar na prática de "Bullying". 35,6% dos estudantes entrevistados do DF disseram ser vítimas constantes da agressão. Belo Horizonte, em segundo lugar com 35,3%, e Curitiba, em terceiro lugar com 35,2 %, foram, junto com Brasília, as capitais com maior freqüência de estudantes que declararam ter sofrido bullying alguma vez.

Entrevista

No sentido de aprofundar o tema do “bullying”, bastante discutido em fóruns do Café Historia, realizamos uma pequena entrevista com Sandra Albernaz de Medeiros, professora do departamento da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), especialista no tema. Confira o que Sandra disse ao Café História e participe quando puder de nosso fórum sobre o tema. Dê sua opinião e enriqueça o debate.

CAFÉ HISTÓRIA - Nos últimos dois anos, o tema do "bullying" ganhou grande destaque na mídia e nas escolas. Na sua opinião, porque esse interesse repentino? Há algum exagero ou o tema demanda, de fato, grande atenção e cuidado?

SANDRA MEDEIROS - Sabemos que a mídia frequentemente elege seus temas preferidos, às vezes para mascarar questões que não tem interesse em abordar, às vezes arroga-se de consciência crítica da vida social formando opiniões. Sendo assim, há sempre que abordar o tema do bullying com cuidado. Entendo que o bullying merece atenção e cuidado, em especial este último. Temos cuidado com aquilo que atentamos. Porque este comportamento merece nossa atenção e cuidado? Porque o bullying é violento, humilhante, desrespeitoso, destrutivo intencionalmente. Isto é que nos assusta. Cuidar de alguém implica em se colocar no lugar do outro, perceber e sentir suas necessidades respondendo a elas na medida do possível.

 

Até onde vivemos em um mundo em que vemos os indivíduos centrados em si mesmo, hedonista (o prazer pessoal passou a ser uma prioridade quase universal),competitivo e, com isso, cruel. Se pensarmos que a crueldade se manifesta das maneiras as mais diversas, aí então, o bullying passa a ter mais sentido, porque não é uma manifestação isolada de alguns "perversos", mas compõe um quadro de acontecimentos que tem um caráter assustador.Muitos destes acontecimentos são silenciados ou passam completamente desapercebidos. Muitos estão naturalizados. Veja o sistema prisional. Terrível e cruel!

Por vezes, penso que o bullying é uma das tantas formas de se exercer um "poder" (torto) onde cotidianamente os atores aos quais nos referimos já foram também humilhados, violentados, talvez quase destituídos de sua humanidade, ou seja, reproduzem o que já sofreram.

CAFÉ HISTÓRIA - De uma forma geral, coordenadores pedagógicos e professores que integram a rede nacional de ensino estão preparados para enfrentar o tema? Como deveriam agir neste tipo de situação?

SANDRA MEDEIROS - Esta pergunta é mais difícil de responder. Mas eu suponho que as pessoas tem sempre muita dificuldade ao se defrontar com a violência. Pode haver uma reação de negação, tipo não sei de nada; de psicologização, tipo "temos que encaminhar ao psicólogo" ou as pessoas podem se perguntar "o que fazer?". Penso que a terceira opção seria a melhor delas, pois o profissional que se faz uma tal pergunta está partindo do princípio que ainda não tem recursos para lidar com a situação, reconhece sua impotência provisória, mas se dispõe a pensar, discutir e encontrar caminhos. Acho que não há uma única maneira de agir para toda e qualquer manifestação de bullying. Cada caso é um caso. Então, as respostas devem procuradas coletivamente envolvendo alunos, professores, coordenadores, pessoal da manutenção, merendeiras, famílias, em suma, todos. Seria melhor ainda envolver a comunidade.

CAFÉ HISTÓRIA - Quando o tema é "bullying" , fala-se muito sobre aquele que sofre, mas pouco sobre aquele que pratica. Essa abordagem não seria insuficiente para se compreender o problema? Por que uma pessoa pratica "bullying" e como lidar com estudantes que tem esse tipo de comportamento?

SANDRA MEDEIROS - É verdade, fala-se muito de quem sofre e pouco daqueles que praticam. Seria bom ter um entendimento melhor destes indivíduos. Talvez eles sofram tanto quanto aqueles que são humilhados e maltratados. Eu suponho que estes meninos e meninas exponham sua violência e destrutividades (que estão em todos nós) abertamente. Penso também que a disciplina pura e simples é absolutamente ineficaz nestes casos. Já soube de alguns casos que houve revide e os praticantes de bullying inverteram sua atitude: de arrogantes tornaram-se medrosos. É desta polaridade que seria interessante se afastar. Nem arrogantes, nem medrosos, mas outros valores podem ser experimentados sem que a escola e seus habitantes se tornem moralistas.

CAFÉ HISTÓRIA - Professores e escola podem praticar "bullying" ou isso aplica-se somente à relação entre alunos?

SANDRA MEDEIROS - Até o momento a discussão parece estar centrada sobre os mais "fracos", os estudantes. Há pouco vemos na TV o caso do Dominique Strauss-Kahn. O caso aparece como escândalo e breve será esquecido. Até dúvidas são levantadas quanto ao caráter da camareira. Mas sabemos que em todos os âmbitos sociais há abordagens silenciosamente violentas e humilhantes. Por vezes são invisíveis e aquele que sofre não tem como denunciar ou se manifestar. Outro dia uma aluna minha contou que mudou a filha de escola porque descobriu, através da brincadeira da menina, que a professora tratava as crianças chamando-as de "suas burras, vocês não sabem nada...". Como as crianças poderão se defender de alguém assim? Eu mesma já sofri bullying de uma colega dentro da universidade e ela fazia as coisas de tal forma que ninguém desconfiava de sua crueldade. Ela simplesmente sussurava coisas bem desagradáveis quando eu passava ao lado dela. Foi muito ruim.Eu consegui reverter o jogo quando escrevi-lhe uma carta em que elegantemente dizia que ela não tinha me acrescentado nada, que ela havia sido nula para mim. Foi ótimo ter feito isso. Então, só para terminar, seria interessante incentivar as crianças ou adolescentes a tentar uma reação, mas providenciar sempre respostas coletivas.

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Comentário de Carlos moacir Costa Serpa em 3 julho 2011 às 23:59

Boa noite! Professora Sandra, primeiro dar os parabéns pela beleza de racionalidade sobre o Bullyng.

Fica impossível analisar o bullyng sem analisar o meio social onde esta inserido o aluno infrator, pois acredito no meio social sendo um dos motivos principais da reação violenta no meio social deste aluno que comete bullyng. Precisamos conhecer a vida pessoal dos alunos envolvidos, saber onde mora, com quem mora, o que faz durante o dia. Fazer um diagnóstico mais preciso sobre sua "personalidade". Pois precisamos encarar nossa realidade material e profissional ainda despreparada para lidar com este problema social. Precisamos envestir na família deste aluno, fazer um parceria com esta família, introduzi-lá no ambiente educacional. Uma grande ajuda psicológica é fundamental para os envolvidos, pois todos são vítimas de um sistema excludente.

Vivemos ainda em um país que não valoriza a educação como fundamental para o crescimento igualitária entre as classes sociais envolvidas. Como podemos dar aulas de qualidades, se somos disprovidos de tempo para organizar as aulas e não somos qualificados com cursos específicos em nossas áreas anualmente. Além de ganhar trabalhando manhãr e tarde o salário misséria de r$ 1200,00. Esse é um tipo de violência aos professores dedicados com sua causa acadêmica, onde tentamos passar um pouco aos nossos alunos.

ATT       

Comentário de Elizabeth Tadiello em 16 junho 2011 às 17:01

Parte 3 - Ana Beatriz Barbosa e Silva:

http://youtu.be/bdYaDw5v-Oo

Comentário de Elizabeth Tadiello em 16 junho 2011 às 14:09

Breno!

Particularmente os idosos, óbviamente que sofreram "Bullying", porém, creio que por parte dos educadores (se é que todos poderiam assim serem considerados).

Isto, pois, havia à epóca o "Temor Reverencial" de alunos para com professores, e, em assim sendo, creio que a incidência do comportamento em questão por parte de alunos era "insignificante".

Palmatória, Joelhos no Milho, Orelhas de Burro (de papel), Laços de Papel enormes nas cabeças das garotas, o aluno passar o tempo integral da aula olhando para a parede, de costa para saula, geralmente no canto da parede, atrás da porta de entrada da sala ... e por aí vai ... Agora, quem nos garantirá que tais pessoas não carregaram vida afora sentimentos reprimidos, não superados?

Mesmo pq, o "Temor Reverencial" também se dava de filhos para com os pais ... E, se o educador/educadora agia dessa forma era pq na mentalidade de tais pais, eles/elas tinham razão.

O castigo, o "Bullying" continuava em casa, após os pais tomarem conhecimento do havido com seus filhos na sala de aula.

É sabido que em tempos idos havia muitos professores/professoras com atitudes tiranas/cruéis.

Hoje, fala-se a respeito, no ontem (metaforicamente falando), nem pensar em tal!!!

Comentário de Breno Araujo em 13 junho 2011 às 9:23
Alguns adultos e idosos, devem carregar a lembrança de que sofreram essa prática em seus tempos de escola, numa época em que nem havia estudos que divulgassem e denominassem esse fenômeno de Bullying.
Comentário de Elizabeth Tadiello em 11 junho 2011 às 11:14

Comediante Tracy Morgan se desculpa por piadas sobre gays


LOS ANGELES (Reuters) - O comediante e estrela do seriado '30 Rock' Tracy Morgan pediu desculpas nesta sexta-feira por fazer uma série de piadas sobre gays, incluindo uma em que ele diz que esfaquearia o seu filho até a morte se ele falasse com a 'voz gay'.
O pedido de desculpas de Morgan acontece depois das críticas ao seu stand-up em Nashville na semana passada, no qual ele também foi citado na imprensa por dizer que os gays 'choramingam por algo tão insignificante como bullying'.
'Eu quero pedir desculpas aos meus fãs e para a comunidade de gays e lésbicas pelas palavras que eu escolhi em meu stand-up em Nashville', disse Morgan em nota oficial.
'Eu não sou alguém detestável e não aceito nenhum tipo de violência contra outras pessoas.
Ainda que eu seja também um piadista que não desperdice oportunidades, meus amigos sabem o que tem em meu coração, mesmo em um clube de comédia isso foi longe demais e não era engraçado em nenhum contexto', acrescentou.
As declarações de Morgan, 42, na performance no dia 3 de junho em Nashville foram alvo de reclamações do grupo pelos direitos gays Truth Wins Out e por outros espectadores.
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(...) ele diz que esfaquearia o seu filho até a morte se ele falasse com a 'voz gay'.(...)
(...) citado na imprensa por dizer que os gays 'choramingam por algo tão insignificante como bullying'.(...)
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Não trata-se de "modismo" como alguns podem entender, mas sim de pura "incoerência", "falta de limites" e falta de bom trato para com as expressões usadas (até mesmo em uma piada, como foi o caso postado).
O "Bullying" acontece, pode acontecer em locais inimagináveis e não somente nas escolas...  Devemos persistir na discussão, denunciarmos como pudermos, levarmos fatos aos meios de comunicação ( a todos. Este site, por exemplo, pois é um meio, igualmente), devemos ter a atitude que nos é possível, mas termos ... "Bullying", NÃO!!!


Comentário de Breno Araujo em 11 junho 2011 às 8:50
O Bullying ele e praticado há muito tempo, desde que surgiram as primeiras escolas, esse tema só passou a virar modismo midiático depois de episódios dos massacres escolares, como na escola de Realengo.
Comentário de Elizabeth Tadiello em 8 junho 2011 às 11:15

De acordo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro Mente perigosa nas escolas: Bullying (Fontanar), ao contrário do que se pode imaginar, o impacto desta prática é negativa não apenas para quem é vítima.

Agressores e testemunhas também sofrem.

"Cada personagem da trama apresenta um comportamento típico, tanto na escola como em seus lares", informa.

E destaca as principais mudanças de atitude:

"Os agressores apresentam, habitualmente, atitudes hostis, desafiadoras e agressivas, inclusive em ambiente doméstico"

Sintomas psicóticos

Recentemente, investigadores da Universidade de Warwick revelaram mais um agravante do Bullying.

A descoberta aponta que crianças que sofrem de maus-tratos físicos ou emocionais por parte dos colegas duplicam as chances de desenvolver sintomas psicóticos na primeira adolescência, quando comparados a crianças que não sofreram tais agressões.

Contudo, os dados explicam que se essa experiência de Bullying se prolongar ao longo dos anos, esse risco aumenta para até quatro vezes.

Os sintomas psicóticos são variados, incluem alucinações, delírios - como acreditar que está sendo observado - ou percepções fora do normal - como crer que os seus pensamentos estão sendo verbalizados e ouvidos pelos outros.

Os cientistas explicam que as vítimas podem sofrer efeitos sérios que levam a alteração da percepção do mundo. Isto indicaria que os relacionamentos sociais perturbados com colegas é um fator de risco importante no desenvolvimento destes sintomas de psicose na adolescência e pode aumentar o risco de desenvolver no indivíduo adulto.

As crianças que integraram o estudo, divulgado pelo Science Daily, foram submetidas a entrevistas presenciais, a partir dos sete anos e meio, bem como a testes físicos e psicológicos.

Os pais também participaram, respondendo a questionários sobre a saúde, o desenvolvimento e o comportamento dos seus filhos.

Quando chegaram aos 13 anos, foram entrevistados sobre as experiências de sintomas psicóticos nos seis meses anteriores.

 

No ambiente escolar, as vítimas ficam isoladas do grupo ou próximo de adultos que podem protegê-la.

Na sala de aula, a sua postura é retraída e geralmente têm dificuldades de se expor e fazer perguntas, por exemplo.

Apresentam faltas frequentes, mostram-se comumente tristes, deprimidas ou aflitas.

Nos jogos ou atividades em grupos, sempre são as últimas a serem escolhidas e, aos poucos, vão se desinteressando das tarefas escolares.

Em casa, queixam-se de dores de cabeça, enjoo, dor de estômago, tonturas, vômitos, perda de apetite, insônia.

"Os sintomas tendem a ser mais intensos no período que antecede o horário de entrarem na escola", diz a médica.

  "Além disso, o estresse vivenciado pelas vítimas de Bullying ocasiona baixa imunidade fisiológica, debilitando o organismo como um todo."

 

Fonte: Revista PSIQUE - Ciência & VIda.

Comentário de Elizabeth Tadiello em 6 junho 2011 às 11:59

Bom Dia, Bruno e colegas do Café!

Achei excelente a sua iniciativa de confeccionar tal matéria cujo objeto vem sendo tão discutido e denunciado (Bullying).

Interessante a participação de Sandra Albernaz de Medeiros trazendo para a entrevista um olhar multifacetado da profissional preocupada e engajada no assunto. Trouxe-nos, inclusive,  um exemplo bastante atual (DSK)  à título de expandir-se o assunto ... Sim, pois, o "Bullying" hoje, está fora dos muros das escolas, haja visto o "Ciberbullying", o qual não mencionado, porém, um problema real como vc intitula a matéria. Sandra Albernaz de Medeiros, confessa ter sido vítima do problema e de como lidou com seu algoz (uma carta, cujo destinatário foi o próprio algoz). Outra presença, ou melhor, outra menção, a meu ver, indispensável, foi a da Drª Ana Beatriz B. Silva, psiquiatra, autora de livros que tratam do comportamento humano (vários), e, que, em sua última safra nos apresentou o tema "Bullying" (Bullying: mentes perigosas nas escolas), o qual recomendo aos interessados no assunto (comportamento).

Bom, essa minha postagem tem como intuito o de parabenizá-lo, bem como, os participantes da matéria e lhe dizer que tal "real problema", deve sim ser lembrado, discutido sempre, seja aqui no Café, seja onde for ... Há muito o que debulharmos a respeito.

Abraços!

PS: Volto em breve!!!

Comentário de Gilson Mário Ferreira Marinho em 6 junho 2011 às 11:56
Correção: Fundação Educacional Unificada Campograndense (FEUC)
Comentário de Gilson Mário Ferreira Marinho em 4 junho 2011 às 18:52

Caros amigos, boa noite!

Sou professor de História formado pela Fundação Unificada Campograndense (FEUC), mas também sou Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, faço parte do Grupamento Especial de Ronde Escolar, e vivo o dia-a-dia dos conflitos dentro das Unidades Escolares (U. E.).

Posso garantir para vocês que o que se comenta sobre esse fenômeno e a mais pura verdade, meu trabalho, assim como os dos meus amigos da GM-Rio, é o de gerenciamento de conflitos: alunos X alunos, alunos X professores, pais de alunos X alunos e pais de alunos X professores.

Vienciamos de tudo um pouco, ou melhor, de tudo um muito. Pois, vemos um lado da EDUCAÇÃO que muitos professores nem imaginam ou quando veêm, veêm de forma unilateral.

Eu juntamente com alguns amigos que tabém são educadores, com a aprovação dos nossos superiores, estamos desenvolvendo um sistema que pode minimizar muito os problemas que surgem nas Us. Es..

Trata-se de palestras com alunos de todos os seguimentos, lógico que, cada seguimento com uma forma diferenciada de abordagem, assim conseguimos atingir a todos eles. Mas, não falamos de "BULLYING" diretamente, e sim das consequências que ele gera.

Nós fomos instruidos pelos orngãos competentes e especializados que não devemos falar sobre violência com crianças e jovens.

Devemos falar sobre consequências, amizades, leis, entre outras coisas que possam orientar e estimular o bom comportamento dos alunos.

Desculpem, mas não quero me estender mais, para não parecer chato.

caso queriam mais informações entrem em contato.

Um abraço a todos os colegas.

 

Boletim Café História

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