São Paulo sedia o maior evento acadêmico de história do país e número de inscritos reflete o bom momento vivido pela história atualmente
Entre os dias 17 e 21 de julho de 2011, acontece na cidade de São Paulo, o aguardado XXVI Simpósio Nacional de História. O evento será realizado nas dependências do campus da Universidade de São Paulo (USP), uma das universidades mais importantes da América Latina, e marcará as comemorações dos 50 anos de existência da entidade promotora do evento, criada em 1961 na cidade de Marília sob o nome de Associação Nacional dos Professores de História (ANPUH). Transformada atualmente em Associação Nacional de História, a ANPUH se tornou uma referência para os profissionais da área de história, inclusive para aqueles que atuam no ensino fundamental e médio, e nas instituições voltadas ao patrimônio histórico. Os preparativos e os números que envolvem o Simpósio Nacional de História de 2011 dão a dimensão do tamanho que a entidade adquiriu nos dias atuais.
No total, serão realizados 130 simpósios temáticos, nos quais serão apresentados centenas de trabalhos de pesquisa de graduandos, mestrandos e doutorandos. Cada simpósio temático gira em torno de um eixo temático e temporal. Educação, História do Tempo Presente, Império Português, América Espanhola e Memória são alguns dos mais de cem simpósios que aceitaram inscrições no primeiro semestre.
O evento da ANPUH, no entanto, conta com outros espaços de discussão. É o caso dos mini-cursos, das mesas-redondas e das conferências, além de lançamento de livros e fóruns de pós-graduação. Dentre os vários especialistas confirmados para o evento deste ano, estão nomes como o de Sidnwy Chalhoub (UNICAMP), Carlos Fico (UFRJ), Jorge Nóvoa (UFBA), Luiz Felipe de Alencastri (Pairs IV, Sorbone), François Hartog (EHESS-Paris), Edgar Salvadori de Decca (UNICAMP), james Green (Brown University), Danise Rollenberg (UFF) e Maria Lima (UFMS).
O tamanho do evento organizado pela Associação Nacional de História é tão grandioso que nos últimos anos chegou até mesmo a receber algumas críticas. Essas críticas em sua maioria apontam para o excesso de mesas e discussões acontecendo ao mesmo tempo, o número exagerado de simpósios temáticos, o custo para participação no evento e, sobretudo, a pulverização do público diante das múltiplas possibilidades.
As críticas, entretanto, não diminuíram o prestígio que o evento. A edição de 2011 pode receber mais de duas mil pessoas, entre ouvintes e apresentadores de trabalhos. A procura foi tanta que na última semana para envio de artigos completos o servidor de toda a ANPUH caiu, o que exigiu uma reprogramação por parte dos organizadores. Em última instância, esta intensa procura mostra o interesse que a história vem despertando nos últimos anos no Brasil, ao lado de uma série de outros sinais, como a multiplicação de revistas especializadas, o aumento do número de curso de graduação e pós-graduação, filmes, peças de teatro e outros produtos culturais que colocam a história no centro das atenções.
E você, participará desta edição da ANPUH nacional, em São Paulo? Participe do fórum que abrimos no Café História. Nele, você pode dizer quais são as suas expectativas e o título de seu trabalho.
Veja a programação completa e outras informações sobre o Simpósio, clicando aqui.
Foto: Monumento ao arquiteto Ramos de Azevedo, na Cidade Universitária (USP)
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Comentário de Antonieta de Sant'Ana em 10 julho 2011 às 16:49
Comentário de jorgerosa-rhbn em 10 julho 2011 às 10:27 UM EVENTO COMO ESTE FICA PARA A HISTÒRIA. E JUSTAMENTE POR ISSO, A GENTE NAO PODIA FICAR DE FORA, NOS DA REVISTA DE HISTORIA DA BIBLIOTECA NACIONAL, ESTAMOS APOIANDO , DESDE O INICIO.
E ESTAREMOS PRESENTE COM UM STAND DE INFORMAÇOES E VENDAS DE ASSINATURAS, E TODOS QUE ASSINAREM , GANHARAO, NA HORA 8 EDIÇOES ANTERIORES DE BRINDE .
AGARDAMOS VCS. ATE LA !!!
JORGEROSA@REVISTADEHISTORIA.COM.BR
Comentário de Osmarina Costa de Aguiar em 9 julho 2011 às 8:17
Comentário de Luciene da Rocha Vieira em 8 julho 2011 às 22:04
Comentário de Profº João Batista em 8 julho 2011 às 21:32
Comentário de Alaila Resende da Costa em 8 julho 2011 às 20:20 Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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