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Arquivo Café com Prosa | A Terra como Invenção | João Marcelo Ehlert Maia

A Terra como Invenção - O espaço no pensamento social brasileiro

JOÃO MARCELO EHLERT MAIA

por Bruno Leal

"Este livro trata da centralidade do tema da terra na imaginação ilustrada brasileira". É como define João Marcelo Ehlert Maia, autor de "A Terra como Invenção", o seu próprio trabalho, um dos melhores lançamentos da Jorge Zahar Editor em 2008.

Doutor em sociologia pelo Iuperj e pesquisador do CPDOC-FGV, Maia analisa o conceito de espaço no pensamento social brasileiro durante o período da chamada Primeira República (1889-1930) com base em textos de Vicente Licínio Cardoso e Euclides da Cunha. Numa época em que conceitos como "identidade", "espaço" e "fronteira" são profundamente revistos não só pela intelectualidade, mas por empresas, Estados e mídia, o trabalho de Maia ganha um relevo social importantíssimo para se compreender essa "agenda" em torno de coordenadas geográficas como "terra" para o homem moderno.

A pesquisa de Maia levanta algumas perguntas importantes, dentre as quais se destaca: Por que pensadores urbanos preocupados com a modernização do Brasil nas primeiras décadas do século XX vislumbraram na categoria na categoria terra, tão distante do imaginário de sua época, uma chave para entender o país? O caminho como sabemos, foi o de investigar a obra de importantes intelectuais do período que, ainda de maneira estranha para nós, homens e mulheres do século XXI, defendiam uma aproximação entre Brasil e Rússia a partir de uma lógica modernizadora. Para esses autores, Brasil e Rússia eram uma espécie de vizinhos imaginados.

Divididos em cinco capítulos, o autor discute inúmeros outros autores, que vão de Braudel, conhecida figura dos historiadores, a John Dewey, ícone pragmatista dos pedagogos. Tudo isso para revelar os contornos da terra para a cognição do mundo brasileiro. Recheado de informações sobre os dois intelectuais, o livro às vezes chega a se afastar do seu foco, mas logo o leitor entende que esse distanciamento é necessário para a compreensão do mundo das idéias daqueles primeiros anos do Brasil republicano. Ao fim, tem-se a idéia de uma leitura consistente e muito atual para se pensar questões contemporâneas.

O livro recebeu o prêmio Jorge Zahar de ciências sociais, criado para homenagear a memória do fundador da editora, Jorge Zahar (1920-1998), por ocasião dos dez anos de seu falecimento. O prêmio também por finalidade incentivar a produção científica e cultura no Brasil, difundindo trabalhos de excelência acadêmica para o público em geral.

Preço encontrado: R$ 39,00

Editora: Jorge Zahar Editor (2008)

Páginas: 224

Exibições: 193

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