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Aquivo Café com Prosa | O Homem do Castelo Alto | Philip K. Dick

O HOMEM DO CASTELO ALTO

PHILIP K. DICK


Por Bruno Leal

Na escrita da história, não há muito lugar para o "e se...". Ainda assim, todo historiador já começou uma reflexão com essas palavras. Faz parte da imaginação humana pensar o mundo a partir de caminhos que não foram seguidos, que nunca foram encampados. Em nossa vida cotidiana mesmo fazemos isso o tempo inteiro. Mas conjecturar desta forma pode fazer sentido dentro da história?

A resposta é sim. Pensar o "e se..." com os devidos cuidados poder ser um belo exercício de analisar conjecturas e estruturas, bem como de problematizar o lado contingencial de nossa disciplina. O livro “O Homem do
Castelo Alto”, do americano Philip K. Dick é um clássico da literatura mundial e da chamada “história contra factual”. O livro se passa no início da década de 1960. Os negros são escravos. Judeus – os poucos que ainda existem – se escondem sob identidades falsas para não serem exterminados. A África é um continente morto. Os Estados Unidos, divididos entre alemães, italianos e japoneses, deixou de ser uma potência para se tornar uma peça nula no tabuleiro global. Esse é um mundo que vive sob o domínio dos dois principais vencedores da Segunda Guerra Mundial: Alemanha e Japão. Sim, os nazistas – nessa realidade – venceram o maior conflito armado da história.

Com este romance perturbador e surpreendente, o mestre Philip K. Dick conseguiu inscreveu de uma vez por todas, no hall da literatura, o gênero da ficção científica. “O Homem do Castelo Alto” foi publicado pela primeira vez em 1962, quando o mundo vivia através da guerra fria a herança geopolítica da

Segunda Guerra. Através de uma escrita que beira a perfeição, Dick envolve o leitor com várias tramas paralelas, que discutem ética, trabalho, anti-semitismo, Guerra e, claro, o jogo dos universos paralelos. Mais focado nos japoneses, o romance opera com importantes elementos da cultura historicista e da cultura oriental, como o milenar oráculo chinês, o I Ching. Ao fim, o que se tem, além de ótima literatura, é um tratado filosófico de primeira linha sobre os homens e, sobretudo , sobre a linha tênue que separa o que aconteceu e o que poderia ter acontecido na história.

Não perca a leitura e um dos finais mais surpreendentes da ficção científica. O livro, publicado pela caprichosa Editora Aleph, pode ser encontrado na internet. Possui 300 páginas e é um convite para o debate entre literatura e história.

Páginas: 300

Preço encontrado: R$ 44,00

Editora: Aleph (2006)

Exibições: 281

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Comentário de Adriany Araujo em 12 março 2015 às 18:29

muito bom...

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