Talvez seja da nossa cultura, tão pouco acostumada a uma democracia duradoura, transformar as eleições em jogo de futebol. Um leviano e efêmero espetáculo de emoções exacerbadas, paixões incontidas e ódios palpáveis. É época de se criar uma celeuma entre as partes, de se esbravejar calúnias e infâmias sem igual aos antes bons amigos. Dias de se abandonar a convivência saudável entre os vizinhos e de se colar, com infortúnio orgulho, adesivos repletos de sorrisos maquiados e promessas descompromissadas. Ignora-se o dever primal de respeitar (ou tolerar), antes de tudo, a opinião do outro. É um brinde à desinformação, um afago aos radicalismos e uma salva de palmas ao preconceito. É, mais do que qualquer coisa, um reflexo de nossa pouca conscientização política.
Você que tem todas as condições intelectuais de questionar o óbvio, de construir um raciocínio consistente e firmar uma via própria de pensamento, mas não o faz, é o alienado da história. É assustador diagnosticar a quantidade gigantesca destas pessoas que não têm consciência da importância da individualidade própria e ao mesmo tempo ignoram a existência da de outrem. Estes reprodutores de opinião, tentam, a todo momento, imputar ao outro o pensamento previamente forçado à eles; e, caso falhem, rotulam o outro de alienado. Estão em um patamar abaixo dos que não têm a capacidade mínima de resistir aos candidatos e seus asseclas com suas imputações rocambolescas de futuro ideal. Estes, não têm culpa alguma de sua alienação, são, usando de uma metáfora conveniente, crianças inocentes que aceitam balas de estranhos.Comentar
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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