A SAUDADE
Quisera poder explicar esse sentimento tão absurdo. A saudade é por si necessária e cruel. Sem ela não teríamos sentimentos que nos valorizam como seres humanos. Mas, ao mesmo tempo com ela, nos tornamos vulneráveis e abandonados. Tornamos-nos feiticeiros de nossas magias. Encantos do nosso desencantamento. Com ela, somos o perplexo das nossas emoções. A saudade é algo que dói muito e não tem cura. Muitas vezes ela se transforma em mágoa, outras em doença. Outras, ainda, em loucura. Mas, ao mesmo tempo refletimos o quanto ela nos faz sentir vivos e intensos. Somos humanos. Portanto, sentimos. A saudade não é um objeto o qual podemos jogar fora a qualquer momento. Ao contrário. Na verdade, ela é um órgão, que passa a contribuir positivamente ou não com o funcionamento do nosso organismo físico e espiritual. A saudade é inevitável quando amamos. Quando vivemos momentos tão intensos, que nos custa desmembrar. Ela vem da morte ou da própria vida. A saudade é o efeito natural da nossa existência, porque muitas vezes sentimos uma profunda saudade de tempos que não vivemos, de amores que não tivemos, de perfumes que nunca sentimos, de prazeres que nunca tivemos. Ela é o reflexo da solidão. O conforto dos desvalidos, que lavam a alma revendo guardados. É algo que fica no ar, vindo através de um vento de não sei onde. Ela chega de mansinho. Através de sonhos, canções, fotografias e impressões. Ao mesmo tempo, deixa de ser um incentivo e passa a nos acovardar. Ela é o Deus que nos ampara os sentidos e o demônio que nos afugenta a paz!
Carlos José Soares
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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