Nova História Cultural, o principal objetivo dessa corrente historiográfica é identificar o modo como, em diferentes lugares e momentos, uma determinada realidade social é construída, pensada, dada a ler. São estes esquemas intelectuais incorporados que criam as figuras graças às quais o presente pode adquirir sentido, o outro tornar-se inteligível e o espaço a ser decifrado. Dessa forma, as representações do mundo social são sempre determinadas pelos interesses de grupo que as forjam. Portanto, para cada caso, torna-se necessário relacionar os discursos proferidos com a posição de quem os utiliza. De acordo com Chartier, representação é um instrumento de conhecimento mediato que faz ver um objeto ausente, através de sua substituição por uma “imagem” capaz de reconstituir em memória e de figurá-lo tal como ele é. E em terceiro lugar, as formas institucionalizadas e objetivadas graças às quais uns “representantes” (instâncias coletivas ou pessoas singulares) marcam de forma visível e perpetuada a existência do grupo, da classe ou da comunidade.

Ao pensar em práticas culturais, convém antes de tudo, ter em vista que esta noção deve ser pensada não apenas em relação às instancias oficiais de produção cultural, mas também aos usos e costumes que caracterizam a sociedade examinada pelo historiador.

Da mesma forma, esta história deve ser entendida como o estudo dos processos com os quais se constrói um sentido.

A História Cultural esclarece Chartier, é importante para identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma realidade social é construída, pensada, dada a ler.

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