Nova História Cultural, o principal objetivo dessa corrente historiográfica é identificar o modo como, em diferentes lugares e momentos, uma determinada realidade social é construída, pensada, dada a ler. São estes esquemas intelectuais incorporados que criam as figuras graças às quais o presente pode adquirir sentido, o outro tornar-se inteligível e o espaço a ser decifrado. Dessa forma, as representações do mundo social são sempre determinadas pelos interesses de grupo que as forjam. Portanto, para cada caso, torna-se necessário relacionar os discursos proferidos com a posição de quem os utiliza. De acordo com Chartier, representação é um instrumento de conhecimento mediato que faz ver um objeto ausente, através de sua substituição por uma “imagem” capaz de reconstituir em memória e de figurá-lo tal como ele é. E em terceiro lugar, as formas institucionalizadas e objetivadas graças às quais uns “representantes” (instâncias coletivas ou pessoas singulares) marcam de forma visível e perpetuada a existência do grupo, da classe ou da comunidade.

Ao pensar em práticas culturais, convém antes de tudo, ter em vista que esta noção deve ser pensada não apenas em relação às instancias oficiais de produção cultural, mas também aos usos e costumes que caracterizam a sociedade examinada pelo historiador.

Da mesma forma, esta história deve ser entendida como o estudo dos processos com os quais se constrói um sentido.

A História Cultural esclarece Chartier, é importante para identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma realidade social é construída, pensada, dada a ler.

Exibições: 2933

Tags: nova história cultural por Chartier

Comentar

Você precisa ser um membro de Cafe Historia para adicionar comentários!

Entrar em Cafe Historia

Links Patrocinados

EVENTO EM DESTAQUE

café história acadêmico

Período Regencial: Confira na íntegra o artigo "Revisitando o passado em tempos de crise: federalismo e memória no período regencial (1831-1840), de Luiz Geraldo Santos da Silva e Ariel Feldman. Clique aqui

Cine História

Ida

Premiado na última cerimônia do Osar, o polonês "Ida" é uma das mais interessantes produções atualmente em cartaz no Brasil.

Sinopse: A jovem noviça Anna (Agata Trzebuchowska) está pronta para prestar seus votos e se tornar freira, só que antes disso, por insistência da Madre Superiora (Halina  Skoczynska), vai visitar a única familiar restante: tia Wanda (Agata Kulesza), uma mulher cínica e mundana, defensora do Partido Comunista, que revela segredos sobre o seu passado. O nome real de Anna é Ida, e sua família era judia, capturada e morta pelos nazistas. Após essa revelação, as duas resolvem partir em uma jornada de autoconhecimento, para descobrir o real desfecho da história da família e onde cada uma delas pertence na sociedade.

Parceiros


Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2015   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }