
“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Ecl.7.2
Nosso velho conhecido Salomão já nos advertiu no livro do Eclesiastes que é melhor estar em um velório do que em uma festa. Premissa paradoxal para quem está acostumado a participar em grandes e belas festas. A festa é um momento de alegria, descontração, de exaltação do espírito, de extravasar aquilo que está reprimido, e em uma linguagem bem rasteira e coloquial: soltar a franga.
Quem não gosta de alegria? Todos gostam! Mas o mesmo Salomão nos adverte e chama de tolo ou também traduzido como insensato, aqueles que estão em festa: “O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria” Ecl. 7.4. Que negócio esquisito...
Um dia, no e após um velório de um ente querido, em que tive o privilégio de ministrar a palavra no culto fúnebre, comecei a refletir sobre a morte e a pós-morte. O que é a vida? O que é a morte? O que será depois da morte? Essas indagações nos assaltam somente em um momento como esse, ou seja: O luto. E ao olhar os rostos lacrimejantes, as exclamações e comentários de todos os envolvidos, como: “ele descansou”; “partiu dessa para uma melhor”; “Deus quis assim” ou ainda “chegou à hora dele”, chego à conclusão que um velório de fato é um bom lugar para se pensar no propósito da vida, em nossa existência, pois estamos desarmados, e desta forma nos projetamos no falecido, olhamos para o caixão e logo imaginamos que amanhã seremos nós.
Nossa percepção da vida torna-se apurada, nos remetemos à infância, ao saudosismo, as lembranças mais remotas que nos levam as lágrimas, pois a questão patente é, amanhã estarei aqui? Vivi bem? Estou vivendo bem? E a propósito, o que é viver bem? Assim, vemos que a vida passa rápido, muito rápido, e quando nos damos conta, já estamos terminando nossa vida, e não conseguimos contemplar o belo, o amor, uma criança que mama, a natureza provida por Deus, o céu azul, enfim, a vida passou e eu fiquei na janela olhando para vida.
Certamente bom é estarmos em uma festa, mas melhor mesmo é o conselho do velho Salomão: “é melhor estarmos em um lugar onde a luto”, pois pelo menos por um breve momento, refletimos sobre a vida, e como seremos após ela.
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Era uma vez na Anatólia
A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.
Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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