O ouro na verdade nunca perdeu sua importância. Apesar da pouca circulação de moedas, estas nunca deixaram de circular nas grandes praças comerciais da Europa. Os exércitos agregavam grandes contingentes de tropas mercenárias que eram pagas com ouro, e mesmo os Estados Nacionais, só foram possíveis, graças a criação dos exércitos regulares que eram remunerados com o soldo, pago em moeda, que muitas vezes tinha em sua composição o ouro.As expectativas dos reis espanhóis quando descobrem terras ao ocidente (Américas) era encontrar ouro naquelas terras. Claro que tais reis cristãos pretendem fortalecer o Estado e lutar contra a reforma, mas esse fundo religioso não tira a importância do minério.
Quando se encontrou ouro no México, a cobiça dos exploradores aumentou. O ouro possibilitava a quem o encontrasse não só potencialidade financeira, e aos de pouca nobreza, possibilitava um aumento no status social. Foi por isso que Cortez e Pizarro demonstraram tanta destreza em suas respectivas conquistas em território americano ( México e Peru).De forma distinta, o ouro tinha uma importância muito mais religiosa entre astecas e incas, do que econômica, como ocorria na Europa. Entre os incas o ouro era a matéria prima das divindades, sendo sempre encontrado nos templos religiosos.O impacto da conquista também ocorreu pela percepção desigual que tanto espanhóis e astecas quanto espanhóis e incas tinham entre si. Enquanto os espanhóis tinham a clara noção de que os incas e astecas eram humanos, os mesmos incas e astecas acreditavam que os espanhóis eram Deuses ou servos de deuses, o que deu vantagem aos espanhóis durante as guerras.Enquanto os Astecas só descobriram a humanidade dos espanhóis tarde demais, quando boa parte da população subjugada em seu império já havia se levantado contra o imperador Montezuma, a estrutura diferenciada do Império Inca, fez com que houvesse tempo para descobrir as reais intenções dos espanhóis e possibilitou uma maior resistência dos incas e uma sobrevida do Estado Inca, que sobreviveu até a extinção do Estado de Vilcabamba em 1571, cinqüenta anos depois dos Asteca.




Bibliografia

VALLA, J. Claude. Acivilização do Incas,OTTO PIERRE EDITORES, Rio de Janeiro. 1978
MARCILLY, Jean. A civilização dos astecas, OTTO PIERRE EDITORES, Rio de Janeiro. 1978

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