Saquear tumbas em busca de medalhas tornou-se um bom negócio na Rússia


Um levantamento feito pela União dos Registros de Túmulos de Guerra – organização que mapeia e monitora os cemitérios estrangeiros em que estão enterrados soldados alemães – concluiu que 70% dos túmulos na região do Cáucaso já foram pilhados. Nessa área ao sul da Rússia, onde ocorreram algumas das batalhas mais sangrentas, existem 137 sepulcros em que se estima haver 150.000 corpos. Com cuidados próprios de uma expedição arqueológica, os saqueadores de túmulos separam ossos e esqueletos dos objetos que de fato interessam. Esse tipo de coleta é totalmente ilegal, pois acordos firmados entre a Rússia e a Alemanha garantem a preservação dos cemitérios militares.


A caça ao tesouro nos túmulos nazistas é a versão mais recente de uma atividade tradicional na Rússia. Os campos de batalha já eram vasculhados nos tempos do governo comunista, mas só se procuravam destroços de aeronaves, tanques e canhões deixados pelo inimigo. Considerado patrimônio nacional, o material soviético não pode ser comercializado. O negócio é lucrativo tanto para quem vende as peças como para quem as compra. A asa de um avião militar alemão pode custar 10.000 dólares. Uma carcaça completa dos caças mais famosos, como o Focke-Wulf e o Messerschmidt 109, ultrapassa os 100.000 dólares. "Restaurada e capaz de voar, uma aeronave dessas vale 1 milhão de dólares", disse a VEJA o americano Gerald Yagen, restaurador de aviões históricos. Nos últimos três anos, Yagen importou os restos de cinco modelos Messerschmidt 109 encontrados nos arredores de São Petersburgo. Seu objetivo é usar a sucata de vários aparelhos para reconstruir um único avião.

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Tags: alemanha, nazismo

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