A CIDADE DE REDENÇÃO NO CEARÁ FOI A PRIMEIRA A LIBERTAR OS ESCRAVOS DO BRASIL.

FONTE DE PESQUISA: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=417582


Painel instalado no Museu Senzala Negro Liberto, no município de Redenção. O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravidão. Esse ato é comemorado em Redenção três vezes ao ano (Foto: HÉLIO CAMPOS MELLO/ AGÊNCIA O GLOBO)

PESQUISA ELABORADA POR: João Artur (Professor de História)

O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravidão. Em relação as demais províncias era a que menos possuía escravos, pois eram traficados para os centros cacaueiros, cafeeiro e açucareiro por bons preços.

Essa exploração foi, aos poucos, despertando repulsa entre os cearenses que iniciaram, em Fortaleza, em 1879, um movimento emancipador denominado “Perseverança e Porvir”.

Os primeiros abolicionistas foram José Amaral, José Teodorico da Costa, Antônio Cruz Saldanha, Alfredo Salgado, Joaquim José de Oliveira, José da Silva, Manoel Albano Filho, Antônio Martins Francisco Araújo, Antônio Soares Teixeira Júnior.
Em 1880, esses abolicionistas fundaram a Sociedade Libertadora Cearense com 225 sócios, cujo presidente provisório foi João Cordeiro. Para divulgar seus ideais, em 1881, fundaram o Jornal O Libertador.

As datas festejadas pelo município de Redenção, foram marcantes no processo de libertação dos escravos. Em 25 de março de 1881, por exemplo, a Sociedade alforriou 35 escravos. Outra sociedade contribuiu para o movimento abolicionista. Tratou-se do Centro Abolicionista 25 de dezembro, fundado em 19 de dezembro de 1882. Dessa maneira, em 25 de março de 1884, foi abolida a escravidão no Ceará.

Os jangadeiros cearenses também aderiram ao movimento abolicionista e, em janeiro de 1881, fecharam o porto de Fortaleza ao embarque de escravos. Eles eram liderados por Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar.

No dia 1º de janeiro de 1883, a Vila do Acarape, atual Redenção, emancipou seus escravos há menos de um ano antes da província do Ceará. O povo redencionista guarda na memória o gesto heróico de ter libertado seus 116 escravos. Assim, Redenção é conhecida como Rosal da Liberdade.

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Comentário de Paulo Henrique de Souza Martins em 18 junho 2011 às 13:03
De fato, alguns pesquisadores tem apontado que para além das questões altruísticas, os abolicionistas do Ceará também tinham outros interesses em jogo. Há a tese de que pretendiam também fundar uma sociedade mais civilizada em que eles próprios tivesse entrada mais franca no jogo político e econômico local, arena dominada pelos senhores de terras e de gentes. Tanto é que depois de tornados livres, os abolicionistas não publicam uma vírgula sequer (não que eu conheça) sobre as possibilidades de inserção do liberto no mundo capitalista concorrencial que pretendiam inaugurar no Ceará. Pelo contrário, o que fizeram foi construir um atormentante silêncio sobre o negro no Ceará, lacuna essa que reverbera até hoje no senso comum da população.
Comentário de Francemberg Teixeira Reis em 9 março 2010 às 16:04
Tem um livro que fala sobre a o processo abolicionista no Ceará, é um trabalho publicado em 1988 de autoria de Raimundo Girão com o simples titulo de "Abolição no Ceará". É importante lembrar que o processo de abolição ocorrido não somente no Ceará, porém, em todo o Brasil foi algo que envolveu diversas camadas da sociedade, e que nestas haviam, de um lado intelectual, interesses políticos e econômicos e, de um lado social, aspectos realmente humanistas. A escravidão no Brasil já estava caducada na década de 1880, ainda mais na região outrora conhecida como norte brasileiro (hoje nordeste). Mas, diante disso fico pensando... para aonde foram os negros do Ceará? e por que historicamente "inventou-se" o preconceito cearense para com os negros?
Comentário de Geísa Araújo em 11 fevereiro 2009 às 22:33
Muito interessante sua pesquisa. Tive a oportunidade de conhecer um pouco da história de Redençâo, algo fascinante e ao mesmo tempo doloroso, mais muito importante para engrandecer o intelectual, principalmente o nosso q trabalhamos e estudamos essa área.
Comentário de Raíssa A. em 6 fevereiro 2009 às 22:23
Eu desconhecia. Muito interessante. =)
Comentário de James Emanuel de Albuquerque em 6 fevereiro 2009 às 7:47
Muito interessante.

Um abraço.

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